terça-feira, 12 de maio de 2009

Heineken Experience

Depois de um dia inteiro no Parc Keukenhof, entre tulipas, jacintos e outras flores e a comemoração do aniversário, no dia seguinte fiz um programa que não estava nos meus planos: visita à antiga fábrica da Heineken.
Quem me conhece sabe que não curto fazer esses programas "para turistas". Além disso, cerveja não é a minha bebida preferida. Porém, devo confessar, sem arrogância, que as estrangeiras são bem melhores que as nacionais. Já provei em outros países e são melhores mesmo.
Mas afinal como eu cheguei lá? Acordei querendo fazer muitas coisas, mas estava cansado do dia anterior. Acordei meio tarde e saí caminhando sem rumo. Quando cheguei na Rembrandplein, abri o guia de viagem e, casualmente, bati os olhos no texto sobre a Heineken. Como o tempo estava meio nublado e a minha programação de museus era para outro dia, por conta da previsão do tempo, deixei de lado os preconceitos e resolvi conferir.

A antiga cervejaria foi transformada num grande museu, são 3 andares para visitar com toda a história da Heineken desde a sua fundação em 1863 até os dias de hoje. O prédio passou por uma renovação em 2008 para que o visitante tenha uma verdadeira Heineken Experience! São várias salas com recepcionistas simpáticos explicando os diversos processos de fabricação da cerveja.


(Rótulos de todos os tempos)


Estão expostas muitas medalhas da Légion d'Honneur concedidas pelo governo Francês. Très chic!

(Eu juro que não alterei a fórmula da Hieneken...rs)

Depois de passar pelas diversas salas vem o grande momento da visita: o Brew U, uma fantástica viagem em 4-D, onde é possível "viver" cada instante do processo de fabricação. E aí sentimos os aromas, passamos pelo processo de fermentação, lavagem das garrafas, o engarrafamento, distribuição, etc. No final da visita, meio tontos de tanto sacolejar, encontramos o primeiro bar para degustação da Heineken.


Após degustar a primeira Heineken fiquei empolgado e até comprei uma garrafa com meu nome no rótulo. Você passa diante das máquinas e não resiste. A brincadeira sai por 5 euros, mas ter o seu nome no rótulo de uma Heineken.... não tem preço (mas foi a garrafa de cerveja mais cara que já paguei na vida).


Ao sair dessa sala entramos na Innovation Station o lugar onde gravamos clipes musicais, ou seja, onde pagamos mico. Escolhemos um cenário, nos posicionamos diante da câmera e começa uma musiquinha, tipo um karaokê com a letra...em holandês, claro! Aí o mico é total... confira aqui.
Para compensar o mico, a visita termina no World Bar, onde são servidos 2 copos grandes de Heineken super gelada!



Enquanto apreciamos a Heineken super gelada no World Bar, imagens de diversas cidades do mundo, inclusive do Rio de Janeiro são projetadas nas telas.
Depois desses momentos todos de "Heineken Experience" fui à Loja para apanhar a minha garrafa personalizada. A recepcionista, uma figura super simpática, perguntou se eu havia gostado da experiência. Animado e já um pouco alto, por conta do álcool, comecei a tagarelar. Falei que estava visitando a cidade pela primeira vez, que estava feliz por ter passado o meu aniversário em Amsterdam, etc. Bastou falar a palavra aniversário e a recepcionista me presenteou com um souvenir da Heineken. Uma garrafa miniatura com um abridor dentro. Foi muito gentil, um gesto bacana. Valeu!

E assim foi a minha inusitada visita à Heineken. Tomei cerveja, ganhei presente. Não é um programa imperdível, mas foi muito divertido.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Festa de aniversário no Keukenhof

