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terça-feira, 1 de abril de 2014

Mais uma daquelas manhãs inesquecíveis em Paris

Paris, Manhã de Sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Ainda lembro bem da manhã da primeira sexta-feira deste ano. Aliás, os dias que passei no início de 2014 em Paris foram mesmo inesquecíveis. Deixei o Studio do Marais e fui ao Quartier latin. Não era o destino final, mas quis dar uma volta rápida pelo bairro e dar um abraço nos amigos do Hotel de Suez, onde me hospedei algumas vezes.
Ao invés de seguir direto pelo Boulevard Saint-Michel, optei por fazer outro caminho passando pelas ruelas do outro lado da Place Saint-Michel.
 Ruas estreitas, quase vazias
 E a arquitetura que faz a gente viajar no tempo
Em poucos minutos cheguei ao Hotel de Suez e fui recebido pela Sandrine,a recepcionista mais simpática que existe nesse mundo! Batemos um papo rápido e depois de tomar um espresso fui rever a Sorbonne.

 Montaigne continua tomando conta do pedaço e observando a vida passar...

Deixei o Quartier Latin e segui para o Bon Marché, só para olhar... os preços estavam nas alturas. Mas gostei do espaço e do ambiente, muito mais calmo que as Galerias Lafayette.
O objetivo mesmo era fazer compras na Grade Epicerie de Paris -  uma espécie de Mercado Gourmet. São dois andares dedicados à gastronomia. Um verdadeiro paraíso cheio de delícias e produtos que fazem a alegria dos amantes da cozinha e da boa mesa. 


O Natal já havia passado, mas era possível encontrar esses panettones enormes, vendidos a quilo.
Chouquettes! Uma massa leve e coberta com açúcar. Muito bom no café da manhã.
 Frutas, legumes e verduras ultra mega selecionados!
 Azeites, vinagres
 Flor de Sal...
 Vinhos, vinhos, vinhos...

 Champagnes
 E águas de diversas procedências...
 ... e algumas com preços inacreditáveis
E saí feliz, com alguns temperinhos, mostardas, chás, chocolates, geléias, biscoitos, etc etc...

Anote:
Grande Epicerie de Paris
38, rue de Sèvres

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Burano - a ilha da renda

De Murano para Burano não é muito longe, talvez uns 15 ou 20 minutos, se muito. E como acontece sempre, o trajeto é muito bonito. Vejam bem essas "casinhas" á beira da lagoa. Nada mal, para um final de semana, não é?


Do vaporetto um panorama da pequena e calma ilha de Burano.

Burano é conhecida como a ilha da renda, mas poderia ser chamada de "cidade das casas coloridas". Desde a saída da estação do Vaporetto é possível ver um agradável conjunto de casas geminadas com suas cores reluzentes. Nem preciso falar muito, basta que vocês observem as fotos abaixo.


E a surpresa que eu havia falado no post anterior? Estar sozinho numa viagem, não significa ficar solitário e nesta viagem, em particular, tive o prazer de conhecer muitas pessoas, como o casal que está comigo na foto abaixo.
Conheci Soare e Colette no dia anterior em Veneza, quando pedi ajuda para tirar uma foto. Aliás, tem sempre alguém pedindo para tirar uma foto. Foi um encontro rápido, fiz umas fotos perto da Ponte Paglia e depois, mais uma vez na Ponte dei Souspiri. E aí foi quando pude conversar um pouco e fiquei sabendo que eles eram da Romênia. E quando estava em Murano indo pegar o Vaporetto, quem eu encontro? O simpático casal. Achamos graça da coincidência. eles já tinham visitado Murano e, juntos, seguimos para Burano.

 Não bastasse o colorido das casa, ainda tem esses pequenos caprichos.

 E na rua principal da cidade o comércio de renda em toda parte.
 
Fiquei devendo uma visita ao Museo del Merletto (Museu da Renda). Quem tem o Veneza Museum Pass não precisa pagar.

Não é só a Torre de Pisa que é torta... a Torre da Igreja de San Martino também. Eu tirei a foto até duas vezes, mas aí concluí que a torre estava inclinada.

 Brindando o encontro Romênia e Brasil

A visita a Burano foi muito agradável e recomendo. De qual ilha gostei mais? Das duas. Cada uma com seu estilo. Se Murano é calma, Burano é tranquilíssima.
 Deixamos a ilha e retornamos para Veneza.

