Após o primeiro dia de descobertas, dediquei quase dois dias para explorar a região do Castelo de Praga. O Castelo de Praga (Pražský hrad) está localizado na Colina Hradcany, local onde foi fundada a cidade. O Castelo é uma das construções mais importantes da cidade. Foi fundado no século IX e era habitado pelos Reis da Boêmia, sendo atualmente a residência presidencial. Em seu interior encontra-se a Catedral de São Vito, a Torre da Pólvora, o Palácio Real do Castelo de Praga, a Torre Dalibor, o Convento de São Jorge, o Palácio Lobkowicz e a Viela Dourada.
No Hotel Elysée pedi informações e vi que o melhor seria pegar o metrô, pois se fizesse o caminho real a pé, iria levar mais de meio dia para chegar. Como o Castelo fica numa colina, prepare-se para andar e subir escadas, mas vale a pena, pois a vista de Praga é linda.

Com tantas atrações para ver, comecei com a Igreja de São Jorge. Pensei que fosse de graça, mas no Castelo tudo é pago. Na ocasião, o ticket para a Igreja custava KC 50 (cinquenta coroas tchecas) o equivalente a 2 Euros. A República Tcheca faz parte da Comunidade Europeia, mas ainda não aderiu ao Euro. Como pretendia conhecer todo o complexo, optei por um Ticket de KC 350 que dava direito a visitar tudo. Mas não foi bem assim. Quando tentei entrar na Catedral fui barrado, pois a visita não estava inclusa, apesar de constar do ingresso. Foi um auê, voltei ao guichê da Igreja de São Jorge e comecei a discutir com a bilheteira. Foi hilário, ela falando em tcheco e alemão e eu em francês, inglês e o que mais viesse...rs Por sorte, um equatoriano que já havia morado no Brasil estava ali e se aproximou e conseguiu explicar o que havia acontecido. Havia poucas semanas, a administração da Catedral não estava mais sob o comando do Castelo, por isso a visita da Catedral deveria ser paga diretamente à Catedral. Tudo explicado continuei minha visita e deixei a Catedral para o dia seguinte. Um pouco irritado, pois achei que deveriam ter avisado antes. Enfim, histórias de viagem...
Basílica de São Jorge
A Igreja é uma das mais antigas do Castelo. Começou a ser construída no Século X, por ordem do príncipe Vratislau.
A construção em estilo românico está muito bem preservada. Vejam os detalhes da foto abaixo.
Em seu interior, alguns nobres foram sepultados, incluindo Santa Ludmilla, primeira mártir cristã da Boêmia e mãe do príncipe Vratislau.
Foto do tipo: eu já fui!
No pátio do Castelo
Fachada da Catedral de São Vito
Entrando no Castelo
O Castelo é simples, e não poderia ser diferente, século IX. Mas está muito bem preservado e a visita é cheia de pequenas surpresas. Há uma bela exposição contando a História de Praga.
Salão de Recepções do Castelo - as fotos são proibidas, como sempre. Mas quem obedece?
Achei fantástico o teto todo decorado com brasões imperiais.
Capela dentro do Castelo
Vista de Praga a partir da varanda do Castelo. Clique na foto para ampliar.Esta peça chama muito atenção. É um forno - não me lembro a data da fabricação. Está lá atravessando os séculos e muito bem preservado.
Parada para almoço. Meu primeiro Goulash e uma boa cerveja Pilsen. Depois de um rápido descanso, segui para o Convento de São Jorge que abriga uma Galeria de Arte com quadros do período Barroco. Nada de fotos. Pena. Igualmente aconteceu na Galeria de Pinturas do Castelo, onde pude ver quadros de Tiziano, Rubens entre outros. Vale a pena a visita. E já passava das 17hs quando terminei tudo. É visita para um dia inteiro e demora, se optar por visitar todo o Complexo.
A Viela Dourada
Diferente do que eu podia imaginar, a Viela Dourada, não tem nada dourado...rs. É uma ruazinha estreita com construções do século XVI. O nome de Viela Dourada deve-se ao fato de ter abrigado os alquimistas da cidade ou ourives. Hoje as antigas casas dão lugar a lojinhas de souvenirs e brinquedos infantis. O acesso é pago (KC 50), mas depois das 17h, com tudo fechado pode-se visitar sem problemas. Voltei no dia seguinte e pude ver as lojas abertas.
Parece até casa de boneca
Bati, mas ninguém abriu...rs Foi bom encontrar tudo fechado e a rua vazia. Quando voltei no dia seguinte estava lotado e jamais conseguiria fazer essas fotos.
No número 22 da Zlata Ulicka (esse é o nome original) foi por um período residência de Kafka. Hoje é o Café Franz Kafka. Tenho também informação que Kafka trabalhou na casa de número 24.
A única loja aberta era esta. Passei pela porta e o simpático Cavalheiro me convidou para subir e visitar a coleção "pret-à-porter"...
Tudo bonito, mas achei que seria um pouco desconfortável...
E foi assim, um dia inteiro de descobertas, momentos inesquecíveis em Praga. Já passava das 19h, quando desci a Colina do Castelo. A vista deslumbrante.
Parei no Café Mánes e fiquei até o anoitecer contemplando o Rio Moldava (Vltava), com a Ponte Carlos (Karlov must) ao fundo. Um dia perfeito!