quinta-feira, 13 de junho de 2013

Ciudad Vieja "profunda"

Nos tempos do curso de Nancy na Alliance Française, meu professor, Monsieur Seignoux dizia sempre que precisávamos conhecer "la France profonde", ou seja, conhecer as raízes culturais. Por isso, achei apropriado o título deste post. Depois de visitar a Catedral, continuei meu passeio pela Ciudad Vieja e tudo o que vi foi encantador. Era a Ciudad Vieja "profunda". Onde muitos podem visualizar casarões decadentes e  velhos, enxerguei algo maior: a alma da cidade guardada nas paredes, nos cartazes antigos, nos bares, quitandas e confeitarias que resistem ao tempo.
Plaza Zabala - mais uma pracinha tranquila

Essa construção abriga um museu (fico devendo o nome) que está sendo restaurado.
O Banco Central do Uruguai e o General Artigas - sempre ele - tomando conta de tudo.
Fachada do Museu de Arte Pré-colombiana e Indígena
Nem sempre podemos visitar todos os museus - impossível - e numa viagem tão curta o jeito é escolher um ou dois. como estava perto do MAPI aproveitei para conhecer.

O Museu abriga uma coleção razoável de peças arqueológicas, mas está um pouco abandonado. Mas, vi alguns operários e acredito que obras de restauração estão em curso. 
Saí do MAPI e segui pelas ruas da Ciudad Vieja em direção ao Mercado del Puerto.... túnel do tempo a caminho...


 "Batata do ar"??? 
Propaganda da Coca-Cola em francês...très chic!
and in english, of course!

E, finalmente, o Mercado del Puerto. Diferente de outros mercados municipais, este Mercado de Montevidéu funciona apenas com restaurantes e algumas lojas de souvenir.

São diversos restaurantes, todos com as carnes assando ali na frente do cliente
Confesso que fiquei tentado a experimentar as parrillas ali na brasa, nada mais típico...

Mas aquele fumacê não animava... além disso ouvi falar do "El Palenque" como um dos melhores restaurantes do mercado e fui experimentar... só que...
...foi uma grande decepção....e essa experiência não vale a pena compartilhar. O brinde é para  celebrara a vida! E depois dessa roubada, comer em restaurantes de mercado só se for em Budapeste!

domingo, 9 de junho de 2013

Ciudad Vieja

Que manhã fria! Provavelmente uns 7 graus. O outono uruguaio, para mim, é um verdadeiro inverno. As árvores davam o seu espetáculo e enchiam as ruas de folhas. E assim, parti em direção ao Centro. Dediquei o segundo dia para passear pela Ciudad vieja, ver as praças, as pessoas e curtir. Sem fazer muitos planos, fui descobrindo um pouco a cidade. Peguei o primeiro ônibus que passou em direção à Plaza  de la Independencia, onde estão algumas atrações da cidade.

Essa  praça é uma das mais bem preservadas da cidade, cercada de prédios históricos. Ao centro a estátua equestre de Artigas.

No post anterior vocês viram o meu guia sobre Montevidéu com este prédio na capa. Trata-se do Palácio Salvo. Belíssimo edifício em estilo Art Déco, inaugurado em 1928. Tem 95 metros e 27 andares e durante muitos anos foi o prédio mais alto da América do Sul.


Puerta de la Ciudadela - esta grande porta é o que sobrou da antiga fortificaçao que começou a ser construída em 1742 para proteger a então colônia espanhola dos ataques portugueses. Do original somente as pedras da base, da lateral e do centro da porta. É a passagem de entrada para o centro histórico de Montevidéu.

Menos de cinco minutos depois de passar pela Puerta, cheguei na Plaza de la Constituicion. A praça é charmosa e tem como edifício  mais importante a Catedral Metropolitana.
Outro destaque é este belo chafariz no meio da praça cheio de figuras angelicais, ao fundo está a catedral.
E para dar mais charme ao local, uma feirinha com antiguidadee e artesanato começava a ser montada. Com aquele frio todo, acredito que os expositores inciaram o trabalho um pouco mais tarde.


Havia de tudo um pouco: cristais, jogos de porcelana, caixas diversas e até dinheiro!

Entrei na Catedral para uma rápida visita - às vezes me sinto mal em algumas igrejas - e  o destaque fica por conta de uma sala onde está esse belo conjunto de pia batismal todo em mármore.
Um bom início de manhã Ciudad Vieja. 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Montevidéu!


Surpresa! Essa é a palavra que resume meu sentimento em relação à Montevidéu. Foi mesmo uma grande surpresa, não esperava. Aproveitei o feriadão de Corpus Christi e fui conhecer a capital do Uruguai. Como não sabia nada sobre a cidade, busquei ajuda no blog do Ricardo Freire, sempre com ótimas dicas e também consultei o blog Meus Roteiros de Viagem, muito bem escrito pelo Diego. E já deixo aqui o meu muito obrigado a esses queridos blogueiros!
Por que eu escolhi Montevidéu? Não sei ao certo, talvez porque foi uma das cidades disponíveis para utilizar as milhagens... o que eu precisava mesmo era mudar de ares.
E que bons ares! Saí cedo na quinta-feira (30/05), 06h58 do Aeroporto do Galeão direto para Guarulhos, onde às 10h25 parti para Montevidéu. Cheguei na capital uruguaia pontualmente às 13h10. A GOL pode não ser a melhor companhia, mas ao menos é pontual, pontualíssima. O Aeroporto de Montevidéu é pequeno, mas moderníssimo, novo e super limpo. Deixa lá atrás Galeão e Guarulhos.
No Aeroporto procurei o serviço de Shuttle local e por 250 pesos uruguaios (em torno de R$ 28), segui para o hotel em Pocitos. Estes serviços de van são ótimos e lamento que aqui no Rio de Janeiro na tenha nada igual para os turistas que não querem gastar altas cifras de táxi. Enfim, um dia  quem sabe... 

Meia-hora depois chegava no Ermitage Hotel, simpático 4 estrelas localizado em Pocitos, bairro residencial, muito agradável e de frente para a Praia. Melhor localização impossível.
Reservei um quarto de fundos, pois de que adiantaria a vista se passaria a  maior parte do tempo fora do hotel? Achei tudo limpo e bem confortável.
Uma pequena bancada, TV a cabo, Wi-Fi e muito silêncio
O banheiro, se comparado com o de outros hotéis na Europa, era enorme.
 
 
Fazia uns 14 graus, mas a sensação era de pelo menso uns 10 graus por causa do vento à beira do Rio.   Caminhei uns dois kilômetros mais ou menos e caminharia mais não fosse o frio intenso...
 
De repente, Vitória de Samotrácia em plena Rambla...
 
A certa altura do passeio, já no bairro de Punta Carretas (Pocitos e Punta Carretas são como Ipanema e Leblon) cansei do frio e entrei num Shopping! Nem acreditei, logo eu... dei um confere e achei o que queria: um lugar para tomar um chá - Blás - um restaurante no último andar do Punta Carretas Shopping, serve um ótimo chá da tarde.
Aproveitei a pausa para consultar o guia - quebrou um galho -  e procurar um programa para fazer à noite. Achei indicação de um Café  descolado e decidi conferir.
O Café Bar Tabaré é um lugar boêmio, localizado em Punta Carretas e próximo ao hotel - fui a pé - frequentado por locais e poucos e raros turistas. É um ambiente agradável, com gente bonita, serviço atencioso e comidinhas ótimas. No subsolo acontecem shows e reservas são obrigatórias. Nessa noite estava lotado. Fiquei no mezanino e fechei a noite muito bem!


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