quarta-feira, 27 de abril de 2011

Flanando em Praga

Andar pelas ruas de Praga significa ter pequenas surpresas a cada instante. Quando viajo gosto de caminhar sem roteiro. Vou andando e observando. Em uma cidade como Praga , não há riscos de cair em "roubadas" do tipo "andou, andou e não chegou a lugar nenhum". Nesse pequeno passeio descobri um verdadeiro tesouro.

Rua tranquila do Hradčany (Bairro do Castelo), ao fundo a Catedral de São Vito.
 Essa região da cidade é cheia de belos prédios e palácios.
 Depois de tanto caminhar, descobri um pequeno restaurante com terraço.

Lamentavelmente não anotei o nome do restaurante, tampouco o do prato. Só posso dizer que estava muito bom. Lembro que acompanhei com uma das boas cervejas tchcas e como sobremesa pedi um Aplle Strudel.

O Tesouro do Loretto

Chegando em Malá Strana  avistei esta igreja em estilo barroco do séc. XVIII. É a Igreja da Natividade. Vale a visita pelos belos afrescos.

Mas o melhor dessa visita é  o Tesouro do Loretto. Uma grande coleção de objetos litúrgicos dos séculos XVII e XVIII. Uma pena não poder fotografar. Porém, nunca saíram da minha cabeça as belezas que vi naquele lugar: diversos objetos em ouro, pedras preciosas e uma quantidade imensa de ostensórios, cada um mais rico que o outro.  Sendo que nada se compara ao Sol de Praga,  um ostensório banhado a ouro, cravejado de diamantes e que  pesa 12 kilos! É um luxo! Curiosamente, não vi muita segurança no local. Com tantos tesouros só vi um ou dois vigias.

Na parte externa existem seis capelas. Até aqui as fotos são proibidas, mas ao menos consegui fazer essas.

Foi uma tarde formidável. Não havia lido nada a respeito e descobri por acaso. Fui guiado pela minha curiosidade.

A troca da guarda no Castelo de Praga

Após conhecer a Catedral de São Vito saí das dependências do Castelo e fui dar uma volta nos arredores, na volta vi  uma multidão na entrada do Castelo.

Fui me aproximando e pude conferir o momento da troca da guarda. É um verdadeiro ritual e todo mundo quer ver. Difícil era entender o que os militares falavam.
 Fiquei observando. Tudo tão bem ensaiado e os guardas super concentrados.

Essa cerimônia dura mais ou menos uns 20 minutos. E deve acontecer apenas uma vez ao dia.
E, claro, eu não ia perder a chance de fazer uma gracinha...rs O guarda fica imóvel, quase paralisado e toda hora tem um engraçadinho que para e faz uma pose...

quinta-feira, 21 de abril de 2011

A Catedral de São Vito

Visitar a Catedral de São Vito vale cada centímetro da subida da Colina do Castelo de Praga. A Catedral começou a ser construída em 1344. O prédio em estilo gótico é imponente e é impossível não ficar emocionado ao entrar. No terceiro dia da minha visita à Praga, voltei ao Castelo para poder visitar a Catedral. É preciso de um pouco de calma e paciência. A Igreja está sempre lotada de turistas, por isso resolvi ir bem cedo, mas não adiantou muito... 

... os corredores da Catedral já estavam lotados. Então o jeito é ir devagar, parando para admirar um vitral e aos poucos tentar se afastar da multidão.

Já visitei diversas Igrejas góticas, mas a Catedral de São Vito é única. O conjunto é muito harmonioso. 

 O grande órgão da Catedral

 Com a ajuda da luz do sol os vitrais ganham um brilho especial.

São João Nepomuceno - 1736. Prata maciça e folhas de ouro. Fiquei paralisado observando os detalhes dessa verdadeira obra de arte.

Mosaico: O Batismo de Jesus

Capela de São Wenceslau - mais de 1000 pedras semi-preciosas adornam as paredes.
E depois de ver as maravilhas da Catedral, subi muitos e muitos degraus até chegar à Torre mais alta da Igreja. Cansa, é fato, mas compensa pela vista.

 Desse ponto da Torre podemos ver a Basílica de São Jorge
e de outro ponto uma panorâmica da cidade com o Rio Moldava e a Ponte Carlos.
Acho que não tenho mais nada para dizer, as imagens falam por si. Visitar o Castelo de Praga é obrigatório - não tem jeito. E de todas as atrações desse imenso Castelo,  a Catedral de São Vito é o grande destaque. E vale muito a visita.
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Volto a falar de Praga na segunda-feira. Pausa para aproveitar o feriado num destino bem legal. E depois eu conto tudo para vocês.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O Castelo de Praga

Após o primeiro dia de descobertas, dediquei quase dois dias para explorar a região do Castelo de Praga. O Castelo de Praga (Pražský hrad) está localizado na Colina Hradcany, local onde foi fundada a cidade. O Castelo é uma das construções mais importantes da cidade. Foi fundado no século IX e era habitado pelos Reis da Boêmia, sendo  atualmente a residência presidencial. Em seu interior encontra-se a Catedral de São Vito, a Torre da Pólvora, o Palácio Real do Castelo de Praga, a Torre Dalibor, o Convento de São Jorge, o Palácio Lobkowicz e a Viela Dourada.
No Hotel Elysée pedi informações e vi que o melhor seria pegar o metrô, pois se fizesse o caminho real a pé, iria levar mais de meio dia para chegar. Como o Castelo fica numa colina, prepare-se para andar e subir escadas, mas vale a pena, pois a vista de Praga é linda.

