quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Palácio Imperial de Hofburg

Visitar Viena significa conhecer muitos palácios e museus, mas esta é uma escolha individual. Há quem prefira fazer compras, comer salsichas e beber muita cerveja. Tentei fazer um mix de tudo isso, escolhi o que mais me interessava e também arranjei tempo para as salsichas e, principalmente, as cervejas...

O Hofburg é um complexo imenso de edifícios. Foi a residência oficial e centro do poder dos Habsburgo de 1278 a 1918. Atualmente abriga museus, gabinetes da presidência da Áustria, a Biblioteca Nacional e a Escola Espanhola de Equitação. Uma curiosidade: Maria Antonieta nasceu neste Palácio (coitada, mal sabia o que o destino lhe reservava).

Hofbibliothek (Biblioteca da Corte)

Portão de entrada do Schweizerhof (Pátio Suíço)

Outro prédio imponente dentro do complexo do Hofburg. Lamento mas a memória falhou e não me recordo mais o nome. Patrícia - amiga expert em Viena - poderá me ajudar. Taí um desafio para você Pat!
Museu Sissi
Esta é a parte mais visitada do complexo. O Museu tem um acervo rico com aparelhos de jantar, candelabros, louças, e diversos objetos que a Imperatriz Sissi recebeu de presente, vindos de diversos países. Nesta parte é possível fotografar, mas no aposento de Sissi e nas outras salas a fotografia é proibida.
Pelo que vi, notei que Sissi adorava receber para jantares, com tantos aparelhos da mais fina porcelana e muitos candelabros. Porém, o que me chamou atenção foram os guardanapos e a maneira como eram arrumados.

Uma decoração e tanto. E que trabalho!

Mais candelabros...

E objetos de decoração. (Cliquem na foto para ampliar e procurem Wally...rs)

Foi uma visita e tanto e me consumiu mais de 3 horas, mas valeu à pena. Ao fundo a Michaelertrakt.

Em uma próxima visita à Viena visitarei o restante do complexo...tudo em uma viagem só, não dá.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Schönbrunn

Conhecido como o Palácio de Versailles de Viena, Schönbrunn é um dos monumentos mais visitados da Áustria. Passear pelos salões e pelos jardins é mergulhar no túnel do tempo. Vocês sabiam que a nossa Imperatriz Leopoldina, esposa de D. Pedro I, morou nesse Palácio? Leopoldina pertencia à Casa dos Habsburgo, uma das dinastias mais antigas da Europa. Mas, certamente, ninguém brilhou mais do que Sissi, a Imperatriz, e esta ainda vai ganhar um post aqui. Aguardem.

Esta é a entrada principal do Palácio Schönbrunn.

Com o palácio ao fundo, quem não quer tirar uma foto? Um amigo chama esse tipo de fotografia de "estraga paisagem" e outra diz que é o tipo "mamãe estive aqui". Falem o que quiser, eu não resisto. Aliás, já pensou atravessar um oceano e se poupar na hora da foto?

Fotografar o Palácio por dentro é terminantemente proibido. Só esqueceram de me avisar...rs Eu fiz o que pude. Discretamente e sem flash, claro. Acho que deveriam liberar fotos sem flash. Não entendo de conservação, mas acredito que fotografar sem flash não deve causar dano aos quadros, móveis, etc. O que acho engraçado é que existem milhares de publicações com fotos lindas e, óbvio, usaram flashes.



Não chega a ser a Galerie des Glaces de Versailles, mas tem lá o seu glamour. Neste salão aconteciam os bailes, recepções... Depois da construção de Versailles por Luís XIV, os monarcas do mundo inteiro ficaram enlouquecidos, todos queriam ter o seu Versailles. E aí como dizia chacrinha "tudo se copia..."

Terminada a visita no Palácio, saímos e nos deparamos com a bela vista da Gloriette no topo da alameda. Caminhar pelos jardins nos proporciona belas surpresas:

Falsas ruínas romanas nos jardins de Schönbrunn

Depois de subir, subir, subir... vem a recompensa: a vista deslumbrante do Palácio, a partir da Gloriette.

Assim como Versailles, Schönbrunn possui uma área imensa, com jardins, florestas e até um zoológico. Você vai encontrar esquilos ariscos pelo caminho. Enfim, pacote completo de diversão e cultura.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

MuseumsQuartier Wien

Imagine um espaço de sessenta mil metros quadrados dedicados a arte. O MuseunsQuartier Wien (Bairro de Museus de Viena) é este lugar. Um complexo com museus, galerias de arte, lojas, restaurantes, bares da moda e muita gente antenada.

