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quinta-feira, 17 de julho de 2014

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Arrivederci Veneza!

Apesar do título, este não é o último post sobre Veneza, pois quero compartilhar ainda algumas coisas com vocês e tenho muitas fotos. Porém, as fotos que escolhi para este post foram feitas no meu último dia na cidade, 25 de abril de 2012 - um dia lindo e ensolarado.

Era feriado, por conta da festa de San Marco, patrono da cidade. Eu caminhei do Hotel até a Piazza San Marco e o clima era de alegria.

A Basílica de San Marco é uma joia, mas eu não visitei - já disse isso -, pois as filas eram desanimadoras. Mas justo no último dia eu resolvi discretamente fazer umas fotos do que era possível avistar. Fotos no interior são terminantemente proibidas.

Discretamente passei a máquina pela grade e fiz uns cliques. Eu estava do lado de fora, não estava infringindo nada... e o resultado foi bom.



Fiquei imaginando como teria sido a visita, contemplar e não poder fotografar - uma verdadeira tentação para os turistas.

De todas as partes surgiam grupos com bandeiras e saudando San Marco

 E já que estava lá, entrei no clima da festa.

Saí da Piazza e e peguei o Vaporetto até uma das últimas estações e fiz um passeio formidável - tema de um futuro post.

Na pequena varanda do seu Palazzo, "madame" estava concentrada na sua leitura matinal. E depois dessa cena compreendi o que é LUXO.


A imagem mais romântica, a Ponte Rialto, simples e apaixonante.

 E a melhor foto dessa viagem, clique perfeito de uma turista holandesa.  

Depois de uma manha intensa, cheia de descobertas parei para almoçar na Trattoria da Gigio  e fiz um brinde já pensando na volta.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

A loja de Fiorella Mancini

Veneza é a cidade mais diferente que qualquer pessoa já visitou na vida, é um clichê e será sempre repetido, mas é um fato. Você anda por ruas e becos estreitos e de repente no final de um beco apertado você encontra um espaço enorme, quase uma praça que são conhecidos como "Campo". Nas minhas andanças sem rumo acontecia muito isso, depois de rodar pelas ruas e becos estreitos, encontrava sempre um desses "Campos".  
 Campo Santo Stefano

Era um pequeno alívio quando isso acontecia, pois tirava a impressão do "estar perdido".  E foi assim, meio perdido e por acaso que fiquei conhecendo o trabalho da estilista Fiorella Mancini. A loja  fica no térreo de um prédio igual a outro qualquer de Veneza, mas quem passa pela porta e olha com um pouco de atenção descobre um lugar fantástico.

 Ainda bem que não estava tão distraído e parei para ver a loja. Não resisti e entrei para ver as roupas. Foi uma experiência! É o mínimo que posso dizer.

As roupas são incríveis, corte perfeito, bom acabamento e muito originais. E haja atitude e Euros para vestir esses modelitos. Só para vocês terem uma ideia, Fiorella tem como clientes os cantores Sting e Elton John. Apesar de tudo, acho que qualquer mortal pode ter um desses, basta querer gastar a partir de 900 Euros, dependendo do modelo.

 A loja tem um "quê" de Galeria de Arte e isso dá mais charme ainda. 

Muita gente entra na loja apenas para fotografar, mas é terminantemente proibido! Ora, então como é que você tirou tantas fotos Jorge Fortunato???? Com a cara-de-pau de um blogueiro curioso, jeito amável e um sorriso. E a atendente que era muito simpática permitiu. Claro que disse que tinha um Blog etc etc... Então aproveitem e curtam os registros.

Não podia deixar de pagar esse mico...
Gostaram do trabalho da Fiorella Mancini? Então cliquem aqui para saber mais. 
Vai ou está em Veneza é quer visitar a loja? Anote:
Campo Santo Stefano, 2806. E diga que conheceu o trabalho da designer aqui no Blog!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Fazendo nada em Veneza

O que mais gosto numa viagem é não ter nada programado para, justamente,  não fazer nada. Saí do Hotel e fiquei decidi caminhar sem rumo... 

 Uma parada na Ponte dei Sospiri para a milésima foto 
Chegando à Piazza San Marco, surpresa: acqua alta e a passarela lotada de turistas na fila para visitar a Basílica. 

Continuei meu passeio contemplativo pela cidade, sem preocupações de anotar nada...

Quando a gente caminha sem rumo a chance de encontrar lugares bacanas é enorme. E foi assim que achei um restaurante bonitinho, tranquilo e comi um ótimo prato de frutos do mar que acompanhei com um ótimo vinho branco, perfeito! O nome do restaurante? Eu estava muito off aquele dia...rs


 Depois de tantos agitos por Verona, foi bom ter um dia desprogramado...

