domingo, 24 de fevereiro de 2013

Plaza Mayor e arredores do Centro de Santiago

Há sempre uma discussão sobre os chamados "bate-volta", aqueles passeios de um dia para visitar uma cidade e retornar à base. Por menor que seja uma cidade, um dia nunca será o suficiente para conhecê-la. E o porquê dessa introdução?  Fiquei com essa sensação em relação ao Centro de Santiago. Digo isso porque há museus, igrejas, centros culturais etc, para visitar. Impossível tudo isso num único dia. é por isso que considero 5 dias inteiros o tempo razoável para conhecer algumas capitais. É claro que também não é o suficiente, mas já dá para alguma coisa.

Para aproveitar ao máximo o tempo o ideal é sempre caminhar, caminhar... e aí ir descobrindo prédios bonitos como o da foto acima, onde funcionou o Congresso Chileno. Atualmente, deputados e senadores legislam em Valparaíso. Parece que a visita ao jardim é franqueada ao público durante a semana.
E a caminhada me levou até a Plaza de Armas - com poucos elementos coloniais, uma pena. Não tive como não comparar com a Plaza Mayor em Lima - que é um espetáculo. 
Chama atenção na Praça essa enorme escultura em pedra. Não consegui obter informações sobre a obra, pois não havia nenhuma placa por perto.

A minha camiseta cereja ou goiaba forte - diriam alguns - deu um colorido à fachada da Catedral de Santiago. E fica aqui o meu protesto pela construção de um prédio horroroso e cheio de vidro que fica do outro lado da rua lateral à Catedral. Vocês podem observar o mostrengo na foto abaixo.
O mau gosto das "modernas" construções em contraste com a beleza do edifício histórico.
E ainda temos as estátuas vivas - essa era mega antipática, cobrindo o rosto e fazendo caretas para as fotos. Pague antes, fotografe depois!

 Por fim entrei para visitar a Igreja - uma bela construção e muito imponente.

Ainda na Praça o Museu Histórico Nacional - gratuito aos domingos!
No primeiro andar havia uma exposição temporária - Baile y Fantasia - sobre um famoso baile que aconteceu em 1912 no Palacio Concha-Cazzote.
 Fotos do baile e reprodução dos figurinos 
E no segundo andar, a História do Chile contada desde a chegada dos primeiros habitantes até os dias atuais.
 
"Primeira Missa rezada no Chile" - fico devendo o autor, sorry. Talvez, já cansado e com fome.
E por esse motivo, segui para o famoso Mercado Central, onde são vendidos toda sorte de peixes e frutos do mar.

É um mercado simpático, embora julgasse ser maior, com grande concentração de restaurantes e algumas lojas de souvernirs. São muitos restaurantes e você é literalmente "pescado" para algum deles. Todos te chamam, oferecem cartões. Aviso: melhor não almoçar por ali. Não foi a melhor opção. Já era quase 14hs, muita fome e me deixei levar. Talvez não tenha tido sorte no meu pedido, mas comi um ceviche que não me agradou. Todavia, o almoço valeu para conhecer um simpático casal que mora em Penedo, interior do Estado Rio.

Era inevitável: um corredor, restaurantes e gerentes e garçons te convidando para ao almoço. Aliás, os convites já começaram na porta do mercado...

 
Peixes e frutos do mar para todos os gostos.
Vale conhecer, mas aí cada um decide na hora se vai ser bom parar e almoçar ali ou ir ao Barrio Bellavista que estava pertinho, mas eu nem me toquei... e o que tem em Bellavista? Ah, no próximo post eu conto!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Descobrindo Santiago

Domingão de carnaval em Santiago. Onde estão as bandas, os blocos, os foliões??? Todos no Rio de Janeiro. O silêncio reinava na ensolarada manhã de domingo. Santiago parecia uma cidade fantasma. Como disse no post anterior, o Panamericano fica a poucos metros do Palacio de la Moneda, então, pela lógica, fui dar um confere.
Confesso que a minha expectativa era zero. Não sei bem explicar o porquê, mas até a véspera dessa viagem, pensei em desistir várias vezes. Fiz poucas pesquisas e não estudei nada sobre Santiago. Cheguei até a pedir algumas dicas aos meus amigos Pitaqueiros e li os posts da  Valéria, do blog "Do que eu gosto", e depois deixei o assunto "Chile" de lado. Cheguei um pouco cru e acho que isso ajudou um pouco.

Apesar da sobriedade, gostei muito da arquitetura deste prédio. 
Muitas praças estão cercadas para "manter a ordem e afastar manifestantes", disse um policial.
Tapumes e uma estátua de Salvador Allende.