O Bairro dos Museus está localizado no antigo centro da cidade, onde no passado eram os estábulos imperiais. Ou seja, foi feita uma grande revitalização no espaço, que hoje abriga o Museu de Arte Moderna, o Leopold Museum e o pavilhão Kunsthale Viena, além do Centro de Arquitetura de Viena, um Teatro e um Museu Infantil. De todo o complexo, optei pelo MUMOK - o Museu de Arte Moderna - que pode ser visto na foto abaixo.

Esses bancos fazem a festa dos vienenses e dos turistas que ficam confortavelmente reclinados. Eu pensei em fazer a foto deitado , mas estavam geladíssimos. Dá para notar que não tem ninguém. Porém, por volta de meio-dia fica lotado.
Na foto abaixo o Leopold Museum. Dizem que tem um acervo maravilhoso, mas a visita ficou para uma próxima ida à Viena.

domingo, 26 de setembro de 2010

KUNSTHISTORISCHES MUSEUM

Conseguiu ler em voz alta o título deste post? Complicado, né? Pois bem, essa sopa de letras tem como tradução: Museu de História da Arte. E foi mais um dos museus que visitei em Viena, num dia ensolarado e frio de outubro de 2007.

O Kunsthistorisches Museum é um dos primeiros museus de belas artes e artes decorativas do mundo. Foi inaugurado em 1891, construído por Gottfried Semper e Karl von Hasenauer em estilo renascentista italiano para abrigar a vasta coleção imperial dos Habsburgos, que ao longo dos séculos foram entusiásticos patronos das artes. Seu acervo é um dos mais ricos em seu gênero, e foi formado a partir dos gabinetes de arte e curiosidades dos Arquiduques Ferdinando e Leopoldo Guilherme, e do Imperador Rodolfo II. A coleção abrange peças desde a antiguidade grega, romana e egípcia até a arte barroca, e está dividida na sede principal em Viena e nos museus subsidiários do Castelo de Ambras e no Museu Lipizzaner, em Innsbruck, e nos palácios de Hofburg e Schönbrunn, também em Viena.

Logo na entrada subimos os degraus contemplando a bela escultura "Teseu vencendo o centauro", esculpida por Antonio Canova.
Além de toda a beleza das diversas coleções, o prédio - como não poderia deixar de ser - encanta pelo seu estilo e imponência.

Nos finais de semana improvisam um restaurante/salão de chá no segundo andar do museu. Quando eu cheguei estava bombando, duas horas depois começaram a desmontar tudo.

Visitei a Coleção Egípcia e a de Antiguidades Gregas e Romanas, mas passei a maior parte do tempo na Galeria de Pinturas.

"Infanta Margarita Teresa Vestida de Azul" de Velázquez

Rembrandt by himself

.
Visitar o Kunsthistorisches Museum em Viena é um grande prazer. Impossível conhecê-lo em um único dia. Aconselho deter-se no tipo de arte que você gosta e aproveitar tranquilamente. Melhor do que passar correndo pelas coleções e não absorver nada. Tenho um amigo que se pudesse moraria dentro das Coleções de Arte Egípcia, tamanha a sua paixão pelo tema. Eu já prefiro as pinturas, mas não sei se moraria em uma galeria de um museu...rs. Há sempre muito o que ver, muito a aprender. É preciso tempo e disposição e, claro, gostar. Não dá para visitar museu sem gostar. Às vezes viajo sozinho por conta disso. Não tem nada pior do que programar uma visita a um Museu e o seu acompanhante não gostar e achar tudo um saco. Assim, é melhor cada um fazer o seu programa. Em geral, mesmo quando acompanhado acho que a visita a museus deve ser feita individualmente. Cada um precisa dessa experiência sozinho e depois da visita o reencontro para um chá ou café e muita conversa sobre o que foi visto. Este é o meu roteiro ideal. E como seria bom se as pessoas que visitam Museus e exposições em geral fossem mais comedidas. Falo isso porque fico incomodado com aqueles que tagarelam o tempo inteiro, ou pior, os que para demonstrarem cultura ou algum saber começam a dar aulas sobre o pintor, a obra, etc. Os comentários dos "entendidos" são entediantes.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Palácio Belvedere - Viena

No meu primeiro post após o recesso, publiquei a foto de um palácio e não disse onde ficava. Adriana Pessoa, amiga do Blog, acertou em cheio dando o nome e localização: Palácio Belvedere em Viena. A foto foi uma pista para a série de posts que decidi fazer sobre Viena, capital da Áustria, que visitei em Outubro de 2007. Viena é uma cidade que encanta muitos turistas, mas por incrível que pareça não me causou tanto impacto. É bonita, mas fria. Talvez o excesso de organização tenha me irritado um pouco. Tudo certinho demais, quadradinho demais. Nada, absolutamente nada fora da ordem. O único senão foi uma parte da estação do metrô de KarlsPlatz, ali rola algo misterioso, umas pessoas esquisitas, um entra e sai nos banheiros. Mas foi só isso, no mais Viena é a cidade mais segura do mundo. Pode-se andar de dia/noite/madrugada sem qualquer medo.




