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domingo, 12 de fevereiro de 2017

Encontros parisienses - 1

Como alguns já sabem, sou Guia de Turismo desde 2014 e venho trabalhando com o mercado francês, desde julho daquele ano. Nesta profissão, conhecemos muitas pessoas e as amizades surgem. Foi assim com Martine e Elisabeth, parisienses,  que tive o prazer de acompanhar em passeios aqui pelo Rio de Janeiro, em setembro de 2015. Logo que cheguei em Paris, liguei para Martine e agendamos um jantar para o primeiro dia do ano.

No metrô a caminho do restaurante (eu, Elisabeth e Martine)
É sempre bom reencontrar os clientes e poder reviver um pouco do que passaram aqui no Rio, conversar sobre as lembranças e impressões da cidade. Nosso encontro foi bem animado. Antes do jantar, tomamos um drink na casa da Martine e depois pegamos o metrô para irmos ao restaurante. Dia primeiro, pelo que parece, ninguém curte sair de casa. Chamou atenção o nosso vagão do metrô estar completamente vazio. 
Lembro que no período em que estiveram no Rio, falamos sobre alguns lugares e restaurantes de Paris e comentei sobre o La Regalade. Martine e Elisabeth não conheciam e eu achei que ia ser um ótimo lugar para nosso jantar.
 
La Regalade é um restaurante que tem um serviço impecável ... seus pratos são bem elaborados e o ambiente é simples e refinado. É um restaurante que atende aos conceitos do que os críticos chamam de "Bistronomie". Conheci em 2014, por indicação de um amigo e gostei muito. O almoço e o jantar tem um Menu com  preço fixo, no esquema entrada + prato + sobremesa. 
Ficamos instalados num dos ambientes que mais gosto, a Biblioteca. Martine e Elisabeth adoraram e riram muito pelo fato de serem parisienses e  conhecer um novo restaurante pelas mãos de um brasileiro. Respondi que Guias de Turismo sempre tem boas dicas. Gargalhadas. A noite foi perfeita e tudo estava muito bom. Como sempre não me poupo em fotografar os pratos. Aí estão minhas escolhas:
 Risoto de camarão, com tinta de lula, super cremoso e perfumado, foi a entrada.
Em seguida  Peito de porco caramelizado. Excelente.
E a sobremesa  Soufflé chaud au Grand Marnier.

Já passava das 23h quando saímos do restaurante e, como de hábito, pegamos o metrô e seguimos para nossas casas, prometendo novo jantar, desta vez, na casa de Elisabeth, tão logo retorne eu volte à Paris. E isso não deve demorar!

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Anote:
La Regalade
9, Rue du Conservatoire
9ème 

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Revisitando os clássicos

E chegou o dia 31 de dezembro de 2015. O último dia de um ano bom. Estar em Paris no dia 31 de dezembro para mais um Réveillon, posso dizer, era inimaginável. Paris ainda sofria com o terrível  atentado ao Bataclan - ocorrido em novembro. Lembro que na época quase desisti da viagem, mas não poderia me deixar vencer pelo medo e parti para viver mais esta emoção.
O dia amanheceu lindo, céu azul, sol e muito frio.  
 Rue Saint-Antoine, por volta de 08h30 da manhã
  
Neste dia não programei qualquer visita. Queria aproveitar o último dia do ano fazendo o que mais gosto: flanando sem rumo, ou melhor, quase sem rumo. Na verdade, criei o tour "revisitando os clássicos". São aqueles lugares que marcam, que trazem boas lembranças, são inesquecíveis, são clássicos. Decidi iniciar pela Place des Vosges, uma das mais bonitas de Paris, cercada por esse belo conjunto de prédios. Ali está a Casa de Victor Hugo, o Hotel Pavillon de la Reine e ainda galerias de arte, restaurantes e cafés. 
O Studio que alugo fica a 5 minutos da Place des Vosges, lugar ideal para ver o tempo passar. Coisa rara é ver essa praça vazia. Talvez o horário e o frio explique.
Clicando nas fotos panorâmicas acima, vocês poderão me ver duplicado. Como assim???
Da Place des Vosges, retornei à  rue Saint-Antoine, peguei o ônibus 69 e desci na Pont des Arts, agora livre dos malditos cadeados cafonas.
 Dá gosto passear aqui e ver a ponte assim. Ao fundo, o Musée du Louvre.
E uma pausa para a foto clássica. A Pont des Arts é um daqueles endereços certos para reuniões no final do dia, principalmente na primavera e no outono. Já fiz muitos piqueniques aqui.  
 Da ponte, avistamos o Square du Vert Galant, uma micro ilha no Sena.
 Um outro recanto de tranquilidade, principalmente no inverno. 