Com tantas atrações para ver, comecei com a Igreja de São Jorge. Pensei que fosse de graça, mas no Castelo tudo é pago. Na ocasião, o ticket para a Igreja custava KC 50 (cinquenta coroas tchecas) o equivalente a 2 Euros. A República Tcheca faz parte da Comunidade Europeia, mas ainda não aderiu ao Euro. Como pretendia conhecer todo o complexo, optei por um Ticket de KC 350 que dava direito a visitar tudo. Mas não foi bem assim. Quando tentei entrar na Catedral fui barrado, pois a visita não estava inclusa, apesar de constar do ingresso. Foi um auê, voltei ao guichê  da Igreja de São Jorge e comecei a discutir com a bilheteira. Foi hilário, ela falando em tcheco e alemão e eu em francês, inglês e o que mais viesse...rs Por sorte, um equatoriano que já havia morado no Brasil estava ali e se aproximou e conseguiu explicar o que havia acontecido. Havia poucas semanas, a administração da Catedral não estava mais sob o comando do Castelo, por isso a visita da Catedral deveria ser paga diretamente à Catedral.  Tudo explicado continuei minha visita e deixei a Catedral para o dia seguinte. Um pouco irritado, pois achei que deveriam ter avisado antes. Enfim, histórias de viagem... 

 Basílica de São Jorge

A Igreja é uma das mais antigas do Castelo. Começou a ser construída no Século X, por ordem do príncipe Vratislau

 A construção em estilo românico está muito bem preservada. Vejam os detalhes da foto abaixo.

Em seu interior, alguns nobres foram sepultados, incluindo Santa Ludmilla, primeira mártir cristã da Boêmia e mãe do príncipe Vratislau.
Foto do tipo: eu já fui!

 No pátio do Castelo
Fachada da Catedral de São Vito

Entrando no Castelo

O Castelo é simples, e não poderia ser diferente, século IX. Mas está muito bem preservado e a visita é cheia de pequenas surpresas. Há uma bela exposição contando a História de Praga.

Salão de Recepções do Castelo - as fotos são proibidas, como sempre. Mas quem obedece?

 Achei fantástico o teto todo decorado com brasões imperiais.

Capela dentro do Castelo
Vista de Praga a partir da varanda do Castelo. Clique na foto para ampliar.

Esta peça chama muito atenção. É um forno - não me lembro a data da fabricação. Está lá atravessando os séculos e muito bem preservado.

Parada para almoço. Meu primeiro Goulash e uma boa cerveja Pilsen. Depois de um rápido descanso, segui para o Convento de São Jorge que abriga uma Galeria de Arte com quadros do período Barroco. Nada de fotos. Pena. Igualmente aconteceu na Galeria de Pinturas do Castelo, onde pude ver quadros de Tiziano, Rubens entre outros. Vale a pena a visita. E já passava das 17hs quando terminei tudo. É visita para um dia inteiro e demora, se optar por visitar todo o Complexo.

A Viela Dourada

Diferente do que eu podia imaginar, a Viela Dourada, não tem nada dourado...rs. É uma ruazinha estreita com construções do século XVI. O nome de Viela Dourada deve-se ao fato de ter abrigado os alquimistas da cidade ou ourives. Hoje as antigas casas dão lugar a lojinhas de souvenirs e brinquedos infantis. O acesso é pago (KC 50), mas depois das 17h, com tudo fechado pode-se visitar sem problemas. Voltei no dia seguinte e pude ver as lojas abertas.

Parece até casa de boneca

Bati, mas ninguém abriu...rs  Foi bom encontrar tudo fechado e a rua vazia. Quando voltei no dia seguinte estava lotado e jamais conseguiria fazer essas fotos.

No número 22 da  Zlata Ulicka (esse é o nome original) foi por um período residência de Kafka. Hoje é o Café Franz Kafka. Tenho também informação que Kafka trabalhou na casa de número 24.
A única loja aberta era esta. Passei pela porta e o simpático Cavalheiro me convidou para subir e visitar a coleção "pret-à-porter"... 
Tudo bonito, mas achei que seria um pouco desconfortável...