Palácio Belvedere






O Palácio é conhecido como um dos edifícios barrocos mais bonitos do mundo. Já foi o Palácio de Verão do Império Austro-Húngaro e atualmente abriga a Galeria Austríaca de Arte com diversas coleções dos séculos XIX e XX. É onde está reunida a maior coleção de obras de Klimt, inclusive o famoso "O Beijo" está lá, quer dizer, espero que ainda esteja. Havia rumores, em 2007, de que muitas obras retornariam aos seus donos, por terem sido confiscadas no período da 2ª Guerra Mundial, quando o país estava sobre o domínio dos nazistas. Torço para que ainda esteja lá, a arte deve ser compartilhada com todos e não ficar encerrada na sala de um colecionador. É o que eu penso.
Acordei muito cedo e parti para o Belvedere. Ter chegado antes de o Palácio abrir foi uma das melhores coisas que fiz. Além de evitar filas e a multidão de turistas, pude fotografar o Palácio sem a participação de figurantes. O cenário foi exclusivamente meu.

O domingo estava radiante, sol a pino, céu azul e um frio de 8 graus congelante.





Aí está o famoso quadro "O Beijo" pintado por Klimt entre 1907/08. Nem preciso dizer que fiquei sem fôlego ao contemplá-lo. É um dos trabalhos mais românticos que já vi na vida. Fotografar? Nem pensar. É terminantemente proibido. As únicas fotos que consegui fazer internamente foram do salão anterior á sala de exposição e mesmo assim, porque a Vigilante saiu da sala.






O Belvedere está divido em duas partes , a Superior onde está a Galeria de Arte e a inferior, onde encontram-se o Museu do Barroco e o Museu de Arte Medieval. Depois de visitar a Galeria basta atravessar o imenso jardim com belas esculturas e chega-se aos pequenos museus.

O jardim estava passando por reformas na época da minha visita, mas mesmo assim mantinha características imponentes. Reparem na beleza desta Esfinge.

Passei toda a parte da manhã no Belvedere e depois da minha visita que durou mais de três horas segui para o Quartier dos Museus. Viena tem um bairro só com Museus. Dediquei o final de semana à arte. E depois eu explico o porquê disso.

sábado, 1 de maio de 2010

Meu primeiro de Maio em Paris

exatamente um ano estava em Paris no feriado do dia primeiro de maio. Existe lugar melhor para festejar o dia do trabalhador? Certamente não há, e o primeiro de maio de 2009 foi um dos melhores que já passei na vida. Ano passado o mundo ainda estava às voltas com os efeitos da crise financeira de 2008 e que , infelizmente, tem efeitos até os dias atuais.`Por conta disso o primeiro de maio de 2009 ia ser diferente e com muita manifestação. Por sinal, manifestação na França é a segunda palavra que um francês aprende depois de "papa" e "maman". Sempre há uma "manif" em algum lugar de Paris ou da França. O povo francês adora protestar, ir às ruas e manifestar sua indignação, e sempre há um bom motivo para isso. Com muitos sem teto, desempregados, imigrantes em situação ilegal estava armado o palco para as longas passeatas dos diversos grupos e mais 8 sindicatos.

Este é o Boulevard Saint Michel. Estava hospedado nessa rua no Hotel de Suez. Aparentemente tudo tranquilo. Eram 07h30 da manhã. Mas os organizadores acordaram bem cedo para espalhar diversos cartazes...

Existe uma bela tradição na França iniciada por Charles IX em 1561: oferecer um ramo de lírio do vale como sinal de boa sorte. Esta tradição antiga, atravessou os séculos, mas houve uma pequena alteração. No início do século XX era comum em toda França e, especialmente , na île de France, ir às florestas e colher lírios para vender nas ruas, sem precisar pagar os impostos. era um costume pagão celebrar a chegada da primavera e oferecer esses ramos de lírio do campo aos familiares e amigos e colegas de trabalho como sinal de amizade. O lírio do campo simboliza o retorno da alegria.

