terça-feira, 19 de outubro de 2010

Sacher Torte

Uma das vantagens de viajar é poder conhecer novos sabores. E, na medida do possível, vou provando as delícias. Desde que cheguei à Viena ansiava por comer a tão famosa Sacher Torte ou Torta Sacher, criação de um confeiteiro de Salzburgo chamado Franz Sacher. Esta torta, aparentemente simples, faz o maior sucesso e atrai milhares de turistas ao Café Sacher, que fica no Hotel de mesmo nome, a poucos metros da Ópera de Viena.
Claro que o sucesso da torta leva outros cafés a oferecerem tortas similares. E antes de comer a verdadeira Sacher Torte, comi uma genérica num charmoso café vienense, acompanhado pela Patrícia, antes de assistir à ópera Manon Lescaut. E por falar em Patrícia...

... Imaginem aqueles encontros dignos de novela das 8. Pois foi o que aconteceu comigo em Viena ao encontrar casualmente na rua a Patrícia. Nem acreditei. Por um instante pensei que estava na Av. Rio Branco ao encontrá-la. Foi aquela surpresa. Super antenada Patrícia falou das óperas da semana, dos points, o que era in e out. Combinamos de assistir duas óperas, como já falei: La Bohème e Manon Lescaut.
A Verdadeira Sacher Torte


Eis a Sacher Torte original! Uma obra-prima. Massa fina de chocolate e amêndoas, recheada com duas camadas de geléia de damasco e coberta com calda de chocolate amargo delicioso, servida com chantilly. Hummmmm!
Comer a Sacher Torte no Café Sacher faz parte do roteiro. É um momento agradável da viagem. E até divertido. Isso por conta da decoração, que achei meio over, mas há quem goste. De qualquer forma, ir ao Café Sacher é um bom programa para o fim de tarde, antes de um programa noturno, ou simplesmente para descansar depois de um dia inteiro de andanças, papear e curtir a viagem.

Das poucas fotos que fiz no Café Sacher salvou-se esta: fazendo propaganda "estive no Sacher". As outras fotos que o garçon tirou ficaram péssimas. Restou o sabor da Sacher Torte...

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Ópera de Viena

Viena é conhecida no mundo todo como a cidade da música, e a sua Ópera é muito famosa. Eu não vou fazer aqui um histórico do prédio, dos artistas que lá passaram etc. Isso tudo vocês podem encontrar nas Enciclopédias virtuais. Mas vou compartilhar com vocês minha passagem no templo operístico.
Essa é a fachada principal da Ópera de Viena. Complicado para fotografar, pois fica numa rua movimentada com muitos carros, bondes, etc. Fiz uma foto em frente, mas não ficou legal. O prédio é menos imponente do que imaginava e não é tão grande. Desde que cheguei à cidade estava curioso para conhecer a Ópera, mas o desejo era assistir algum espetáculo. A temporada de ópera estava apenas começando. E os preços? Caríssimos, claro! Os ingressos quase esgotados. Os melômanos do mundo todo - e abastados - compram seus ingressos com antecedência. Mas nem tudo estava perdido, eu sabia que era possível comprar ingressos no dia do espetáculo. A informação foi confirmada pela Patrícia - amante de ópera - que tive o prazer de reencontrar casualmente em Viena. O segredo era chegar cedo, entrar na fila e pagar apenas 3,50 Euros! Detalhe: ficar num lugar privilegiadíssimo, de cara para o palco, no final da platéia, mas de pé... a vida tem dessas coisas. Assim foi, cumpri o ritual. Os apaixonados e sem grana chegam cedo. A ópera começaria às 19h e os ingressos seriam vendidos às 18h, eu cheguei às 17 e fiquei lá pro meio da fila. No horário exato compramos os ingressos. Aí uma funcionária da Ópera abre as portas e nos conduz em fila indiana para o saguão. Dá as boas vindas em alemão e inglês e dita todas as regras: nada de fotografias, guardem seus lugares com uma echarpe (apesar de ser em pé, ficamos diante de um pequeno púlpito, se posso chamar assim. Amarramos um cachecol e pronto. Ninguém pega o seu legar). Eu fiz isso e depois fui conhecer as dependências do Teatro e fotografar o que era possível.
Alguns detalhe do teto de um dos salões. Fotografei rapidamente.
Figurinos de algumas óperas ficam em exposição.
E este imenso salão. Painéis com histórias de diversas óperas. Aqui rola a social. E todos confraternizam com champagne, claro!
E viva o "temporizador" que permitiu fazer essa foto. Ao fundo vocês podem notar um balcão onde são vendidos mini-sanduíches de salmão defumado, caviar, champagne. Que vida!
Escuto o sinal e vou correndo para a sala. O Teatro lotado, meu lugar "guardado" e me esperavam quase três horas de espetáculo em pé! Nem pensei nisso, até porque iria assistir minha ópera preferida: La Bohème, de Puccini. E ficar de pé não era nada demais. Aliás, Puccini merece esta reverência.
Foi uma noite perfeita. A música de Puccini bem conduzida pela orquestra da Ópera de Viena. Cantores de primeira linha com vozes privilegiadas. Cenários, figurinos, iluminação, tudo perfeito. Um espetáculo de altissímo nível, eu estava genuinamente feliz!
Dois dias depois retornei ao Teatro para assistir "Manon Lescaut", também de Puccini. Montagem moderna, ambientada no século XXI.
Vejam só, em apenas uma semana em Viena assisti duas óperas. Este ano aqui no Rio, desde a reinauguração do Teatro Municipal, assisti 2 montagens. Quem sabe um dia nossa temporada de óperas seja, ao menos, a metade do que é a de Viena ou Paris.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Palácio Imperial de Hofburg