(Início da manhã do dia 15 de abril - meu aniversário

Se no ano passado alguém me perguntasse onde eu iria comemorar o meu próximo aniversário, certamente teria respondido que iria escolher algum lugar para dançar e beber muito.
Porém, quis o destino que no 15 de abril de 2009 eu estivesse na Holanda. Só o fato de estar em Amsterdam já era mais que uma grande comemoração, porém esse dia 15 ficará eternizado na minha vida, com as melhores imagens que os meus olhos já viram.
Fui passar o dia no Parque Keukenhof, que fica a 1 hora de Amsterdam, na cidade de Lisse. Não poderia ter escolhido melhor lugar.
Comprei um ticket na loja de turismo que incluía a entrada no parque mais ônibus de ida e volta. O ônibus sai a cada meia hora da Leidseplein em direção ao Aeroporto de Schiphol, onde peguei o ônibus 58 até o parque.
Não sei quanto tempo eu levei até chegar lá. Talvez tenha sido mais de 1 hora, o percurso todo. Turista nunca presta atenção no tempo e como havia conhecido duas jovens belgas, Izabelle e Laurence, fui batendo papo pelo caminho...rs
Lisse é uma cidadezinha bem charmosa, com belas casas e acho que o seu maior atrativo seja o Parque, mas não posso afirmar, pois não andei pela cidade.
Onde está atualmente situado o Keukenhof era, no século XV, uma grande floresta com dunas selvagens. Ali caçava-se e, também, eram cultivadas hortaliças e ervas utilizadas na cozinha do castelo de Jacqueline da Baviera, daí o nome Keukenhof (jardim da cozinha, ou algo assim... "Lisa me corrija...rs).
Após a morte de Jacqueline da Baviera, Keukenhof caiu nas mãos das ricas famílias de comerciantes da época. O barão e a baronesa Van Pallandt convidaram os arquitetos paisagistas J.D e L.P. Zocher, responsáveis pela criação do parc Vondel de Amsterdam, para elaborar um projeto para o jardim ao redor do castelo. O projeto de estilo inglês é a base do atual Keukenhof.
O tempo passou e no ano de 1949, por iniciativa do prefeito de Lisse e dos cultivadores de bulbos, foi organizada em Keukenhof uma exposição de flores que foi o maior sucesso. A exposição tornou-se anual e assim Kekenhof tornou-se um dos parques mais bonitos do mundo. Este ano o parque abriu para a mostra das tulipas no dia 19 de março e fecha no dia 21 de maio. Que sorte estar na Holanda neste período!
A minha primeira sensação ao entrar no parque foi a de estar sonhando ou sendo personagem de alguma história tipo conto de fadas e duendes. Toda a beleza e força da natureza reunidas num lugar extremamente mágico. Haja coração!
(Conheci Izabelle e Laurence no Centro de Turismo quando fui comprar o ticket para o parque. Foi um desses encontros legais e nos divertimos e conversamos muito no caminho da Central Station até Leidesplein e até o parque. Elas são belgas, Izabelle mora em Bruxelles e Laurence em Liège. Bisous et à bientôt!)
Seria o paraíso na terra?
Comemorando em alto estilo

(eu até tentei pegar e trazer, mas não deixaram...rs)

(descanso do guerreiro... êta boa vida...rs)



(sem palavras, só tulipas... )
A todo instante agradecia a Deus! Parava e olhava os campos cheios de flores e tantas cores. Olhava para o céu e agradecia ao Criador! Que oportunidade Deus estava me concedendo! Passar o "meu dia" ali, assistindo um espetáculo natural, mágico... Deus é muito camarada comigo...
Valeu muito!!!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Tamanco holandês

Já estava um pouco cansado, 24 horas sem dormir, quase 4 horas andando,sem contar o tempo que passei em pé durante a visita à Casa de Anne Frank. Porém, ainda tinha fôlego para continuar passeando. A noite só começava a cair por volta das 20h30 e com o dia claro dava mais vontade de continuar passeando.
Os pés já estavam doloridos e o jeito foi correr e comprar um autêntico tamanco holandês para a aliviar.

Esses tamancos fazem a alegria das pessoas que entram nas lojas, ninguém resiste e pede ao vendedor para tirar uma foto.

Este primeiro dia em Amsterdam foi perfeito. O giro inicial ajudou a ter uma idéia da cidade, ou pelo menos saber andar do Hotel até a Central Station.