E foi assim, um dia inteiro de descobertas, momentos inesquecíveis em Praga. Já passava das 19h, quando desci a Colina do Castelo. A vista deslumbrante.

Parei no Café Mánes e fiquei até o anoitecer contemplando o Rio Moldava (Vltava), com a Ponte Carlos (Karlov must) ao fundo. Um dia perfeito!

terça-feira, 19 de abril de 2011

Praga - a cidade mais romântica do mundo

Começo hoje uma pequena série de posts sobre Praga. Considero essa cidade a mais romântica do mundo. Vocês podem até estranhar, logo eu tão apaixonado por Paris...
Tive a sorte de visitar Praga duas vezes. A primeira foi em Setembro de 2006 e a segunda em Outubro de 2007. Faço estes posts agora para atender ao pedido da minha querida amiga Mirella Cozzi que em breve vai visitar a capital da República Tcheca.
O meu desejo de conhecer Praga surgiu após a leitura de uma matéria sobre a cidade. Fiquei impressionado com tudo o que havia lido e não tive dúvidas: Praga seria meu próximo destino. E lá fui eu

Václavské náměstí (Praça Wenceslau), no coração de Praga. é o lugar onde tudo acontece. E é no número 43 que está o  Hotel Elysée , onde fiquei hospedado nas duas vezes que estive na cidade. A localização é perfeita, bares, restaurantes, lojas e uma ótima padaria, sem contar os trailers onde são vendidos os melhores cachorros-quentes do planeta. Se fosse hoje, abandonaria a dieta... Essa região chama-se Nové Mesto (Cidade Nova). O prédio que se vê na foto é o Museu Nacional. Parece incrível, mas não visitei. Talvez numa próxima viagem... E bem próximo ao Hotel também fica a Ópera Estatal de Praga e o Museu Mucha (imperdível).

Visão geral da  Václavské náměstí a partir do Museu Nacional. Apesar de cansado da viagem, apenas tomei um banho e fui passear pelas ruas, sem rumo certo. Mas peguei um mapa no Hotel. Qualquer cuidado é pouco, ficar perdido e pedir explicações em tcheco é meio complicado..rs

A minha caminhada sem rumo me levou até a Staré Mesto (Cidade Velha). Foi uma caminhada gostosa e quando vi estava num pequeno labirinto de ruas e saí nessa linda praça. São séculos de arquitetura e diversos estilos. Não sabia para onde olhar. Vale a pena parar e sentar para beber uma cerveja em um dos diversos bares e ficar horas admirando. No centro da praça uma estátua em homenagem ao reformador tcheco Jan Hus, que foi queimado na fogueira em julho de 1415, por criticar o poder terreno da Igreja em prol da justiça social.

Fachada da Igreja de Nossa Senhora Diante de Tyn
A Igreja de Nossa Senhora Diante de Tyn é o prédio mais imponente da praça. Suas torres góticas chamam atenção. E parece até com um Castelo. A imagem da virgem que fica entre as duas torres é de ouro. Aliás, os altares dessa igreja são  todos em ouro. E como sempre, as fotos são terminantemente proibidas, mas eu consegui  tirar algumas para eternizar a minha visita. Corri o risco de apagarem, mas acho que o segurança foi com a minha cara e fingiu que não estava vendo. Aproveitei, pois não é sempre que isso é possível.

Quem está na praça fica um pouco perdido procurando a entrada da Igreja. De fato, não é fácil. O visitante tem que passar por um dos arcos ao lado dos bares. Não é tão complicado, mas confesso que foi um pouco difícil de encontrar.
Aí está uma das maiores atrações da Praça da Cidade Velha: o relógio astronômico. De hora em hora centenas de turistas ficam aglomerados para assistir as figuras de Cristo e seus apóstolos. É muito bonito. Começa com um esqueleto tocando um sino e no final um galo canta. Não há quem não pare. Até porque junta tanta gente que não tem como passar mesmo, mas vale a pena.
Depois de ver esse "pequeno espetáculo", continuei andando pela Rua Karlova e cheguei na Ponte mais bonita do Mundo: a Ponte Carlos. Já devia ser umas 19hs e o sol brilhava intensamente.
 A Ponte foi construída em 1357 por ordem do Imperador Carlos IV e , óbvio, levou o seu nome. São 516 metros de comprimento por 10 de largura. É cercada por diversas imagens de Santos e liga a Staré Mesto à Malá Strana (Cidade Menor).
 Acho que foi uma excelente recepção, chegar em Praga e ter esse final de tarde (na verdade, início da noite), foi fantástico.
 Lá ao fundo o Castelo de Praga  e eu feliz da vida, ouvindo um pouco de jazz.
A Ponte Carlos funciona como um Teatro a céu aberto, com apresentações de diversos artistas, como esses aí da foto que formavam uma banda de Jazz. Depois voltei tranquilamente caminhando para o Hotel e caí num sono profundo, 24 h sem dormir, ninguém é de ferro.

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