E de clássico em clássico, uma caminhada sem pressa me conduziu até a Pont Alexandre III, a minha preferida.
Considero esta ponte um clássico, por conta do charme das esculturas, dos candelabros, das calçadas espaçosas e pelo fato de estar a poucos metros dos imperdíveis Musée des Invalides, Petit e Grand Palais e da movimentada Champs-Elysées.



O último clássico visitado foi o Museu Rodin, decidido no último instante. Não queria visitar o museu, mas o seu belo jardim que guarda, óbvio, belas esculturas do artista. Havia anos que não entrava ali. 
Você pode comprar ticket para visitar só o jardim. O passeio é maravilhoso! 
O prédio da Rue de Varenne foi construído no século XVIII e foi residência de nobres. Na primeira década do  século XX, o imponente edifício teve como locatário Rodin, que ali instala seu atelier. Em 1919, o Musée Rodin é inaugurado.


No meio de tantas obras espalhadas pelo Jardim, chama atenção o conjunto "Monumento aos burgueses de Calais"


 A Porta do Inferno - esta é uma obra monumental, cheia de detalhes.

 As três sombras

E assim finalizei meu tour "Clássico". Desci a Rue de Varenne observando os prédios. Tudo estava tão tranquilo que nem parecia 31 de dezembro.
  


Quase 15hs e parei no Café Varenne para o almoço. Um delicioso Confit de Canard. E depois do almoço, fui caminhando pelo 7éme e agradecendo por estar ali...

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Anote:
Musée Rodin
79, Rue de Varenne

Café Varenne
36, Rue de Varenne

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

E se o restaurante escolhido estiver fechado...

Viajar em época de festas de final de ano tem suas vantagens e algumas desvantagens, principalmente numa cidade como Paris, onde alguns restaurantes fecham neste período e, também, durante o verão, nos meses de julho e agosto. E digo isso tudo porque na noite do dia 30, após um dia intenso de atividades culturais, resolvi sair do  Marais e ir jantar no restaurante Boissonnerie, indicação da minha amiga Lúcia Carneiro. 
Como vocês podem observar na foto acima, o restaurante estava fechado para recesso de final de ano e só ia abrir em Janeiro. Já que estava no 6ème,  resolvi andar um pouco mais e ir ao Alcazar que fica na Rue Mazarine e, adivinhe: fechado! O motivo era a festa do dia 31. Aliás, meu primeiro Réveillon em Paris foi nesse restaurante e quem não viu pode conferir aqui.
Procurar um restaurante numa cidade como Paris não é tarefa difícil, pois há muitos. Porém, nem sempre o primeiro que você entra é bom. Mas, na mesma Rue Mazarine, avistei do outro lado da calçada um bistrot simpático e que me despertou curiosidade: Mangetout. Atravessei a rua, me aproximei e vi que estava lotado. O maître perguntou se eu havia feito reserva, disse que não e que fui ao ao restaurante porque um amigo havia comentado e já sabia que corria o risco de não encontrar lugar, mas como era meu último dia na cidade, resolvi arriscar. Carioca sendo carioca e dando um jeitinho para conseguir entrar sem reserva... e consegui!
Fachada do restaurante (foto feita na saída)

Uma coisa é certa: restaurante cheio é sinal de que é bom. Mangetout é aquele bistrot francês que a gente ama encontrar. O salão é pequeno e as mesas próximas, mas não coladas e o ambiente é acolhedor. A cozinha é comandada pelo chef Alain Dutournier, que promete "transparência no prato!"

Você pode escolher um dos pratos do cardápio ou o Menu a preço fixo, com entrada + prato + sobremesa, que foi a minha opção.
 Entrada: Velouté de châtaignes aux cèpes (creme de castanhas com aipo).
 Bon appétit!

Prato principal: Parmentier de lièvre forestière (minha tradução livre: "escondidinho de lebre à moda do campo").

Sobremesa: Moscovite aux marrons confits (tipo uma panacota com creme de castanhas). 
Tudo estava muito bom! Delicioso. E com aquele frio,  as minhas escolhas foram perfeitas. A entrada deu para aquecer até a alma! Confesso que nunca havia comido lebre, mas amei! E a sobremesa fechou com chave de ouro!

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Anote:

Mangetout
82, rue Mazarine 

Alcazar
62, rue Mazarine

Boissonnerie
69, rue de Seine 

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