Visitar Viena significa conhecer muitos palácios e museus, mas esta é uma escolha individual. Há quem prefira fazer compras, comer salsichas e beber muita cerveja. Tentei fazer um mix de tudo isso, escolhi o que mais me interessava e também arranjei tempo para as salsichas e, principalmente, as cervejas...

O Hofburg é um complexo imenso de edifícios. Foi a residência oficial e centro do poder dos Habsburgo de 1278 a 1918. Atualmente abriga museus, gabinetes da presidência da Áustria, a Biblioteca Nacional e a Escola Espanhola de Equitação. Uma curiosidade: Maria Antonieta nasceu neste Palácio (coitada, mal sabia o que o destino lhe reservava).

Hofbibliothek (Biblioteca da Corte)

Portão de entrada do Schweizerhof (Pátio Suíço)

Outro prédio imponente dentro do complexo do Hofburg. Lamento mas a memória falhou e não me recordo mais o nome. Patrícia - amiga expert em Viena - poderá me ajudar. Taí um desafio para você Pat!
Museu Sissi
Esta é a parte mais visitada do complexo. O Museu tem um acervo rico com aparelhos de jantar, candelabros, louças, e diversos objetos que a Imperatriz Sissi recebeu de presente, vindos de diversos países. Nesta parte é possível fotografar, mas no aposento de Sissi e nas outras salas a fotografia é proibida.
Pelo que vi, notei que Sissi adorava receber para jantares, com tantos aparelhos da mais fina porcelana e muitos candelabros. Porém, o que me chamou atenção foram os guardanapos e a maneira como eram arrumados.

Uma decoração e tanto. E que trabalho!

Mais candelabros...

E objetos de decoração. (Cliquem na foto para ampliar e procurem Wally...rs)

Foi uma visita e tanto e me consumiu mais de 3 horas, mas valeu à pena. Ao fundo a Michaelertrakt.

Em uma próxima visita à Viena visitarei o restante do complexo...tudo em uma viagem só, não dá.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Schönbrunn

Conhecido como o Palácio de Versailles de Viena, Schönbrunn é um dos monumentos mais visitados da Áustria. Passear pelos salões e pelos jardins é mergulhar no túnel do tempo. Vocês sabiam que a nossa Imperatriz Leopoldina, esposa de D. Pedro I, morou nesse Palácio? Leopoldina pertencia à Casa dos Habsburgo, uma das dinastias mais antigas da Europa. Mas, certamente, ninguém brilhou mais do que Sissi, a Imperatriz, e esta ainda vai ganhar um post aqui. Aguardem.

Esta é a entrada principal do Palácio Schönbrunn.

Com o palácio ao fundo, quem não quer tirar uma foto? Um amigo chama esse tipo de fotografia de "estraga paisagem" e outra diz que é o tipo "mamãe estive aqui". Falem o que quiser, eu não resisto. Aliás, já pensou atravessar um oceano e se poupar na hora da foto?

