sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Réveillon em Paris!!! - Parte 2

Para que uma festa faça sucesso são necessários alguns ingredientes: alto astral, gente animada, bebida gelada e boa comida! E nenhum deles faltou no Réveillon do Alcazar. O Menu foi perfeito. Bem leve e muito gostoso. Eu não conhecia o Alcazar, mas já tinha boas referências do Conexão Paris. E este jantar foi além das expectativas e ainda guardo na "memória gustativa" os sabores daquela noite...

Para iniciar, um brinde com uma coupe de Champagne! Feliz 2011!

Em seguida vieram os amuses bouches (mas nem deu tempo de fotografar...rs) Então chegou a entrada.... uma iguaria da qual sou fã e só de rever a foto, já me deixa com água na boca...hummmmmm

Foie Gras de Canard, com chutney de pomme

Langoustines poêlées, petis légumes... hummmmmmmmmmmm

Suprême de volaille de Bresse aux morilles et légumes d'hiver.... muito, muito bom!!!
E por fim, esta maravilhosa sobremesa.

Vacherin Framboise et réglisse
Diz a lenda que tudo que fazemos na virada do ano repetimos diversas vezes ao longo do ano novo. Será? Que seja assim, bons jantares, ótimas bebidas, música...

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Réveillon em Paris!!! - Parte 1

Na virada de 2009 para 2010 eu estava no Mirante do Pasmado com amigos queridos - Claude, Ellinha e Wilson. Naquela ocasião eu só pensava em beber o meu Prosecco e entregar 2010 para Deus. Pedi Saúde e Paz e, se possível, viajar um pouco... Deus atendeu o meu pedido e quando vi estava com viagem marcada para a segunda quinzena de dezembro! Passei o Natal em Roma e a virada 2010/2011 em Paris! Datas especiais e inesquecíveis. Quem me conhece sabe que não sou fã do frio, muito menos de temperaturas negativas. Paris no inverno? Nem pensar! Porém, tudo mudou e lá fui eu de casacão preto, luvas, cachecol, gorro e até uma bota forrada... a viagem foi um sucesso! Tudo começou em Roma, mas como a festa de Réveillon foi formidável, resolvi começar falando do Ano Novo e, depois, daqui alguns posts eu recomeço com Roma - que cidade!

O Réveillon em Paris

Este Réveillon só foi um sucesso por conta da boa vontade e generosidade da Maria Lina, autora do insuperável Conexão Paris. Lina abriu espaço no seu Blog para que os leitores que fossem passar o Ano Novo na cidade luz pudessem se organizar. A escolha do Restaurante Alcazar foi sugestão da autora do Conexão. Foram muitos meses de reservas, trocas de dicas, e até encontros dos grupos no Rio de Janeiro e Recife (veja aqui). Aliás, o Encontro do Grupo do Rio foi ótimo e tive a oportunidade de conhecer gente muito bacana, parecíamos amigos antigos. E foi nesse clima de cordialidade e alegria que foi minha passagem de ano novo em Paris.

As fotos que vocês verão agora são do início da festa.


Antes de sair para o Alcazar marcamos um brinde no saguão do Hotel de Suez. Homero e Carol que moram aqui no Rio, seguiram meu conselho e ficaram hospedados no Suez, assim como Mirella Cozzi e marido, Vitória e família e muitos mais. O Suez além de ser super bem localizado, fica pertinho do Alcazar. Ida e volta a pé, sem estresses de táxi. E viva o Ano Novo!!!



Nosso grupo já devidamente "uniformizado" para o frio das ruas de Paris! Da esquerda para a direita no alto: eu e um casal do Ceará, Vitória, Carol e Homero, o marido da Vitória e suas filhas (lindas!) e outro casal também do Ceará. Aqui fica meu pedido de desculpas, não anotei os nomes...

O Alcazar

A escolha do Alcazar não poderia ter sido melhor: ambiente agradável, descontraído e com ótimo astral. Do jantar falo amanhã!

Ficamos todos no Mezanino. A decoração estava caprichada. Botton do Conexão no peito, subi para encontrar a turma!

