sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Manhã de Domingo em Paris

Nada como uma boa noite de sono para recuperar as energias. Não levantei muito cedo, claro. E, logo após o café saí para um passeio. A proposta era ficar pelo Maris mesmo, pois já havia marcado compromisso às 16 horas. Quando viajo não programo nada, deixo a cidade me levar. Porém, quando temos algum espetáculo para assistir não tem jeito. Iniciei o passeio visitando a Igreja de Saint-Paul/Saint-Louis que fica na Rue Saint-Antoine - quantos santos! A Igreja passou por uma reforma externa e está linda. Nos últimos anos só víamos os andaimes. Agora está mesmo um primor. Como pode ser vista na foto abaixo.
Da Igreja parti em direção à Rue de Sevigné, para conferir a exposição "Roman d'une garde robe - Le chic d'une parisienne de la belle époque aux anées 30", em cartaz no Musée Carnavalet. Uma  viagem pelo mundo da moda com as roupas de Alice Alleaume. Uma boa oportunidade para conhecer o comportamento de uma época. E a moda serve muito bem para isso.
A exposição contempla o período da Belle Époque (final do século XIX) até os anos 30. E essa é a primeira vez que esses vestidos e peças são expostos ao público. Peças com assinaturas das grandes grifes da época, como LANVIN, para citar apenas uma. Além das roupas, podemos ver sapatos, jóias, fotos e filmes que revelam um pouco desse mundo glamouroso. 


O Museu Carnavalet é dedicado à História de Paris e sua coleção é riquíssima, dividida em: Pinturas, objetos de arte e história, numismática, arquitetura, Idade Média. A entrada é franca, mas só para o Museu, pois as exposições temporárias, como essa que assisti, são cobradas. Tao logo terminei de assistir a exposição, passei pelo Jardim e aproveitei para rever um pouco desse belo museu que conheci em 2002. E, claro, já não me lembrava de muita coisa.
Gosto muito de visitar museus e acho essa visita ao Musée Carnavalet uma boa pedida para um domingo pela manhã. Uma das boas opções do Marais que abriga tantos outros museus e galerias de arte.
As coleções estão muito bem cuidadas. E os objetos são de uma beleza ímpar.
Mas o que me deixou de queixo caído foi ter encontrado esse ambiente, reproduzindo a loja do joalheiro Georges Fouquet, com objetos desenhados por Mucha. Impecável! Um conjunto que faz a gente viajar no tempo.


Nem preciso dizer que a manhã foi perfeita, preciso? Na saída uma foto ao lado do Roi Soleil (Rei Sol) Louis XIV.
Inspirado por tanta beleza fui descansar um pouco na Place des Vosges e conto no próximo post, pois a tarde estava apenas começando...

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Paris, Paris je t'aime!

Como havia prometido, no post anterior,  vou começar a falar sobre a viagem desde o início. Apertem os cintos!
Embarquei rumo à Paris no dia 27 de dezembro de 2013. O  Rio de Janeiro estava um forno e o nosso Aeroporto do Galeão Tom Jobim um pequeno microondas. Nada que um pouco de água não resolvesse. Desta vez cheguei bem cedo. Preocupado com os possíveis engarrafamentos. O voo estava marcado para às 21h20 e eu cheguei às 17h10. Mesmo assim, encontrei uma pequena fila no check-in. Assim que foi liberado despachei as malas e fui para a área do embarque.
E como o mundo é pequeno e o Rio de Janeiro uma esquina, encontrei meu eterno professor da Alliance Française, querido Luiz Fernando que ia no mesmo voo. Adoro esse tipo de coincidência! Tudo estava correndo muito bem, mas notei que a hora do voo chegava e nada daqueles procedimentos de fechar portas, etc. Um zumzumzum entre os passageiros e aviso do comandante que iríamos atrasar um pouco, e um pouco mais. Motivo: dois passageiros drogados. Para encontrar a história, os distintos foram expulsos e 50 minutos depois partimos. 
O voo foi maravilhoso, sem turbulências, com uma equipe super atenciosa. Flávia (esquerda) e Evelyne, as comissárias, foram nossos anjos da guarda. Sempre sorridentes e muito simpáticas. No meio da madrugada eu sempre levanto para fazer um lanchinho e alongar o corpo. Foi quando as encontrei e batemos altos papos. 
Um prazer conhecê-las!
Não há nada melhor do que abrir a janelinha e ver esse céu azul e  o sol...
Mas chegando em Paris o tempo estava nublado...Apesar do atraso na saída, cheguei apenas 20 minutos além do horário previsto. A cada ano penso que o Charles de Gaulle está maior. Desembarquei no Terminal 2D e para chegar ao 2E tive que andar muito e ainda pegar um trenzinho. Entre desembarque, caminhadas, trenzinho e Alfandega, levei uns 30 minutos. E aí, claro, quando cheguei as malas já estavam na esteira. E não há nada melhor do que pegar a mala e sair do Aeroporto. Dessa vez não fiz fotos, já estava atrasado e me aguardavam para entregar as chaves do Studio no Marais. O chofer do táxi que eu peguei era uma simpatia. A corrida entre CDG e o bairro do Marais ficou em torno de 52 Euros (malas inclusas).