Fotografar o Palácio por dentro é terminantemente proibido. Só esqueceram de me avisar...rs Eu fiz o que pude. Discretamente e sem flash, claro. Acho que deveriam liberar fotos sem flash. Não entendo de conservação, mas acredito que fotografar sem flash não deve causar dano aos quadros, móveis, etc. O que acho engraçado é que existem milhares de publicações com fotos lindas e, óbvio, usaram flashes.



Não chega a ser a Galerie des Glaces de Versailles, mas tem lá o seu glamour. Neste salão aconteciam os bailes, recepções... Depois da construção de Versailles por Luís XIV, os monarcas do mundo inteiro ficaram enlouquecidos, todos queriam ter o seu Versailles. E aí como dizia chacrinha "tudo se copia..."

Terminada a visita no Palácio, saímos e nos deparamos com a bela vista da Gloriette no topo da alameda. Caminhar pelos jardins nos proporciona belas surpresas:

Falsas ruínas romanas nos jardins de Schönbrunn

Depois de subir, subir, subir... vem a recompensa: a vista deslumbrante do Palácio, a partir da Gloriette.

Assim como Versailles, Schönbrunn possui uma área imensa, com jardins, florestas e até um zoológico. Você vai encontrar esquilos ariscos pelo caminho. Enfim, pacote completo de diversão e cultura.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

MuseumsQuartier Wien

Imagine um espaço de sessenta mil metros quadrados dedicados a arte. O MuseunsQuartier Wien (Bairro de Museus de Viena) é este lugar. Um complexo com museus, galerias de arte, lojas, restaurantes, bares da moda e muita gente antenada.

O Bairro dos Museus está localizado no antigo centro da cidade, onde no passado eram os estábulos imperiais. Ou seja, foi feita uma grande revitalização no espaço, que hoje abriga o Museu de Arte Moderna, o Leopold Museum e o pavilhão Kunsthale Viena, além do Centro de Arquitetura de Viena, um Teatro e um Museu Infantil. De todo o complexo, optei pelo MUMOK - o Museu de Arte Moderna - que pode ser visto na foto abaixo.

Esses bancos fazem a festa dos vienenses e dos turistas que ficam confortavelmente reclinados. Eu pensei em fazer a foto deitado , mas estavam geladíssimos. Dá para notar que não tem ninguém. Porém, por volta de meio-dia fica lotado.
Na foto abaixo o Leopold Museum. Dizem que tem um acervo maravilhoso, mas a visita ficou para uma próxima ida à Viena.

domingo, 26 de setembro de 2010

KUNSTHISTORISCHES MUSEUM

Conseguiu ler em voz alta o título deste post? Complicado, né? Pois bem, essa sopa de letras tem como tradução: Museu de História da Arte. E foi mais um dos museus que visitei em Viena, num dia ensolarado e frio de outubro de 2007.

O Kunsthistorisches Museum é um dos primeiros museus de belas artes e artes decorativas do mundo. Foi inaugurado em 1891, construído por Gottfried Semper e Karl von Hasenauer em estilo renascentista italiano para abrigar a vasta coleção imperial dos Habsburgos, que ao longo dos séculos foram entusiásticos patronos das artes. Seu acervo é um dos mais ricos em seu gênero, e foi formado a partir dos gabinetes de arte e curiosidades dos Arquiduques Ferdinando e Leopoldo Guilherme, e do Imperador Rodolfo II. A coleção abrange peças desde a antiguidade grega, romana e egípcia até a arte barroca, e está dividida na sede principal em Viena e nos museus subsidiários do Castelo de Ambras e no Museu Lipizzaner, em Innsbruck, e nos palácios de Hofburg e Schönbrunn, também em Viena.

Logo na entrada subimos os degraus contemplando a bela escultura "Teseu vencendo o centauro", esculpida por Antonio Canova.
Além de toda a beleza das diversas coleções, o prédio - como não poderia deixar de ser - encanta pelo seu estilo e imponência.

Nos finais de semana improvisam um restaurante/salão de chá no segundo andar do museu. Quando eu cheguei estava bombando, duas horas depois começaram a desmontar tudo.

Visitei a Coleção Egípcia e a de Antiguidades Gregas e Romanas, mas passei a maior parte do tempo na Galeria de Pinturas.

