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segunda-feira, 11 de março de 2013

Concha y Toro

Terça-feira de carnaval, céu azul, sol forte e os chilenos engravatados e arrumados indo para o trabalho... fiquei com vontade de fotografar. Que carnaval bom! Sem blocos, sem bandas, sem tumulto... sei que alguns anos atrás esse discurso seria uma heresia, mas hoje posso falar com tranquilidade: quero paz na folia momesca. E qual foi o programa do último dia inteiro no Chile? visitar a vinícola Concha y Toro. 
Este é mais um passeio oferecido pelas agências de viagem e você desembolsa $ 29.000 pesos chilenos (incluindo ingresso), o equivalente a R$ 145,00. Mas dá para chegar tranquilamente indo de metrô e depois tomando um táxi ou até um ônibus e o passeio sai bem mais em conta. 

São dois tipos de tour: Tradicional (em torno de R$ 36) ou Tour Marques de 
Casa Concha (em torno de R$ 74). Optei pelo último, por incluir uma degustação de queijos e vinhos conduzida por um sommelier. As reservas podem ser feitas pelo site (clique aqui).


Vocês lembram de um casal simpático que eu havia conhecido no almoço no Mercado Central? Aí está: Dominique e Ludimila. Eu acabara de chegar e eles já estavam saindo. Foi ótimo reencontrá-los!

O Tour Marques de Casa Concha dura em média 1h30. A primeira parte consiste na vista dos jardins e dos vinhedos, bem como da adega. Nesta parte degustamos duas taças de vinho. A segunda parte é a degustação de queijos e vinhos com o sommelier.  

Nessa visita guiada conhecemos o histórico da família Concha y Toro e o sucesso da vinícola - uma das mais importantes do Chile.

 A casa dos Concha y Toro - bela construção em estilo neoclássico.
 E o vinhedo com os mais diversos tipos de uvas. 
Já visitei outras vinícolas, tanto aqui no Brasil como na Europa , mas não havia visitado um vinhedo. Confesso que provei algumas. E acredito que eles sabem que um visitante ou outro faz essa "degustação" extra. Os cachos são miudinhos e eu pensando que ia ver cachos enormes...a explicação é que as uvas para a fabricação do vinho devem ser assim mesmo, miúdas, melhor para serem pisadas. As outras que consumimos, são cheias de água e não ideais para fabricação do vinho. Mais ou menos isto e acho que vocês entenderam...rs
 
Momento Mágico de Oz: O Espantalho

Depois dos vinhedos a adega e a famosa "Casillero del diablo". Aqui é a parte mais turística do programa, passam até um filme sobre a lenda do Casillero del Diablo. E como os brasileiros estão sempre visitando o chile, já tem até versão em português do tal filme. Seria mais interessante, na minha opinião,  falar sobre o processo de fabricação do vinho...



A lenda...
 
...e o vinho
Ainda com nossas taças de Casillero Del Diablo na mão, somos conduzidos para uma grande sala onde nos aguarda um simpático Sommelier

 São quatro tipos de vinho e uns queijinhos gostosos para degustar.
É  um micro workshop onde descobrimos os aromas e os sabores... e é um momento divertido, pois sempre tem um "enólogo" que sabe mais que o sommelier. Sem contar algumas pessoas que ficam meio deslocadas e não enxergam cor alguma, não sentem cheiro algum e o gosto? É de vinho, ora!
Na saída ganhamos a tábua onde foram servidos os queijos e podemos, também, levar a taça da Concha y Toro. E não fiquem preocupados, pois não há impedimento de levar a sua taça e tábua na bolsa da Concha y toro no avião. Afinal, ninguém vai querer transformar uma taça numa arma...
Esta visita é um programa meramente turístico. Talvez por isso o taxista que me levou até a Concha y Toro insistiu para que fosse visitar a Vinícola Santa Rita ou a Undurraga. Todavia, valeu conhecer. Porém, para os já iniciados melhor passar a Concha y Toro. 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Santiago nas alturas

