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terça-feira, 11 de julho de 2017

Enfim, a Grécia!


Viajar representa ter um folha de papel em branco para escrever uma história. Decidir um destino pode levar meses ou segundos. Este ano em janeiro, comecei a pensar onde deveria passar as férias de 2017. O primeiro passo foi escolher o mês: junho, pois devido à minha atividade de Guia de turismo, este mês é um período de baixa temporada no Rio de Janeiro. Então poderia viajar tranquilo. Para onde? Paris estaria no roteiro claro, faço minhas conexões na cidade, pois viajo sempre de Air France. 
Fazendo a conexão para Atenas no Aeroporto Charles de Gaulle em Paris 

E aí começa uma série de pesquisas, prós e contras e finalmente sai o destino: Grécia!!! E o que visitar??? Isso não foi difícil, fui direto ao ponto, o trio clássico: Atenas, Mykonos e Santorini. Pelo menos eu acho que esse é o clássico. Mas poderia ser Atenas, Creta e Naxos ou ainda, Tessalônica, Rodes e Milos. São tantas cidades e ilhas. E assim foi; dediquei metade da viagem, 15 dias, para descobrir um pouco dos encantos deste país.

Achei junho o mês ideal para esta primeira visita - sim, pretendo voltar mais vezes à Grécia. O calor é suportável durante o dia, as noites são frescas e o fluxo turístico é menor. 
Depois das 11h do Rio até Paris, mais 3 horas de Viagem até Atenas. Há uma diferença de 1h a mais em relação à Paris. Isso significa que a diferença de fuso horário em relação ao Brasil é de 6 horas! Confesso que a adaptação para mim não foi fácil; só na terceira noite em Atenas consegui dormir bem.
Sempre fico encantado com a vista e cruzar os céus admirando o mar com diferentes tonalidades de azul foi uma das melhores experiências do início dessa viagem. 
No Aeroporto Eleftherios Venizelos em Atenas

Na estrada a caminho do Hotel, de olho nas placas e, óbvio, sem entender nada. 


Já passava das 15hs quando cheguei ao The Athenian Callirhoe Exclusive Hotel. 



O hotel, padrão 4 estrelas, tem uma localização excelente, no coração de Atenas. Acredito que não poderia ter feito escolha melhor. Apenas 5 minutos de caminhada separam o hotel da Acrópole, e bastam 15 minutos a pé para chegar até a Praça Syntagma. A estação de metrô Sigrou-fix está 80 metros do Hotel, onde há também estações de Tram (nosso VLT carioca). Se estivesse apenas com uma mala e menos cansado, poderia ter chegado de metrô tranquilamente. Da próxima vez, quem sabe?

Do restaurante situado no terraço do Hotel temos vista privilegiada para a Acrópole, a maior atração da cidade. Quase não acreditei que estava tão perto.

Muitas histórias para contar sobre essa cidade e seu povo alegre e hospitaleiro.