Um Studio para chamar de meu em Paris!
Esta é a segunda vez que alugo este Studio no Marais. O encontrei fazendo pesquisas no site da Homelidays. A localização é perfeita, Rue Saint-Paul onde fica o Village Saint-Paul. Duas linhas de Metrô, a 1 na Rue Saint-Antoine e a 7 no Boulevard Henri; além de ônibus e um ponto de táxi. Pertinho de tudo: Bastille, Place des Vosges, Île de Saint-Louis, etc. Muitas lojas, supermercados e padarias, como PAUL. É ideal para duas pessoas e mais ninguém. No salão principal acima, armário e o sofá cama (muito confortável)
Ao fundo pequena saleta com sofá em frente ao banheiro. De frente para o salão principal, a cozinha e a mesa para refeições. O Studio conta ainda com uma TV tela plana com milhões de canais. além de internet wifi e telefone.


O Studio tem uma cozinha bem equipada com máquina de lavar louças, pia, placas elétricas para cozinhar, forno de microondas e grill, máquina de café Nespresso, torradeira e uma leiteira elétrica. Além de talheres, louças e copos.
 O Banheiro também é confortável, com banheira e duas duchas.

Devidamente instalado. Durante 8 dias: Je suis le Seigneur du Château!
Tudo acertado vamos ao almoço. Como já passava das 14 horas, optei por uma refeição fácil e rápida: Galettes! E já fui conferir a dica da amiga Tania Baião: La Cidrerie du Marais (4, Rue de Sevigné). 
Cidre Brut servida na Bolée (tipo uma xícara) e a deliciosa Galette (La landaise)
Estava maravilhosa e deliciosa! boa indicação Tania Baião!

Apesar de ter viajado mais de onze horas, o cansaço havia desaparecido. Afinal, Paris é uma festa e a melhor maneira de participar é flanando pelas suas ruas. E num bairro como o Marais o passeio é, no mínimo, surpreendente. Na foto acima, a Place du Marché Sainte-Catherine.
Em Paris você anda e volta e meia encontra um "Impasse". Ou seja, uma entrada sem saída.


Passando de rua em rua, encontro essa Exposição sobre os Rolling Stones na Galeria Nikki Diana Marquardt (10, rue de Turenne). Detalhe: Grátis!!!!
Uma bela exposição de fotografias cobrindo 50 anos de carreira da Banda. A exposição já havia passado por Londres e New York.
Após visitar a exposição e ouvir muito Rock, continuei meu passeio pela rue de Turenne e fotografando muito...rs


 
Paradinha na Poilâne para comer Torta de maçã. Esta padaria tem pães divinos. Pena que ficava um pouco longe de casa, para ir todo dia... Fica a dica, se passarem pelo Marais. (38 Rue Debelleyme)

Caiu a noite e fui dar uma volta pelo Centro de Paris. É quase uma tradição. Esteja onde estiver, sempre vou até a Pont des Arts. Ainda bem que está escuro e vocês não vão ver aqueles cadeados horrorosos que os apaixonados insistem em colocar nas grades da ponte.
 O belo prédio da Académie Française
 Fonte Saint-Michel, sempre bonita, mais ainda à noite.
E para finalizar a noite,  depois de rodar um pouco pelo Centro. Peguei um ônibus em direção à Place de la Bastille para visitar um velho conhecido: Léon de Bruxelles! O Restaurante onde gosto de comer Moules Frites (mexilhões e fritas).
E assim encerrei a noite do primeiro dia de viagem, fazendo um brinde com um vinho da Alsace. Vive la France! Vive la Vie!