Uma das primeiras pessoas que vi foi a Alessandra, que foi logo perguntando: "Fortunato, onde você estava?"....rs Em muitos lugares, respondi ...rs Alê me apresentou à Heloísa, que por sinal havia me visto em Roma, mas ficou com vergonha de falar com o autor deste Blog. Helô me reconheceu por conta do Blog. Gente, estou ficando famoso...rs mas ao contrário das "celebridades" eu tiro fotos com os fãs...rs

Alessandra (arrasando no modelito) e a querida Heloísa (que também estava hospedada no Suez)
E de repente, todos falando meu nome e "Acabou o caviar?" - vivi meus 15 minutos de fama. Pessoas que já haviam me visto, outros me reconhecendo do blog... e que turma carinhosa. Fiquei surpreso e agradecido pelo carinho e o verdadeiro calor humano dessa turma...

Me perdoem se esqueci o nome de alguém, na foto estão: uma moça de São Paulo, Karol (gaúcha! Adorei te conhecer); Carol (parece que já te conheço faz tempo...) As irmãs Bianchi (e viva o Brasil!!!)... e as outras moças que me conheciam, sabiam o meu nome e eu aqui com falha de memória....

Juliana Libonati - foi ela quem idealizou o nosso botton! Ju é de Recife, mesma ciadade das irmãs Bianchi (na foto abaixo)

Sinônimo de simpatia: as Bianchi

Mais uma dupla animada aqui do Rio: Débora e Fabi Bravo

Esse casal é nota Dez! Carol e Homero. Aqui já em contagem regressiva para 2011!

Outra família nota Dez! Vitória, marido e as meninas lindas e muito educadas. Vitória fez surpresa para as meninas e elas adoraram passar o Ano Novo no Alcazar. Dava para ver o brilho nos olhos dessas meninas!

Eu rodei o salão inteiro e fui falando com todos do Rio e de Niterói....e assim encontrei as queridas Olinda, Andrea Defanti e Alessandra Freitas. Todo mundo com visual super caprichado!

Esse foi só o primeiro post, mas vem muito mais. Aguardem!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Viena

Meu desejo de conhecer Viena começou quando li uma reportagem em um caderno de viagens de um jornal. A matéria sugeria conhecer Budapeste e Viena, pois eram próximas e quem visitava uma não poderia deixar de visitar a outra. Fiquei empolgado e fui organizando o roteiro. E acrescentei Praga, Karlovy Vary, Paris, Annecy, Lyon. Enfim, um mega roteiro e 30 dias para fazer tudo isso. Quando viajo gosto de dar notas para cada cidade visitada. Saí de Budapeste encantado, fascinado pela grandeza e pela beleza do Danúbio. E estava ansioso para conhecer Viena. Cheguei e achei a cidade correta, porém fria. No meu diário de viagem anotei: "...é uma beleza gelada, falta alma, aquele 'je ne sais pas quoi'. Assim, Viena atinge 8,987 no meu ranking."

Será que fui radical? No entanto, gostei de tudo que vi e fiz em Viena e destaquei no meu diário "a ópera, os teatros, museus, centros culturais, cafés maravilhosos". Este é o último post da série sobre Viena e escolhi algumas fotos que mostram um pouco mais dessa cidade. Devo confessar que estes posts me fizeram rever a nota que dei e ter um outro olhar sobre a cidade. Além disso, o desejo de retornar aumenta a cada dia! E mais, devo acrescentar: Viena é o retrato fiel do que imaginamos como cidade de primeiro mundo. A Europa que idealizamos. Tudo lá é perfeito e funciona.

Próximo ao hotel onde me hospedei - Ibis Westbahnhof - fica este prédio com a fachada toda decorada.

Muitos museus e arte espalhada por todos os lados.

Eu visitei museus, mas também encontrei tempo para uma boa cerveja, como esta Güsser preta, muito saborosa.

Uma passada para visitar o Museu Freud


Um momento descontraído com esta estátua viva de Mozart. Os artistas estão por toda parte e divertem os turistas.


O Parlamento Austríaco. Prédio de arquitetura imponente com belas esculturas. Foi um impacto. Aliás foi em frente a este prédio que encontrei a Patrícia.

Homenagem dos vienenses ao seu maior compositor: Mozart. A estátua fica atrás do prédio da Biblioteca.

