quarta-feira, 17 de maio de 2017

Barcelona, paixão imediata

Existem cidades que te conquistam aos poucos; outras te pegam imediatamente e te abraçam. Barcelona é assim. Acho que uma das razões para isso foi ter ficado no Bairro Gótico, cercado de prédios históricos, ruas estreitas, restaurantes descolados e um clima que só visitando a cidade para entender!

No meu segundo dia na cidade, acordei tarde - o que é péssimo para qualquer turista -, mas quando isso acontece, o jeito é relaxar e sair e ver o que o destino te reserva.
Já no caminho você encontra esse passadiço e pensa: "estou num cenário de filme??" O que eu não sabia é que poucos metros depois e uma certa curiosidade, me levariam a entrar na Catedral de Santa Eulália, a Catedral de Barcelona. Gótica, imponente. Sua construção teve início no século XIII e só foi concluída 6 séculos depois. Iniciei a visita de maneira meio casual, pois de início não me liguei que estava na Catedral, coisas de quem saiu sem guia na mão, sem nada e foi entrando...



E foi assim que vi, sem querer, uma plaquinha de elevador e perguntei para onde ia. Paguei 3 euros e cheguei no topo da Catedral, com vista incrível da cidade.

Demais, né?
Da Catedral, andando ainda sem rumo, acabei chegando no Palau da Musica Catalana. E descubro que já estava em outro bairro, Sant Pere.
O Palau da Musica Catalana é o maior exemplo do Modernismo Catalão, construído entre 1905 e 1908. O projeto é do arquiteto Lluís Domènech i Montaner. Da fachada aos corredores, varandas e a sala de espetáculos, é um festival de detalhes: mosaicos, vitrais, esculturas. Qualquer maior comentário que eu faça neste post não será suficiente para falar deste templo da música. As imagens não mentem.





Na sala de espetáculos, os olhos vão direto para a impressionante claraboia, que pesa uma tonelada!


A visita é guiada e dura em torno de uma hora. Nem tente querer ficar mais alguns minutinhos fotografando, pois o Guia, delicadamente, te convido a sair, para outro grupo entrar na sala.
Gostando muito das visitas não programadas, saí do Palau e logo em frente conheci meu lugar em Barcelona... o Alsur Cafe.

O Alsur Cafe é um desses lugares que você precisa conhecer, descolado, cool, transado e com drinks muito bacanas. E preços inacreditáveis! Um brinde com Mojito e uma tortilla para acompanhar!
Andando, andando e avistei este belíssimo Arco do Triunfo; logo ali perto, o Parc de la Ciutadela.
Pausa para fazer uma graça

E como o dia era de surpresas, no final do dia, conheci a Igreja mais antiga de Barcelona, Sant Pau, do século X.
Esse mergulho na Idade Média, foi meio estranho, até porque a Igreja estava meio vazia. Fiquei imaginando canções de Loreena Mckennitt e já me preparava para encontrar algum cavaleiro na saída...
E assim é Barcelona, uma mistura tão grande. Aliás, no caminho para a Igreja Sant Pau, me senti num bairro de uma grande cidade da América Latina: prédios colados, roupas secando na janela, imigrantes de diversos países... um caldeirão!
E para fechar mesmo, parei no movimentado Mercado de la Boqueria, onde você encontra de tudo um tudo. De frutas a marzipã, queijos, presuntos, temperos, bebidas e muito o mais. Um paraíso de muitas cores e sabores! Como não se apaixonar por essa cidade????



domingo, 7 de maio de 2017

Barcelona

03 de janeiro de 2016
Madruguei neste dia. Às 06h00 já estava de pé para finalizar as malas, dar um up no Studio do Marais e ir para o Aeroporto. Saí de casa, às 07h30 e  a escuridão era total. Um pouco de engarrafamento perto do Charles de Gaule - o que fez o táxi ficar bem caro - e logo entrei na área de embarque. Houve um pequeno atraso na partida do voo para Barcelona, mas nada tão grave. A viagem foi tranquila.
Gosto de fotografar quando a cidade está próxima. Sempre quis conhecer Barcelona e agora estava muito perto.
 Sem pressa para sair do Aeroporto...
Em Barcelona optei, também, por alugar um Studio. E fiquei instalado no Bairro Gótico. A escolha foi perfeita, bem localizado e com um certo charme. Na verdade, tratava-se de um quarto enorme, com mezanino, onde ficava a cama. Entrada independente e com direito de utilizar a cozinha e socializar com o proprietário.
 
Depois de um bate-papo com o proprietário e de tomar uma ducha, saí sem rumo para ver a cidade. Era domingo e havia muita gente na rua, ainda no clima das festas de final de ano.
Estava com um misto de alegria, empolgação, curiosidade e um sentimento de não estar na Espanha. Estranho? Não! Barcelona é um caso à parte. Já nas primeiras horas, vi que estava em um lugar especial, povo alegre, música no ar e muita Arte. 