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Réveillon 2013/2014 - Paris, o retorno!

Paris??? De novo??? Sim ... e quantas vezes forem necessárias. Não é novidade para ninguém o amor que tenho pela cidade. Uma oportunidade surgiu e nem pensei duas vezes. Malas prontas e voei!
Esta é a segunda vez que passo o Réveillon em Paris. A primeira, em 2010, vocês viram aqui e foi um sucesso. O inesquecível Réveillon do Alcazar, com muitos brasileiros de diversas partes do país. Nesse Réveillon, conheci pessoas maravilhosas e mantenho amizade com um pequeno grupo até hoje. Neste Réveillon 2013/2014 foi diferente. Optei por não jantar em restaurante, mas fazer um "jantar" em casa - aluguei um Studio - e depois ir para uma casa de jazz. A princípio pensei em preparar a ceia de ano novo, mas iria perder muito tempo na cozinha e foi quando pensei em algo prático: queijos, patês, frutas e vinhos. Resolvido meu "jantar". Senti falta dos meus queridos amigos, porém optei por uma nova experiência.
Provando para vocês que o caviar não acabou, meu brinde de Ano Novo!
Eis a ceia: pequena variedade de queijos, o melhor era o Comté de 24 meses - sensacional. Patês, frutas, pães, caviar - claro! Galette e frutas como sobremesa.
Gostei do improviso e apesar de ser apenas eu e outro amigo - que não curte fotos - parecia que a casa estava cheia. Na noite do dia 31, liguei para alguns amigos da França e aqui do Brasil e isso deu um toque especial! Tive o prazer de falar com algumas pessoas que só conhecia virtualmente. 
 Finalizada a primeira parte, vesti o paletó e fui para a festa. 

Estação do  Metrô Saint-Paul lotada. Motivo: Linha 1, que leva direto para a Avenida Champs-Elysées, muito procurada por turistas e locais. Cheguei a pensar nessa possibilidade, mas estava querendo ficar longe da multidão. Afinal, foi por isso que fugi de Copacabana...
Até chegar à Estacão Saint-Michel meu coração balançava: volto ao Alcazar ou vou para o Caveau de la Huchette? Para não repetir, para ser diferente, segui para Rue de la Huchette e vamos ouvir jazz!
Como vocês podem perceber estava lotado, mas muito lotado mesmo! Trata-se de uma pequena cave, com alguns lugares para sentar tipo arquibancada e uma pista, onde o povo se acaba de dançar. Quando cheguei me deparei com um mar de gente. O clima estava perfeito, parecendo os anos 20!
As pessoas estavam felizes e dançando alegremente, a banda era ótima e os músicos muito animados.
Mesmo com pouco espaço todos davam um jeito de dançar. Havia gente de todas idades, para minha surpresa muitos jovens. E uma senhorinha que rodopiava o tempo todo (na foto abaixo, dá para ver uma senhora ao meu lado direito, usando óculos - era ela, cheia de energia). 
À meia-noite só os abraços e algumas serpentinas. Tudo muito tranquilo e sem o meu "momento lama" - quando bebo além da conta - dessa vez estava muito light e deixei para beber em casa.
Quinze minutos após à meia-noite peguei meu chapeuzinho prateado e saí à francesa. Estava muito calor, muito cheio e estava na festa desde 22h30. Estava perfeito!
Da Rue de la Huchette, passando pela Estação do Metro Saint-Michel e até o Studio no Marais, meu figurino com chapeuzinho prateado fez sucesso e todo mundo que me via gritava: Bonne Année! Bonne Année! Bonne Année! Confesso que adorei esse "momento étoile em Paris!". 

Saudando 2014 na Rue Saint-Antoine, a poucos metros do Studio.

Já em casa, devidamente coroado - ao partir a galette,  a prenda estava no meu pedaço - e desejando um Feliz Ano Novo!
Certamente este Réveillon entra para a Galeria de um dos mais divertidos que já passei na vida. Acho que nunca ri tanto numa única noite. Foram momentos de felicidade por estar mais uma vez em Paris, por poder tomar champagne e beber sem medo - poucos dias antes de viajar passei por uma crise de labirintite. Enfim, tudo era motivo de festa e celebração! 
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Amanhã eu vou dar um retrocesso e começar a postar sobre a viagem desde o início. A todos vocês, queridos leitores, um excelente Ano Novo!

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