A Central Station - vista assim de longe ninguém pensa que é uma estação de trem.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Chegando em Amsterdam

Há muito tempo tinha vontade de conhecer Amsterdam. Sempre ouvia falar das suas ruas tranquilas, seus canais românticos e sua população simpática.
Depois de mais de 10 horas de voo até Paris, um pouco mais de espera para fazer a conexão até Amsterdam, finalmente cheguei ao Aeroporto de Schiphol, tudo dentro do horário previsto. O tempo estava bom, fazia um solzinho fraco. Assim que peguei minha mala fui direto ao balcão de informações a fim de saber como chegar ao Ibis Amsterdam City Stopera. Já diz o ditado "quem tem boca vai à Roma".

(dentro do trem indo à Central Station)

O Hotel Ibis fica na Valkenburgerstraat (ufa!!!). É um hotel bem simpático, com ótima localização. A moça que me atendeu disse que poderia chegar facilmente pegando um trem e um bonde. Comprei o ticket lá mesmo e me mandei. Acho muito bom ir desbravando a cidade dessa maneira. De Schiphol até a Central Staion não leva mais que 20 minutos. Depois que cheguei na Central Station, por sinal, uma estação de trem muito bonita e que está passando por obras, saí e logo encontrei o bonde 9 que me levaria até perto do hotel. Teria que descer na Waterlooplein. Dá um gostinho de vitória fazer essas coisas numa cidade desconhecida e com idioma complicado. Óbvio que eu não falo holandês, mas o inglês básico da escola ajudou muito. Andei uns poucos metros e cheguei ao Hotel, feliz da vida!
(Fachada ho Hotel Ibis Asterdam City Stopera)

(Fiquei num quarto com vista para um canal cheio de barquinhos)
Tudo certo no Hotel, deixei o sono de lado e fui bater perna. Nessas horas não tem cansaço, não tem nada. Vale sair e explorar a cidade. Mas por onde começar???

Fechei os olhos e escolhi uma das direções acima e comecei a descobrir uma cidade incrível, com canais bacanas, um clima romântico, um ar de alegria e muita gente andando de bicicleta.

Fui caminhando sem rumo e quando vi estava na Prinsengracht onde fica a Casa de Anne Frank, transformada em museu. Nem pensei duas vezes, comprei meu ingresso e mergulhei no universo da família Frank.

Anne Frank foi uma das milhões de vítimas da perseguição aos judeus na Segunda Guerra Mundial. Sua família que residia na Alemanha, após a ascensão de Hitler ao poder mudou-se para a Holanda. Porém, em maio de 1940 os alemães invadiram a Holanda e os judeus passaram a ser perseguidos. A partir de 1942 a família Frank muda-se para o esconderijo na Prinsengracht, onde mais tarde juntariam-se outros judeus.

(fachada do museu Casa de Anne Frank)

A visita ao museu nos leva a conhecer a história da menina, cujo diário foi transformado em livro e tornou-se um grande sucesso mundial. Além disso, temos uma idéia de como era um esconderijo. Não posso negar que é triste, mas o passado não deve ser apagado.

Ainda com o dia claro, devido ao horário de verão, continuei minha caminhada, buscando um pouco de descontração, até avistar mais uma rua com belo canal e essas flores... afinal é primavera em Amsterdam...


segunda-feira, 4 de maio de 2009

Estou de volta!!!

Depois da pequena pausa de 20 dias, retorno para vocês com muitas novidades. Estava visitando o velho continente. Confesso que não imaginava voltar tão rápido, mas quis o destino assim. E pude, pela primeira vez, comemorar meu aniversário em terras estrangeiras.
A viagem foi muito boa, sem muito planejamento e com as coisas acontecendo a cada dia, com muita surpresa. Ainda estou flutuando, com os pés fora da terra. E tem o fuso horário, são 5 horas a mais e isso me deixa meio zonzo.
Viajar é uma das coisas que mais me dá prazer na vida. Certamente é o nosso melhor bem, ninguém nos tira.
Já fiz viagens mais longas, porém estes 20 dias contando ida e volta, foram intensos e, posso dizer, mágicos.
Talvez passe o mês inteiro falando dessa viagem, mostrando um pouco de cada cantinho, das experiências que vivi, dos sabores que provei, dos quadros que vi. E espero que vocês curtam.
Desde 1996 tenho o hábito de escrever um diário enquanto viajo. Começo a escrever no saguão do aeroporto antes de embarcar e assim vou registrando tudo o que acontece. Assim não perco nenhum detalhe. Já tenho vários diários e quem sabe um dia eles não viram um livro?
Então queridos, apertem os cintos que o avião vai decolar!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Torre Eiffel - 120 anos