A bela fachada do Palacio de la Moneda.
No subsolo funciona o Centro Cultural do Palacio de la Moneda, com grandes salas de exposição, lojas, cafés, cinema etc.


E foi um excelente programa de domingo. Tive a sorte de encontrar uma exposição fantástica "Grandes Modernos" com obras pertencentes ao acervo da coleção Peggy Guggenheim de Veneza. Grande ironia! Estive na Itália no ano passado, mas embriagado pelo renascimento, preferi não visitar a coleção Guggenheim em Veneza. E a surpresa de ver os artistas do séc. XX no Chile foi muito boa.
O espaço é fantástico, amplo, moderno, enfim espetacular!
E o melhor disso tudo é que esse programa foi inteiramente grátis. Calma, eles cobram os ingressos, mas só depois das 12hs, e eu cheguei por volta de 09h30.
Saí do Centro Cultural e fui dar uma volta pelos arredores, depois voltaria para ver a cerimonia da troca da guarda do Palácio.
Atravessei a Avenida Libertador e segui por uma rua tranquila, muito arborizada com bancos e uma mistura de prédios residenciais e comerciais. 
 
Tudo muito limpo e organizado. O único senão é a quantidade de cachorros soltos pela rua., um caso sério.

E logo surgiram os militares, sinal de que deveria retornar para assistir a cerimônia da troca da guarda.
A cerimônia foi um pouco longa, mas não chegou a ser cansativa. Acredito que devido ao grande número de turistas brasileiros presentes os militares, num gesto cordial, tocaram  "Aquarela do Brasil" de Ary Barroso. Claro que foram mega aplaudidos durante a apresentação e ao final, com direito a hu hu e tudo! E essa foi a minha manhã de domingo de carnaval. Logo depois, segui para a Plaza Mayor ou Plaza das Armas, mas isso é assunto para o próximo post.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Fui sambar em Santiago

Ir para o Chile no carnaval 2013 não estava nos meus planos. Há tempos planejava visitar esse país, mas para ficar mais tempo e fazer um passeio completo. Porém, quis o destino que fosse em fevereiro de 2013 e por pouquíssimos dias. Vocês sabem que dei um tempo nas festas de Momo, o carnaval do Rio ficou gigante e eu pulei fora. No dia 09, por volta de 07h45 decolava em direção ao Chile, mas tive que fazer conexão em São Paulo. Se o voo fosse direto teria chegado antes do meio dia em Santiago, mas o voo da LAN saiu de Guarulhos às 13h35 e só pisei o solo chileno por volta de 17h. Incrível né, quase onze horas depois...
O lado bom dessa viagem foram as belas paisagens que avistei do alto. 
Eu esperava um almoço frugal, mas tudo que recebi foi um sanduíche sem graça, um copo de vinho, suco de maçã, chá, um bolo cheio de doce de leite, dois biscoitos e um polenguinho... é a vida na classe econômica na LAN...senti saudades da VARIG.
Mas quem precisa comer bem com um visual desses? A Cordilheira dos Andes quase sem gelo foi uma das mais belas imagens que já vi. E isso não tem preço.
  Estava a poucos minutos da chegada à Santiago. 

 Pronto! Dada a largada para a diversão.... 
Do Aeroporto para o Centro, onde fiquei hospedado, não leva mais do que 30 minutos. Optei por um serviço de van da empresa "Transfer", saiu em torno de  R$ 25 por pessoa.
O Panamericano é um Hotel 3 estrelas, fica no Centro (Teatinos, 260), a poucos passos do Palacio de la Moneda. 
Gostei do Hotel, para quatro noites foi perfeito. Staff competente e  gentil, Quarto confortável, wi-fi, TV a cabo, frigobar e tudo muito limpo.


Reconhecimento feito, desci para olhar Santiago. Mas estranhei a cidade tão vazia e todo o comércio fechado. 

Retornei ao Hotel e aí fiquei sabendo: estava faltando água na cidade. Como assim? Algo aconteceu na central de abastecimento e muitos bairros foram afetados. E aí fica impossível trabalhar sem água. Eu havia feito uma reserva para o Astrid&Gastón e pedi para a recepcionista do Hotel ligar para confirmar, ao menso teria um bom jantar. Mas nada, também estava fechado.  Um caos. Por sorte havia um supermercado aberto e fui comprar água. 


Confesso que este não foi o melhor cartão de visitas. Na CNN local as autoridades tentavam dar explicações sobre a falta de água e diziam que no dia seguinte tudo estaria normalizado e ainda no sábado, aos poucos, a água retornaria. Tomei um banho e fui jantar no restaurante do Hotel.

Não podia esperar muita coisa, mas até que o Filet com molho de champignons e fritas não decepcionou...e aí cama para aproveitar o dia seguinte.

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