Meu tour de reconhecimento por Santiago parecia interminável. Após o almoço decidi visitar o Cerro San Cristóbal para avistar Santiago do Alto. Confesso que estava cansado e depois do almoço, um pouco preguiçoso. Distraidamente, não me informei sobre como chegar ao Cerro San Cristóbal. Já disse que não estudei muito... "Cerro" é como os chilenos chamam os morros. A subida seria fita através de um funicular. Do Mercado Central peguei um táxi  e aí .... no meio do caminho o motorista informa que o Funicular não estava funcionando e, claro, não disse que havia um ônibus gratuito para subir. Porém, disse que poderia me levar, mas eu teria que pagar a taxa para veículos que é cobrada na entrada do Parque Metropolitano. Até aí tudo bem. Só que a distância da base até o topo era considerável e o taxímetro não foi muito generoso. Dez minutos depois eu vi! Resumo da ópera: fazer o dever de casa evita certos problemas. Eu vi muita gente subindo de bicicleta e a pé. Até vale a pena, pois o Parque Metropolitano é enorme e pelo caminho há o que se ver, como um zoológico, alguns mirantes, etc. mas isso tem que ser feito pela manha e com muita calma.

 A vista total de Santiago e lá looonge: as Cordilheiras.
A maior atracão do Cerro San Cristóbal, além da maravilhosa vista, é o Santuário da Virgem Imaculada Conceição  que fica no topo do cerro com a imagem da Virgem.
 Óbvio que tem muita escada para subir
Aqui podemos ver o Altar do Santuário onde são realizadas missas e ao fundo a cidade de Santiago.
E lá no topo a Virgem Imaculada

Um pouco abaixo da grande estátua da Virgem encontramos esta simpática Capela.
 E para matar a sede pequenos bares....
 ... onde podemos apreciar o "Mote con huesillo" a bebida chilena.
É tipo um mate meio fraco, muito doce. No fundo do copo tem uma porção de milho e completando a farra, dois pêssegos enormes. É uma refeição com bebida e sobremesa, tudo junto...rs É gostoso e muito energético. Agora  entendi de onde o povo tira forças para subir e descer os cerros de Santiago.
Encerrei a minha visita e até pensei em descer a pé, apesar da distância. Porém, vi uma pequena fila e perguntando descobri que era para pegar o ônibus. Detalhe: de graça. Então, enquanto o Funicular estiver parado, o transporte é gratuito. Não entendi bem, mas entrei no ônibus e fui feliz para o Patio Bellavista. Um pequeno shopping cheio de restaurantes e algumas lojinhas de souvenirs. 

 Quando cheguei ali, lembrei do meu almoço "caído" no Mercado Central...
Logo atrás do Shopping fica a Rua Constitución, cheia de restaurantes, como o "Azul  Profundo" (foto acima)...
...e o "Como Agua para Chocolate". A rua é tomada de outros bares e restaurantes, um convite à boêmia. 

Finalizei minha visita nesse pequeno trecho do bairro e no caminho para o Metrô avistei o Rio Maipo.

O Rio Maipo está assim, parece uma corrente de lama. Apesar de triste, o fato de o rio estar quase seco, possibilitou a criação de um "Museu de Arte Urbana", com obras de diversos artistas.
 

Enfim, um bom jantar!
Foi difícil escolher um lugar para jantar, mas acabei optando pelo Azul Profundo. Não liguei para fazer reserva, mas como estava cedo não houve complicações. Um brinde com pisco para começar! Eu optei por uma mesa próxima à janela, para ver um pouco do movimento da rua. O restaurante é bem descontraído e com esse nome a decoração é cheia de referências, óbvio, ao mar.