E esse é o meu conselho: pare um pouco, não transforme sua viagem numa maratona. Pare, contemple, sinta e viva o lugar que você está visitando!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Surpresas na volta para Veneza

 
O passeio por Verona foi intenso e maravilhoso, como vocês viram nos posts. Porém, nada, absolutamente nada foi mais emocionante do que a minha volta para Veneza. Neste post não teremos muitas fotos, até porque as baterias descarregaram e não havia como registrar mais nada. Mas os momentos vividos estarão para sempre registrados na minha mente.
Antes de viajar havia comprado todos os bilhetes de trem para fazer os passeios. Comprar om antecedência garante sempre bons descontos. A minha ida para Verona foi de trem rápido - o frecciarossa. E a volta estava programada para um trem regional. Sabia que iria levar um pouco mais de tempo para chegar em Veneza, mas não iria chegar tão tarde. Saí do centro histórico de Verona e cheguei com 40 minutos de antecedência na estação Porta Nuova. Enquanto aguardava o trem fui atualizado o meu diário. O movimento estava bem fraco, poucos passageiros. A todo instante um aviso de um trem que havia sido suspenso, mas não dei muita importância. Até que chegou o anúncio do meu trem. Eu nem acreditei, como assim "suspenso", como iria voltar??? Imediatamente saí da plataforma e fui buscar informações. Bem vindo à Itália! Aí entendi o porquê de não comprar bilhetes para trens regionais. Surpresas acontecem, ora atrasam, ora ficam parados e, naquele belo domingo era a greve dos maquinistas! que belo dia para uma greve.  solução era comprar passagem para um trem rápido da Euro Rail - bilhetes mais caros. Não havia bilheteria aberta, mas poderia comprar a passagem nas máquinas. Reembolso? Pela internet, onde havia comprado. Por um instante pensei: "E se não estivesse com cartão de crédito ou dinheiro suficiente?". Comprar o bilhete nem foi complicado, as máquinas aceitam cartões e dinheiro e dão troco, até os centavos. A "ótima" notícia era que o trem direto para Veneza (Santa Lucia) iria demorar 4 horas, mas eu poderia pegar um até Mestre que iria sair em 20 minutos e de lá, iria para Veneza. e lá fui eu. Comprei o bilhete e peguei o trem. Curioso é que até Mestre onde eu desci não passou nenhum fiscal. cheguei a pensar: "ah se tivesse entrado na cara de pau...", mas logo desviei esse pensamento, viajar sem bilhete dá muito mais dor de cabeça, paga-se multa etc. E era bobagem fazer isso e arranjar confusão.
Em Mestre quando cheguei estava um caos. Muita gente sem saber o que fazer com a greve dos trens e muitos taxistas oferecendo seus serviços. Teve um que ficou me perseguindo: Venezia, Venezia. Disse meia dúzia de palavras impublicáveis em bom português e o sujeito me deixou em paz. Ele queria cobrar uma fortuna para me levar até Veneza. Não é privilégio dos brasileiros, tem gente esperta em todo mundo querendo ganhar uma grana. Consegui informação no bar da estação sobre o ônibus para Veneza e que o ticket poderia ser comprado no próprio ônibus. que dia! Quando me dirigia para o ponto ouvi uma voz quase suplicando: "Please..."  Era uma sul-coreana, perdida da silva. queria saber como iria para Veneza. Com a greve só conseguiu chegar até Mestre, ela estava em Pádua. Eu disse que também havia passado pelo mesmo problema, mas que havia um ônibus direto para Veneza e que poderíamos comprar o ticket com o motorista.  Por fim, o ônibus chegou e quase trinta minutos depois descíamos no terminal de ônibus Piazzale Roma. Pedi informações com uma senhora  italiana que disse que poderia ir a pé dali até a Estação Santa Lucia, menos de 10 minutos. Ao me ver conversando com a senhora, a sul-coreana achou o máximo e me elogiou dizendo "você fala italiano muito bem". Eu ri, claro, mas meu "italiano passione" foi muito útil. E logo chegava à Estação Santa Lucia, a poucos metros do meu hotel. A sul-coreana ficou mega agradecida, me deu um abraço forte e disse: "Thank You very much. You were my hero!" E aí eu entendi a minha missão naquele dia... e isso não tem preço.
 
Ah sim, antes de chegar ao hotel passei numa pizzaria e comprei essa maravilhosa pizza da foto e a devorei inteirinha.

domingo, 17 de junho de 2012

Veneza por Lucia Carneiro

Escrever um blog é um prazer muito grande. "Acabou o caviar?" agrega muitos assuntos e, atualmente, a minha viagem de férias tem dominado os posts. Essa viagem tem contagiado os leitores, muitos estão viajando dentro dessa viagem, como é o caso de Lucia Carneiro, amiga querida que conheci através do Blog Conexão Paris. Lucia tem aproveitado muito as postagens e faz comentários inspiradores e cheios de referências. Um dos últimos comentários dessa leitora foi no post "Veneza, uma paixão".  Eu gostei tanto desse comentário que pedi autorização à Lucia para poder públicá-lo aqui como um post, a fim de compartilhar com todos os leitores do Blog.  Espero que vocês, como eu, apreciem.