Na Paris do século XXI o lírio do campo foi substituído pelo Muguet (tão bonito quanto o lírio). E a tradição permanece. Em 2009 o prefeito de Paris proibiu a venda dos muguets pelos camelôs. Apenas os floristas poderiam vendê-los. Mas parece que a ordem não foi cumprida... muitos camelôs vendiam a flor pelas ruas da cidade. E para não passar em branco...

comprei o meu ramo de Muguet numa barraquinha improvisada por uns estudantes que vendiam cada raminho por apenas 1 Euro. Sinal de felicidade e sorte garantidos para o ano todo!
Tradições à parte, as manifestações tomaram conta das ruas próximas ao Boulevard Saint Michel. Cada um do seu jeito e no seu estilo levou o seu protesto às ruas...

Olha o pessoal da Air France aí gente...

Apesar de todo o tumulto e muita gente nas ruas, não vi nenhuma confusão, tudo transcorreu muito bem. Era meu último dia na cidade luz e foi bem divertido. O único "senão" foi o fato de ter que caminhar muito até o automóvel que me levaria ao Aeroporto Charles de Gaulle que, por causa das manfiestações, não conseguiu entrar no Boulevard Saint Michel...mas que diferença isso iria fazer? Caminhei com a mochila (pesaada) nas costas. As malas ficaram com o motorista (coitado - pesavam toneladas!). Afinal, Paris é Paris mesmo quando temos esses pequenos transtornos...

quinta-feira, 11 de março de 2010

Saudades de Rennes e das Galettes

alguns dias a Lina, do Blog Conexão Paris, publicou um post sobre uma "Crêpe Party", ou seja, uma happy hour com crepes. Este tipo de evento, podemos chamar assim, faz parte do estilo de vida francês. e vamos combinar, o clima favorece. Vendo as fotos, lendo o texto, lembrei da minha viagem a Rennes em 2005.
Rennes fica a duas horas de TGV de Paris e é a cidade mais importante da Bretagne. Mas não vou cansar vocês com dados geográficos ou estatísticos. Quero falar das Galettes e de Rennes, cidade natal do meu amigo Bernard Seignoux, ex-diretor da Alliance Française - Maison. Faz tempo...
Rennes é uma cidade pequena, mas tem os seus encantos, um deles é a culinária e as suas famosas crêpes e galettes. Sem falar na Sidra. Isto mesmo, a Sidra! Ótima para acompanhar crêpes e galettes.
Já havia visitado Rennes em outras ocaisões, mas foi em 2005 que descobri uma pequena Creperia, com decoração simples, mas muito aconchegante, cujo nome, infelizmente, não lembro mais. Até procurei o cartão nas minhas caixas, mas não encontrei. Se um dia encontrar, volto aqui e deixo o registro. Enfim, foi a melhor galette que já havia comido na vida. Feita com o melhor trigo sarraceno, macia, leve. Pedi a "Complète" - ovo, presunto e queijo. É um clássico. Pedi 1/2 pichet de Cidre et voilà! Que festa para o paladar. Dá para ver a minha satisfação na foto abaixo.
Cidra na mão e a maravilhosa Galette Complète
Só de rever a foto sinto o perfume e o sabor dessa maravilha. A Sidra gelada foi a combinação perfeita. Tenho que descobrir o nome do restaurante. Será que o Bernard poderia investigar? Às vezes me pergunto, ainda existe? Espero que sim! Ainda lembro da garçonete e da sua simpatia quando pedi para fazer esta foto. Foi uma noite muito boa. Estava sozinho, mas muito feliz. Como o restaurante não estava muito cheio - acho que era domingo, início da noite (na verdade ainda estava claro, por conta do horário de verão) - iniciei um papo com com a garçonete e conversamos bastante.
Rennes é assim, a gente entra num café ou num bar e, de repente, se iniciar uma conversa não para mais. Eu lembro de ter conhecido muita gente assim. Ficava no balcão, pedia um Kir e logo em seguida chegava alguém, e o papo era questão de segundos.

Esta é a fachada do The Britannia. Ficava horas neste bar bebendo Kir e conversando com o proprietário (um inglês). Sempre aparecia alguém para participar da conversa. O dono era tão gente boa que sempre oferecia mais um drink por conta da casa. Aí eu ia ficando...rs

Pena que perdi as fotos dessa viagem - uma das melhores que fiz. Ainda tenho um DVD, mas não consigo copiar e nem tenho como publicar (e seria complicado explicar aqui). As fotos estão lindas. Por isso, de vez em quando, revejo o DVD com mais de uma hora de imagens. E falei tudo isso por causa das Galettes...mas também é a saudade de Rennes e das minhas tardes/noites nos bares e cafés.

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