Um brinde à Viena! Com sua melhor cerveja, e até breve!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O Danúbio

Depois que me instalei no Hotel em Viena e fiz um passeio pelos arredores, fiquei com uma pergunta na cabeça: onde estava o rio Danúbio? A resposta veio 5 dias depois. Quando avistei o rio do alto do Kahlenberg. Pode não fazer muita diferença para alguns, mas para mim era importantíssimo. Ñão sei explicar. O fato é que em cada cidade que visito o rio está lá no meio com pontes lindas e dividindo a cidade. Acabara de chegar de Budapeste onde as pontes são imensas e o Danúbio é lindo. Estava curioso para ver o Danúbio em Viena. E antes que perguntem, em Viena ele não é azul. Acho que nem em Budapeste...rs
Assim que saí de Kahlenberg peguei o ônibus e fui até o Centro de Viena onde peguei o metrô e desci na estação Alte Donau onde poderia ver o rio. Mas foi meio decepcionante, só dava para ver uma parte (foto abaixo).

Retornei ao metrô e voltei 2 estações, desci na Donau e pronto. Agora sim poderia observar o Danúbio na sua plenitude! Sonho realizado! E isso tudo numa pacata segunda-feira em Viena.

Grinzing

Em algumas cidades no mundo os museus e atrações turísticas não abrem às segundas-feiras. Nesse dia o jeito é inventar um programa ou se jogar nas compras. Eu prefiro pegar um ônibus e sair conhecendo a cidade. E foi assim que conheci o Grinzing, bairro afastado do Centro de Viena. A sensação é de se estar numa cidadezinha de interior. Este bairro vienense tem um pequeno charme: é onde estão situados os vinhedos da cidade. Os vinhedos ficam na parte alta do bairro e toda a produção é vendida nas Heurigers (misto de restaurante/taberna).

A segunda-feira amanheceu linda, sol intenso, céu azul e muito frio. Entre erros e acertos com bondes e ônibus cheguei ao Grinzing e logo notei a diferença: um ritmo mas lento, tudo calmo, tranquilo, pouca gente na rua. Um bairro residencial. Acho que por ser segunda-feira alguns restaurante não abriram , mas encontrei o "Grinzinger Bräu" onde comi muito bem. Era um restaurante com buffet a inacreditáveis 11,90 Euros! Um achado. Tomei uma sopa, comi salada, prato quente e sobremesa, uma taça de vinho. Perfeito.

Depois do almoço iniciei uma caminhada pelo bairro e fiquei observando as ruas e as casas.

E assim, no meio da caminhada parei e tomei um ônibus que me levou até o alto do bairro, também conhecido como Kahlenberg. É uma região fantástica, cercada por bosques. Do alto avistamos os vinhedos e temos uma vista panorâmica de Viena, inclusive com o Donau (o Danúbio). Cliquem na foto para ampliar.

Gastei boa parte do passeio em Kahlenberg. Curtindo a vista e aproveitando um pouco do sol vienense.

Foi uma ótima opção para a segunda-feira. Melhor do que ficar preso em lojas consumindo loucamente...rs

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Sacher Torte

Uma das vantagens de viajar é poder conhecer novos sabores. E, na medida do possível, vou provando as delícias. Desde que cheguei à Viena ansiava por comer a tão famosa Sacher Torte ou Torta Sacher, criação de um confeiteiro de Salzburgo chamado Franz Sacher. Esta torta, aparentemente simples, faz o maior sucesso e atrai milhares de turistas ao Café Sacher, que fica no Hotel de mesmo nome, a poucos metros da Ópera de Viena.
Claro que o sucesso da torta leva outros cafés a oferecerem tortas similares. E antes de comer a verdadeira Sacher Torte, comi uma genérica num charmoso café vienense, acompanhado pela Patrícia, antes de assistir à ópera Manon Lescaut. E por falar em Patrícia...

... Imaginem aqueles encontros dignos de novela das 8. Pois foi o que aconteceu comigo em Viena ao encontrar casualmente na rua a Patrícia. Nem acreditei. Por um instante pensei que estava na Av. Rio Branco ao encontrá-la. Foi aquela surpresa. Super antenada Patrícia falou das óperas da semana, dos points, o que era in e out. Combinamos de assistir duas óperas, como já falei: La Bohème e Manon Lescaut.
A Verdadeira Sacher Torte


Eis a Sacher Torte original! Uma obra-prima. Massa fina de chocolate e amêndoas, recheada com duas camadas de geléia de damasco e coberta com calda de chocolate amargo delicioso, servida com chantilly. Hummmmm!
Comer a Sacher Torte no Café Sacher faz parte do roteiro. É um momento agradável da viagem. E até divertido. Isso por conta da decoração, que achei meio over, mas há quem goste. De qualquer forma, ir ao Café Sacher é um bom programa para o fim de tarde, antes de um programa noturno, ou simplesmente para descansar depois de um dia inteiro de andanças, papear e curtir a viagem.