Veneza para mim é assim como uma miragem de esplendor mágico.
De dia, à noite, com chuva com sol, na neblina ou sob a neve, que é rara mas acontece. Descobre- se Veneza a pé e ao acaso no labirinto de seus sestieri.
Campi campielli, calli, calli longa calli large, salizada, rii, fondamenti, sotoporthegi, interstizo. Nos sotoporteghi muitas vezes passa-se agachado e aprendi que interstizio é um beco que pode ser pouco mais largo que meio metro.
 



Veneza fascina!
É como transpor a ordem do universo, sonhar acordado.
Belisque-se e deixe- se levar numa viagem de dimensão diferente onde sons, cores, aromas e sabores indicam o caminho.
Pense e observe através dos sentidos.
No vazio do silencio da noite perceba o bater de passos firmes no calçamento incerto das ruas. Ouça o silvo dos apitos de carabinieri que em dupla protegem o descanso da cidade. O som das águas que balançam as gôndolas e batem continuo e ritmado na mureta do casario. Ao longe notas da Serenata Rimpianto na voz de tenor de um gondoleiro tardio " ...come un sogno d'or scolpito è nel core...il ricordo ancor...di quel amoré che non esiste piu..." o lamento desliza até a janela aberta de meu quarto de hotel. Seguem-se os mugidos dos grandes navios que entram ao porto na neblina serrada. Amanhece e eu acordo para Veneza com o cantar dos sinos de Campanille na Piazza. Meu relato não é sonho!
Jorge! A culpa é sua e Veneza faz isto!
Pertinho do hotel atravessava-se para o Dorsoduro usando-se o tragheto o meio mais delicioso de andar de gôndola! Santa Maria del Giglio. Se sua alma for mesmo veneta você vai fazer a travessia em pé como fazem os de casa...e eu já fazia. É parte da aventura!
Desta vez foi o Hotel Barbarigo mas sempre fiquei mesmo por ali nos arredores de Calle Larga XXII de Marzo.
Deixa explicar melhor...são só 4 pontes sobre o Canal Grande e 7 pontos de tragheto que fazem a travessia por um "palanca" que hoje corresponde a uma moeda de 0.50€.
Acho que preciso reviver Veneza urgente!

 Lucia Carneiro

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Burano - a ilha da renda

De Murano para Burano não é muito longe, talvez uns 15 ou 20 minutos, se muito. E como acontece sempre, o trajeto é muito bonito. Vejam bem essas "casinhas" á beira da lagoa. Nada mal, para um final de semana, não é?


Do vaporetto um panorama da pequena e calma ilha de Burano.

Burano é conhecida como a ilha da renda, mas poderia ser chamada de "cidade das casas coloridas". Desde a saída da estação do Vaporetto é possível ver um agradável conjunto de casas geminadas com suas cores reluzentes. Nem preciso falar muito, basta que vocês observem as fotos abaixo.


E a surpresa que eu havia falado no post anterior? Estar sozinho numa viagem, não significa ficar solitário e nesta viagem, em particular, tive o prazer de conhecer muitas pessoas, como o casal que está comigo na foto abaixo.
Conheci Soare e Colette no dia anterior em Veneza, quando pedi ajuda para tirar uma foto. Aliás, tem sempre alguém pedindo para tirar uma foto. Foi um encontro rápido, fiz umas fotos perto da Ponte Paglia e depois, mais uma vez na Ponte dei Souspiri. E aí foi quando pude conversar um pouco e fiquei sabendo que eles eram da Romênia. E quando estava em Murano indo pegar o Vaporetto, quem eu encontro? O simpático casal. Achamos graça da coincidência. eles já tinham visitado Murano e, juntos, seguimos para Burano.

 Não bastasse o colorido das casa, ainda tem esses pequenos caprichos.

 E na rua principal da cidade o comércio de renda em toda parte.
 
Fiquei devendo uma visita ao Museo del Merletto (Museu da Renda). Quem tem o Veneza Museum Pass não precisa pagar.

Não é só a Torre de Pisa que é torta... a Torre da Igreja de San Martino também. Eu tirei a foto até duas vezes, mas aí concluí que a torre estava inclinada.

 Brindando o encontro Romênia e Brasil

A visita a Burano foi muito agradável e recomendo. De qual ilha gostei mais? Das duas. Cada uma com seu estilo. Se Murano é calma, Burano é tranquilíssima.
 Deixamos a ilha e retornamos para Veneza.

E navegando nas águas da laguna de Veneza esse enorme navio.
Foi um passeio formidável, longe das multidões e na companhia de novos amigos. Retornei ao Hotel, descansei um pouco, pois à noite iria assistir "La Traviata", eu não ia perder uma ópera em Veneza, não é mesmo?

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