(Há 120 anos fazendo a alegria dos franceses e dos turistas)

Ontem à noite enquanto assistia televisão o telefone tocou. Nessas horas fico um pouco irritado, estava no meio de um filme, mas havia desligado a secretária eletrônica e não teve jeito, parei para atender. Era um amigo que mora fora do Rio, ligou apenas para dizer que a Torre Eiffel estava completando 120 anos ontem, dia 31 de março. Disse isso e desligou. Chegou a ser hilário. Mas entendi. Meu amigo sabe como gosto de Paris e a Torre Eiffel é a cara de Paris, assim como o Cristo Redentor é a cara do Rio.
Lembro muito bem da primeira vez que vi a Torre Eiffel. Estava no terraço da extinta "La Samaritaine" - loja de departamentos. De repente, olhei para o lado e lá estava a torre, formando com o rio Sena e as pontes um conjunto maravilhoso. Em Paris a torre é vista de diferentes ângulos. Do alto das colinas de Montmartre, no topo do Arco do Triunfo ou na Torre de Montparnasse. Seja durante o dia ou à noite quando fica iluminada, a torre é um espetáculo que já dura 120 anos e atrai gente do mundo todo. Quando vimos a torre e pensamos no ano da sua inaguração, 1889, podemos avaliar o impacto que causou na população do século XIX. Era o maior monumento do mundo, envolveu um número enorme de operários, pesava toneladas.
A Torre Eiffel abriga lojas e restaurantes e recebe milhares de visitantes por dia. As filas para visitar o monumento são enormes, mas vale a pena. Quem visita pode optar por subir de escadas ou de elevador. Ir até o topo é o desejo de muitos, mas falta coragem. Eu confesso que pela primeira vez senti um frio na espinha, mas subi e foi uma ótima experiência.

(tentando arrancar a torre e trazer para o Brasil...)

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Lyon





Citei Lyon como uma das minhas cidades preferidas em uma das listas que publiquei ontem. Para minha surpresa no Caderno Boa Viagem do jornal O Globo, publicaram hoje matéria sobre essa simpática cidade francesa, banhada pelos rios Saône e Rhône, que tive o prazer de visitar em 2002 e 2007.



(Colina Fourvière)



Lyon foi fundada em 43 a.C. pelos romanos, com a designação de Lugdunum, era a capital da província da Gália. Foi nessa cidade que nasceu o imperador romano Cláudio, o primeiro imperador que nasceu fora da Península Itálica e que chegou a conquistar a Britânia em 43 d. C.



(Ruínas do anfiteatro romano)


Lyon é dominada por duas colinas, Fourvière e Croix-Rousse, separadas pelo rio Saône. Dizem que Jules Michelet (filósofo e historiador) atribuiu as designações de “colina que reza” a Fourvière, por abrigar a basílica de Notre Dame de Fourvière, vários conventos e a sede do bispado, e de «colina que trabalha» a Croix-Rousse, onde morava a maioria dos operários que trabalhavam na tecelagem (particularmente da seda), indústria principal da cidade nessa época.
Embora seja a segunda maior cidade da França, Lyon tem charme de cidadezinha do interior, sobretudo o Vieux Lyon, a parte antiga da cidade, onde existem várias passagens no interior dos prédios, chamados de traboules que permitem passar de uma rua a outra.


(Traboule)


Na Península, entre os dois rios, encontra-se a praça Bellecour, que é uma das maiores praças de pedestres da Europa, onde podemos avistar a imponente estátua eqüestre de Louis XIV.


(Place Bellecour)


Além de todas essas belezas, Lyon é uma cidade gastronômica, com ótimos restaurantes e culinária deliciosa, inclusive o do festejadíssimo chef Paul Bocuse, que ainda não conheço, mas quem sabe em outra viagem?



(Mesmo assim, não deixei de comer bem, não é?)


Quem quiser saber um pouco mais sobre Lyon, pode me convidar para um bate-papo com muito vinho, e belas fotos de Lyon, vai ser um prazer!


(Place des Terreaux)

Balcão de Perguntas

Nome

E-mail *

Mensagem *