"Infanta Margarita Teresa Vestida de Azul" de Velázquez

Rembrandt by himself

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Visitar o Kunsthistorisches Museum em Viena é um grande prazer. Impossível conhecê-lo em um único dia. Aconselho deter-se no tipo de arte que você gosta e aproveitar tranquilamente. Melhor do que passar correndo pelas coleções e não absorver nada. Tenho um amigo que se pudesse moraria dentro das Coleções de Arte Egípcia, tamanha a sua paixão pelo tema. Eu já prefiro as pinturas, mas não sei se moraria em uma galeria de um museu...rs. Há sempre muito o que ver, muito a aprender. É preciso tempo e disposição e, claro, gostar. Não dá para visitar museu sem gostar. Às vezes viajo sozinho por conta disso. Não tem nada pior do que programar uma visita a um Museu e o seu acompanhante não gostar e achar tudo um saco. Assim, é melhor cada um fazer o seu programa. Em geral, mesmo quando acompanhado acho que a visita a museus deve ser feita individualmente. Cada um precisa dessa experiência sozinho e depois da visita o reencontro para um chá ou café e muita conversa sobre o que foi visto. Este é o meu roteiro ideal. E como seria bom se as pessoas que visitam Museus e exposições em geral fossem mais comedidas. Falo isso porque fico incomodado com aqueles que tagarelam o tempo inteiro, ou pior, os que para demonstrarem cultura ou algum saber começam a dar aulas sobre o pintor, a obra, etc. Os comentários dos "entendidos" são entediantes.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Palácio Belvedere - Viena

No meu primeiro post após o recesso, publiquei a foto de um palácio e não disse onde ficava. Adriana Pessoa, amiga do Blog, acertou em cheio dando o nome e localização: Palácio Belvedere em Viena. A foto foi uma pista para a série de posts que decidi fazer sobre Viena, capital da Áustria, que visitei em Outubro de 2007. Viena é uma cidade que encanta muitos turistas, mas por incrível que pareça não me causou tanto impacto. É bonita, mas fria. Talvez o excesso de organização tenha me irritado um pouco. Tudo certinho demais, quadradinho demais. Nada, absolutamente nada fora da ordem. O único senão foi uma parte da estação do metrô de KarlsPlatz, ali rola algo misterioso, umas pessoas esquisitas, um entra e sai nos banheiros. Mas foi só isso, no mais Viena é a cidade mais segura do mundo. Pode-se andar de dia/noite/madrugada sem qualquer medo.




Palácio Belvedere






O Palácio é conhecido como um dos edifícios barrocos mais bonitos do mundo. Já foi o Palácio de Verão do Império Austro-Húngaro e atualmente abriga a Galeria Austríaca de Arte com diversas coleções dos séculos XIX e XX. É onde está reunida a maior coleção de obras de Klimt, inclusive o famoso "O Beijo" está lá, quer dizer, espero que ainda esteja. Havia rumores, em 2007, de que muitas obras retornariam aos seus donos, por terem sido confiscadas no período da 2ª Guerra Mundial, quando o país estava sobre o domínio dos nazistas. Torço para que ainda esteja lá, a arte deve ser compartilhada com todos e não ficar encerrada na sala de um colecionador. É o que eu penso.
Acordei muito cedo e parti para o Belvedere. Ter chegado antes de o Palácio abrir foi uma das melhores coisas que fiz. Além de evitar filas e a multidão de turistas, pude fotografar o Palácio sem a participação de figurantes. O cenário foi exclusivamente meu.

O domingo estava radiante, sol a pino, céu azul e um frio de 8 graus congelante.





Aí está o famoso quadro "O Beijo" pintado por Klimt entre 1907/08. Nem preciso dizer que fiquei sem fôlego ao contemplá-lo. É um dos trabalhos mais românticos que já vi na vida. Fotografar? Nem pensar. É terminantemente proibido. As únicas fotos que consegui fazer internamente foram do salão anterior á sala de exposição e mesmo assim, porque a Vigilante saiu da sala.






O Belvedere está divido em duas partes , a Superior onde está a Galeria de Arte e a inferior, onde encontram-se o Museu do Barroco e o Museu de Arte Medieval. Depois de visitar a Galeria basta atravessar o imenso jardim com belas esculturas e chega-se aos pequenos museus.

O jardim estava passando por reformas na época da minha visita, mas mesmo assim mantinha características imponentes. Reparem na beleza desta Esfinge.

Passei toda a parte da manhã no Belvedere e depois da minha visita que durou mais de três horas segui para o Quartier dos Museus. Viena tem um bairro só com Museus. Dediquei o final de semana à arte. E depois eu explico o porquê disso.

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