E navegando nas águas da laguna de Veneza esse enorme navio.
Foi um passeio formidável, longe das multidões e na companhia de novos amigos. Retornei ao Hotel, descansei um pouco, pois à noite iria assistir "La Traviata", eu não ia perder uma ópera em Veneza, não é mesmo?

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Murano - a ilha do vidro

Sábado é um bom dia pra se afastar do Centro de Veneza e fazer um passeio longe da multidão de turistas que chega para o final de semana. Reservei a parte da manhã para conhecer Murano, onde estão as fábricas de vidro que produzem verdadeiras obras de arte. Estava um dia muito bonito, sol, céu azul e um pouco de frio. Na Estação Ferrovia próxima ao Hotel Guerrini, peguei o Vaporetto 42 direto até Murano.

A viagem durou mais ou menos uns 20 minutos e algumas surpresas, como a linha férrea sobre a lagoa.

 ... e o Cemitério de Veneza, que ocupa uma pequena ilha.

Ao chegar em Murano, devido ao horário, antes das 09hs, o movimento era nenhum. Comércio fechado, apenas alguns poucos bares começando a abrir. Achei ótimo.

Com meu guia na mão, iniciei um passeio que iria durar em torno de três horas. As Fábricas de Vidro e as demonstrações de todo o processo de fabricação não fizeram parte do meu roteiro. Não era minha prioridade, preferi andar e apreciar a pequena ilha.

Passei pelas lojas e fotografei algumas vitrines. Os trabalhos, de fato, são belíssimos e os preços, altíssimos. Mas, não é um trabalho qualquer. 


Nada mais tranquilo do que essa pequena praça,. Além de mim, um gato fazia o seu passeio matinal
E por toda a parte os belos trabalhos de artistas, enfeitando as ruas com seu colorido e formas diversas.
 

Em uma das ruas encontrei este obra "Giardino Italia", um presente das diversas fábricas para os moradores de Murano. Cliquem nas fotos para ampliar e ver os detalhes.

Uma outra obra que me chamou atenção foi esse boneco "dois em um":


Gostei muito da fachada desse prédio.

Obra da artista Simone Cenedese "natale de luce in una cometa di vetro".
Achei muito bom ter encontrado essas peças pela rua, um pequeno museu a céu aberto. Embora não tenha feito a visita às fábricas de vidro, achei mais interessante ter passeado, sem pressa, pelas ruas.

 Uma das poucas pontes de ferro que vi.
Reparem nessas grades, tão bom poder admirá-las dessa maneira, ver as formas. Por que estou falando isso. Por conta da onda de colocarem cadeados nas grades de algumas pontes. Particularmente, não gosto. Ao menos em Murano, por enquanto, essa onda não chegou.

Depois de curtir as ruas de Murano, fui visitar o Museu do Vidro que fica instalado no belo Palazzo Giustinian, antiga residência dos Bispos de Torcello. O Museu foi criado em 1861 e abriga fabulosos exemplos de objetos de vidro datados desde o século 1º a.C. Os objetos mais antigos ficam no primeiro andar, onde não consegui fotografar absolutamente nada. No segundo andar, estão os belíssimos lustres e uma exposição temporária de objetos recentes. Uma das surpresas dessa visita, foi ter conhecido Ediluza, brasileira de Salvador, que mora em Veneza há muitos anos e trabalha no Museu Del Vetro. Batemos um longo papo e fui apresentado à Susana a outra recepcionista do Museu. Foram muito gentis comigo. E daqui eu mando um bacione carinhoso para Ediluza e Susana.
Abaixo um pouco das peças do museu:
 
 Após visitar o Museu, segui em direção à Basílica dei Santi Maria e Donato.

Uma belíssima igreja, erguida em 999. Uma pequena jóia na ilha, com obrasd e Bellini e Veronese.
Havia proibição de fotografar, mas fiz cara de bobo e fiz essa foto. Queria guardar o registro. Um altar imponente e muito simples.
O meu passeio estava chegando ao fim, mas ainda tinha muito tempo para entrar nas lojas e quem sabe tentar comprar alguma coisa.


Murano é uma ilha pequena e muito agradável. Gostei imensamente de ter feito essa visita e até poderia ficar o dia inteiro ali. Há bons restaurantes e os lojistas são muito simpáticos. Pelo menos, os que conheci. Quem for à  Veneza e tiver um tempinho, deve visitar a Ilha.
E foi com essa bela vista que me despedi de Murano. E uma pequena surpresa me aguardava no caminho para a  Estação do Vaporetto.

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