"Ceviche muito bom" - era este o nome do prato - ótima entrada! 
Prato principal: "Triptico do Mar" - Congro, Salmon e Tilápia, sobre uma farta cama de  creme de milho maravilhoso, acompanhando com abacate e tomates. Delicioso!
E como eu não sou de ferro, não resisti à sobremesa: "Muñeca brava" - laminas de chocolate amargo e ao leite, entremeadas com um creme de amêndoas , molho de laranja com conhaque e um coulis de frutas vermelhas. Enfim, comi bem. E voltei feliz para o hotel. Estava exausto, foi uma maratona e no dia seguinte me aguardavam Valparaíso e Viña del Mar.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Plaza Mayor e arredores do Centro de Santiago

Há sempre uma discussão sobre os chamados "bate-volta", aqueles passeios de um dia para visitar uma cidade e retornar à base. Por menor que seja uma cidade, um dia nunca será o suficiente para conhecê-la. E o porquê dessa introdução?  Fiquei com essa sensação em relação ao Centro de Santiago. Digo isso porque há museus, igrejas, centros culturais etc, para visitar. Impossível tudo isso num único dia. é por isso que considero 5 dias inteiros o tempo razoável para conhecer algumas capitais. É claro que também não é o suficiente, mas já dá para alguma coisa.

Para aproveitar ao máximo o tempo o ideal é sempre caminhar, caminhar... e aí ir descobrindo prédios bonitos como o da foto acima, onde funcionou o Congresso Chileno. Atualmente, deputados e senadores legislam em Valparaíso. Parece que a visita ao jardim é franqueada ao público durante a semana.
E a caminhada me levou até a Plaza de Armas - com poucos elementos coloniais, uma pena. Não tive como não comparar com a Plaza Mayor em Lima - que é um espetáculo. 
Chama atenção na Praça essa enorme escultura em pedra. Não consegui obter informações sobre a obra, pois não havia nenhuma placa por perto.

A minha camiseta cereja ou goiaba forte - diriam alguns - deu um colorido à fachada da Catedral de Santiago. E fica aqui o meu protesto pela construção de um prédio horroroso e cheio de vidro que fica do outro lado da rua lateral à Catedral. Vocês podem observar o mostrengo na foto abaixo.
O mau gosto das "modernas" construções em contraste com a beleza do edifício histórico.
E ainda temos as estátuas vivas - essa era mega antipática, cobrindo o rosto e fazendo caretas para as fotos. Pague antes, fotografe depois!

 Por fim entrei para visitar a Igreja - uma bela construção e muito imponente.

Ainda na Praça o Museu Histórico Nacional - gratuito aos domingos!
No primeiro andar havia uma exposição temporária - Baile y Fantasia - sobre um famoso baile que aconteceu em 1912 no Palacio Concha-Cazzote.
 Fotos do baile e reprodução dos figurinos 
E no segundo andar, a História do Chile contada desde a chegada dos primeiros habitantes até os dias atuais.
 
"Primeira Missa rezada no Chile" - fico devendo o autor, sorry. Talvez, já cansado e com fome.
E por esse motivo, segui para o famoso Mercado Central, onde são vendidos toda sorte de peixes e frutos do mar.

É um mercado simpático, embora julgasse ser maior, com grande concentração de restaurantes e algumas lojas de souvernirs. São muitos restaurantes e você é literalmente "pescado" para algum deles. Todos te chamam, oferecem cartões. Aviso: melhor não almoçar por ali. Não foi a melhor opção. Já era quase 14hs, muita fome e me deixei levar. Talvez não tenha tido sorte no meu pedido, mas comi um ceviche que não me agradou. Todavia, o almoço valeu para conhecer um simpático casal que mora em Penedo, interior do Estado Rio.

Era inevitável: um corredor, restaurantes e gerentes e garçons te convidando para ao almoço. Aliás, os convites já começaram na porta do mercado...

 
Peixes e frutos do mar para todos os gostos.
Vale conhecer, mas aí cada um decide na hora se vai ser bom parar e almoçar ali ou ir ao Barrio Bellavista que estava pertinho, mas eu nem me toquei... e o que tem em Bellavista? Ah, no próximo post eu conto!

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