domingo, 28 de maio de 2017

Barcelona panorâmica

Uma das melhores maneiras de descobrir uma cidade é fazendo um city tour. O ideal é que este passeio seja feito no primeiro dia da viagem. Em diversas cidades do mundo, ônibus de 2 andares circulam pelos atrativos turísticos, num sistema de "desce e sobe" que permite ao visitante parar em alguma das atrações, visitar e depois continuar. Em Barcelona, fiz o passeio, mas somente no terceiro dia. Explique-se: cheguei no domingo e até me instalar já passava das 14h. Então não valia à pena, pois no dia seguinte, algumas atrações estavam fechadas por ser segunda-feira. Restou fazer na terça-feira, mas era véspera de feriado e com a programação da noite, o tour terminaria mais cedo. Mesmo assim, resolvi fazer. A cidade é enorme e há muito para ver. Obviamente, não é possível visitar todas as atrações, por isso o jeito é escolher duas ou três e o restante apenas ter uma ideia do caminho a ser feito. Em algumas cidades os bilhetes valem 24h, 48h. O que não acontece em Barcelona, onde só é válido para a data comprada. Mesmo assim aproveitei muito.
O Barcelona Bus turistic pode ser comprado nos Centros de Informações Turísticas e em 2016 custava 28 Euros. No inverno, o passeio faz duas rotas, a vermelha e azul. Há uma terceira rota que opera nos dias de primavera e verão. Iniciei pela Azul que sai da Plaça Catalunya e termina na Avenida Diagonal. Apesar do frio, ficar no segundo andar do ônibus garante boas fotos.
As primeiras paradas ficam muito próximas à Praça Catalunya, por isso vale a pena seguir pelo menos até à Sagrada Família. As filas estão sempre grandes, por isso, continuei no ônibus. A visão da Catedral causa um espanto; é mesmo monumental.
Nem sempre o ônibus deixa você na porta da atração. No caso do Park Güel, a parada do ônibus fica a alguns metros e haja perna.
Na entrada do Park Güell
Um pouco antes do Park, há um centro de informações e sala de exposição sobre Gaudí. 
Mosteiro Real de Santa Maria de Pedralbes
Hesitei um pouco, mas resolvi parar neste Mosteiro. O local é acolhedor e silencioso. O Mosteiro pode ser visitado, mas como estava meio corrido, só visitei a Igreja. 




Fiquei o tempo suficiente para pegar o próximo ônibus dentro do intervalo de 30 min.
E o passeio continua com vistas dos diversos e belíssimos prédios e monumentos da cidade. Chegando na Diagonal, desci para tomar o ônibus da Rota Vermelha. Neste trajeto temos: Estació Coberta, Plaça d'Espanya, Caixa Forum, Poble Espanyol e o Museu Nacional de Arte da Catalunya
Plaça d'Espanya - em frente uma antiga Arena de Touros, hoje é o Centro Comercial Arenas de Barcelona.
O ideal é não descer na Plaça d'Espanya e seguir no ônibus até o Museu.
O MNAC é enorme e, obviamente, não visitei. Mas o dia estava lindo e pedia apenas contemplar a beleza da cidade. Dali o panorama é incrível.
Vista da Plaça d'Espanya a partir do Museu
Mas para ter uma visão mais completa da cidade e avistar o Montjuic, vale a pena pagar 2 euros para subir até o terraço do Museu. A vista é de 360 graus!




Incrível...  este órgão fica dentro do MNAC
Anella Olímpica
Fundação Joan Miró - deixei para a próxima viagem

Jardins Costa
Port Vell
Cristóvão Colombo apontando para o Novo Mundo

Essa lagosta sorridente diverte
Uma escultura de Miró enfeitando a Praça
De volta ao Bairro Eixample, onde dispensei a carona
Uma passada nos ícones Casa Batló (acima) e Predrera abaixo. Não visitei nem uma nem outra. Parece loucura né? Achei os ingressos caros, na faixa de 22 Euros cada. Gosto do Modernismo (Art Nouveau), mas achei que exagerado o preço.

Na bela Avenida Passeig de Gracia, almocei no La Consentida. Um restaurante cuja entrada já te deixa tonto, com tantos presuntos pendurados e um balcão enorme, onde tomamos drinks acompanhados por tapas diversos.

 
Optei pelo menu do almoço, por inacreditáveis 10,20 Euros. Foi uma ótima opção.
E saí satisfeito!

Depois do almoço continuei as andanças e encontrei a Fundació Antonín Tápies.

Um detalhe que não pode passar despercebido é a Casa Lleo Morera, Passeio de Gracia 35, uma verdadeira joia do Modernismo Catalão e que pode ser visitada. Mas só a parte externa já é uma maravilha.

E a noite já tava caindo ... quase 18hs. Foi um dia intenso e segui para a Plaça Catalunya, onde já havia muito movimento para a aguardada Cavalcada de Reis. Assunto do próximo post.

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