segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Apaixonado por Sintra

Reservei meu último dia em Portugal para passar em Sintra, cidade a 25 km de Lisboa. Não gosto muito de dizer isto, mas Sintra é uma visita obrigatória. A cidade é romântica, acolhedora e tem Castelos, Palácios e quintas que merecem ser vistos.
Para começar, o Palácio Nacional da Pena, a residência de verão da realeza portuguesa. Este, sem dúvida, é o palácio mais interessante de Sintra ou o mais enfeitado, cheio de detalhes curiosos. Uma mistura de estilos - neogótico, neomanuelino,  neo-renacentista e até neo-islâmico.

Alegoria da Criação do Mundo
É preciso ficar atento para não perder os detalhes. Uma parede com azulejos, merece sua atenção.
São muitos, como o da foto acima
Estive em Sintra em 2005 e mesmo já conhecendo o Palácio, quis voltar. Guardava alguma lembrança e foi bom rever tudo.


A área interior do Palácio tem ambientes muito elegantes e finamente decorados, ao gosto do monarca do período.

A segunda visita foi ao Castelo dos Mouros, fortificação construída em torno do século X, após a conquista muçulmana da Península Ibérica, sendo ampliada depois da reconquista cristã.
É preciso ter fôlego para subir e descer ao longo das muralhas do Castelo. Porém, a vista compensa o esforço.
O caminho é irregular, mas dá um certo prazer caminhar em meio às ruínas. É um mergulho no túnel do tempo.

Terminada a visita, pausa para comer Bacalhau à Brás no Bistrô da Praça, que fica no Centro da Cidade.

A poucos metros da Praça chegamos ao endereço da perdição: a Piriquita. A especialidade da casa é o famoso "travesseiro", mas há também deliciosas queijadinhas...
 Comprei meus doces e fui caminhando para fazer a última visita do dia...

De longe começamos a avistar a ...
 ...  Quinta da Regaleira.
A Quinta da Regaleira foi uma grande surpresa. E depois dessa visita, com certeza, posso dizer que é uma atração imperdível. A Quinta pertenceu à Viscondessa da Regaleira e foi adquirida por um brasileiro, Antonio Augusto Carvalho Monteiro, também conhecido como "Monteiro dos Milhões", devido a sua fortuna.
 Vista do Palácio de Sintra, desde a Regaleira. 
O terreno é imenso e o clima é mágico. São torres, túneis, cavernas e os poços imperfeito (foto acima) e iniciático (abaixo), o ponto alto da visita. Algo que nunca vi e jamais imaginei.
A gente volta a ser criança, mas na verdade esses poços estão cheios de simbologias ... tudo muito místico. 
 As Torres do Jardim
Capela da Quinta
E depois de tanta aventura e mistério... vamos aos doces da Piriquita, para terminar muito bem este passeio.
 Queijadinhas
e Travesseiros. 
Retornei à Lisboa com a alma muito mais doce... mas precisava de energia para preparar as malas e acordar bem cedo no dia seguinte. Um excelente final de semana me esperava...

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Lisboa, seus museus e monumentos

No post anterior, falei sobre o Lisboa Card, que possibilita a visita a muitos museus e monumentos de Lisboa e tem validade de 24, 48 e 72 horas. Vale a pena comprar, pois garante, também, a utilização do transporte público. Como eu havia validado meu cartão por volta de 11h00, poderia utilizar até 11h00 do dia seguinte. E assim aproveitei para retornar a Belém e visitar o Museu dos Coches.
Foi uma grata surpresa! Aqui estão expostas carruagens que datam desde o século XV até o XIX. 
O Museu foi inaugurado em 1905 pela Rainha D. Amélia, no edifício do antigo Picadeiro Real. 
 Coche do séc. XVIII
O coche acima integrava um conjunto de 5 coches temáticos enviada por D. João V ao Papa Clemente XI. Do séc. XVII, ele é um exemplo do barroco italiano e tem como tema a ligação dos oceanos Atlântico e Índico.
Detalhe da decoração 
A Rainha Elisabeth II esteve em Lisboa em 1957 e utilizou a carruagem acima, conhecida como "Carruagem da Coroa".
Fiz a visita com bastante calma e quando saí, observei que ainda poderia usar meu Lisboa Card para visitar o Palácio Nacional da Ajuda, não muito distante do Museu dos Coches.
O Palácio Nacional da Ajuda foi o último palácio real construído em Portugal e serviu de residência da família real portuguesa durante o reinado de D. Luís I.
A construção austera por fora, mostra um palácio luxuoso e bem decorado, com muitos quartos, salas, bibliotecas. Enfim...coisas da realeza.

Fui passando pelos ambientes e apreciando, mas sem grandes surpresas, até chegar à Sala Rosa.
Um ambiente finamente decorado com peças de porcelana. D. Maria Pia reuniu uma das coleções mais apreciadas do século XIX: peças em porcelana de Saxe, nome da porcelana fabricada em Meissen, situada na região germânica de Saxe.
 São peças muito delicadas e surpreendentes
  

Confesso que nunca imaginei a possibilidade de existir móveis com esses detalhes em porcelana. Daí o encanto.
 
Este é o quarto de cama da Rainha, D. Maria Pia. A decoração foi orientada, pessoalmente pelo Rei D. Luís, que fazia de tudo para agradar a futura esposa.

E como todo Palácio que se preza tem, a sala dos banquetes.
Como vocês puderam observar não havia muitos visitantes ... para ser sincero, contei 5 visitantes naquele período. Achei ótimo! Silêncio total e fotos sem figurantes.
Pausa para o almoço. Retornei ao Grelha do Carmo, para comer bem e bastante!
 
Lulas à lagareiro. Excelente! 
Depois do almoço, peguei o elétrico 28 e subi até Alfama para visitar o Castelo de São Jorge.
 
Na entrada da construção medieval, a imagem de São Jorge, santo padroeiro dos cavaleiros e das cruzadas.
O Castelo de São Jorge é o monumento mais visitado de Portugal. A construção é do século XI, período que a cidade estava ocupada por muçulmanos que haviam invadido a Península Ibérica há três séculos.
 
Visitei o Castelo em 2005 e tenho boas recordações de uma tarde ensolarada de junho.
Do Castelo temos as mais belas imagens de Lisboa. Por isso, visitá-lo ao cair da tarde é muito mais interessante.
Depois de passear pelas muralhas e admirar a paisagem, vale a pena sentar em uma das mesas do restaurante para apreciar o pôr do sol. E assim, fechar o dia com chave de ouro!
 
 

Balcão de Perguntas

Nome

E-mail *

Mensagem *