Sair sem nenhum mapa, sem nenhuma programação e ir descobrindo os lugares, sem obrigação de fazer nada, só curtir. Assim passei pelo Museu de Arte Contemporânea de Barcelona.

E no Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona, onde estava rolando duas exposições que me chamaram atenção ... e fui dar uma conferida.
 Hoje Centro Cultural, o CCCB foi no passado um abrigo para meninos carentes.
  
 Do alto do Centro Cultural temos uma bela vista da cidade

O terraço só abre aos domingos e vale a pena subir, só não pode ter vertigem...
Humanos -  O futuro da nossa espécie  Humanos
Questões intrigantes para mentes pensantes


 
 Fica aí a ideia para usar pratos e copos antigos 

A caminhada sem rumo me levou às Ramblas e cheguei até uma grande praça onde está o El Corte Inglés, super loja de departamentos que vende de tudo e onde fui comprar água e outras cositas.
Nas ruas de Barcelona o clima era de festa, pois o Dia de Reis estava próximo e é quando acontece o grande desfile dos Reis Magos.
 E já que o clima é de festa, vamos entrar no clima total!!!
Do terraço do El Corte Inglés, uma panorâmica da Praça e das fontes coloridas. 
E no meio desse espetáculo de som e cores retornei para o apartamento no Bairro Gótico. 
Este Bairro é um encanto, ruas estreitas, lojas, boutiques, restaurantes, livrarias e um certo ar de mistério.
Em algumas horas Barcelona já conquistou meu coração. Mal podia esperar para acordar e aproveitar um dia inteiro dessa cidade incrível.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Paris, 2 de janeiro de 2016

A minha saga parisiense continua! Fiquei um tempo sem publicar por conta de compromissos de trabalho. Agora voltamos com mais este post, para dar continuidade a essa viagem, até agora, interminável.

Depois de conferir a exposição com os quadros de Marc Chagall na Philamornie de Paris, retornei ao Studio no Marais. Desci no metrô Bastille e resolvi ir andando até a Rue Saint-Paul. Nessa caminhada, que dura em torno de 10 passamos por algumas lojas, restaurantes e quitandas! Há quem adore ver vitrines, mas eu gosto da simplicidade das quitandas e do movimento das pessoas que chegam, às vezes, para comprar uma banana ou uma maçã. Desta vez vi uma espécie de couve-flor tão diferente que resolvi fotografar.


Confesso nunca ter visto algo semelhante. Num primeiro momento cheguei até a pensar que fosse de plástico
E quando vi este mamão papaia a inacreditáveis 4 euros a unidade (no cambio de hoje: R$ 14,16), agradeci por ser carioca e comprar um lote a R$ 4,00 na feira perto de casa.
Já na minha Rua- tranquila, como sempre - entrei no Village Saint-Paul que reúne galerias, lojas e bistrôs.


Cru é um dos restaurantes simpáticos do Village Saint-Paul. Pena que estava fechado para o recesso de Natal e Ano Novo. Sim, em Paris alguns restaurantes fecham no período das festas e reabrem depois do dia 6 de janeiro.
Neste dia, almocei um pouco fora do horário e o restaurante estava vazio. Este é o La Terrasse Sainte-Catherine, que fica na Praça de mesmo nome no Marais.
Gosto muito dos restaurantes dessa Praça, são pequenos e sentimos mesmo que tudo é, como dizem os franceses, "fait maison". 

E logo depois do almoço mais um compromisso, neste último dia em Paris. Fui encontrar Jean-Pierre e Joëlle, que tive o prazer de guiar aqui no Rio, quando vieram em 2015. 
Nos encontramos no Café Delmas, Place de la Contrescarpe, no Quartier Latin. Foi uma alegria revê-los. Assim que nos instalamos Jean-Pierre mostrou o álbum de fotos que fez da viagem e para minha surpresa, duas fotos comigo em passeios n Praça XV e no Jardim Botânico.
 
Conversamos por umas duas horas e depois nos despedimos com um "à bientôt", porque voltar à Paris, é certo!
E para fechar o dia e celebrar Paris fui jantar no Chez Janou. Bistrot que conheci em 2014 e fiquei fã.
Frio gostoso, ideal para deliciar uma verdadeira iguaria:  bochechas de boi (joue de boeuf), chegou quente, macia e acompanhadas com batatas e cenouras. Muito bom.
E para sobremesa nada como Mousse au chocolat!
E foi assim que terminei 2015 e iniciei 2016 na cidade luz e encantadora. Voltei para o Studio feliz e nem me incomodei com o fato de ter que fazer as malas, afinal no dia seguinte um novo destino me esperava...

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