Das poucas fotos que fiz no Café Sacher salvou-se esta: fazendo propaganda "estive no Sacher". As outras fotos que o garçon tirou ficaram péssimas. Restou o sabor da Sacher Torte...

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Ópera de Viena

Viena é conhecida no mundo todo como a cidade da música, e a sua Ópera é muito famosa. Eu não vou fazer aqui um histórico do prédio, dos artistas que lá passaram etc. Isso tudo vocês podem encontrar nas Enciclopédias virtuais. Mas vou compartilhar com vocês minha passagem no templo operístico.
Essa é a fachada principal da Ópera de Viena. Complicado para fotografar, pois fica numa rua movimentada com muitos carros, bondes, etc. Fiz uma foto em frente, mas não ficou legal. O prédio é menos imponente do que imaginava e não é tão grande. Desde que cheguei à cidade estava curioso para conhecer a Ópera, mas o desejo era assistir algum espetáculo. A temporada de ópera estava apenas começando. E os preços? Caríssimos, claro! Os ingressos quase esgotados. Os melômanos do mundo todo - e abastados - compram seus ingressos com antecedência. Mas nem tudo estava perdido, eu sabia que era possível comprar ingressos no dia do espetáculo. A informação foi confirmada pela Patrícia - amante de ópera - que tive o prazer de reencontrar casualmente em Viena. O segredo era chegar cedo, entrar na fila e pagar apenas 3,50 Euros! Detalhe: ficar num lugar privilegiadíssimo, de cara para o palco, no final da platéia, mas de pé... a vida tem dessas coisas. Assim foi, cumpri o ritual. Os apaixonados e sem grana chegam cedo. A ópera começaria às 19h e os ingressos seriam vendidos às 18h, eu cheguei às 17 e fiquei lá pro meio da fila. No horário exato compramos os ingressos. Aí uma funcionária da Ópera abre as portas e nos conduz em fila indiana para o saguão. Dá as boas vindas em alemão e inglês e dita todas as regras: nada de fotografias, guardem seus lugares com uma echarpe (apesar de ser em pé, ficamos diante de um pequeno púlpito, se posso chamar assim. Amarramos um cachecol e pronto. Ninguém pega o seu legar). Eu fiz isso e depois fui conhecer as dependências do Teatro e fotografar o que era possível.
Alguns detalhe do teto de um dos salões. Fotografei rapidamente.
Figurinos de algumas óperas ficam em exposição.
E este imenso salão. Painéis com histórias de diversas óperas. Aqui rola a social. E todos confraternizam com champagne, claro!
E viva o "temporizador" que permitiu fazer essa foto. Ao fundo vocês podem notar um balcão onde são vendidos mini-sanduíches de salmão defumado, caviar, champagne. Que vida!
Escuto o sinal e vou correndo para a sala. O Teatro lotado, meu lugar "guardado" e me esperavam quase três horas de espetáculo em pé! Nem pensei nisso, até porque iria assistir minha ópera preferida: La Bohème, de Puccini. E ficar de pé não era nada demais. Aliás, Puccini merece esta reverência.
Foi uma noite perfeita. A música de Puccini bem conduzida pela orquestra da Ópera de Viena. Cantores de primeira linha com vozes privilegiadas. Cenários, figurinos, iluminação, tudo perfeito. Um espetáculo de altissímo nível, eu estava genuinamente feliz!
Dois dias depois retornei ao Teatro para assistir "Manon Lescaut", também de Puccini. Montagem moderna, ambientada no século XXI.
Vejam só, em apenas uma semana em Viena assisti duas óperas. Este ano aqui no Rio, desde a reinauguração do Teatro Municipal, assisti 2 montagens. Quem sabe um dia nossa temporada de óperas seja, ao menos, a metade do que é a de Viena ou Paris.

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