quinta-feira, 17 de maio de 2012

Arrivederci Roma

Deixei o Flamínio e voltei ao Hotel para descansar um pouco. Raramente faço isso. Mas,  essa parada no meio da tarde caiu muito bem. Dormi, tomei um banho e saí novinho em folha, sem destino. Cheguei à Piazza del Popolo e decidi caminhar às margens do rio Tevere.  Do ponto em que estava na Piazza del Popolo, poderia ter seguido a Via di Ripetta, mas preferi atravessar a Porta del Popolo e seguir pelo outro lado. É muito bom fazer caminhos diferentes.


O curioso é que em 2010 eu via as pessoas caminhando na direção da porta e em momento algum eu fui conferir o que se passava do outro lado. 
A tarde estava bonita, o sol fraco, um vento quase gelado e fui caminhando lentamente para arquivar na memória aqueles momentos. 

 
Quando cheguei no ponto onde fica o Palazzo de Giustizia, atravessei a ponte e segui em direção ao Castel Sant'Angelo.


Uma das melhores coisas que se tem é passear pela ponte em frente ao Castelo e ficar admirando os anjos de Bernini. Apesar de estar claro, já passava das 18hs. Os anjos parecem flutuar sobre a ponte. Só vendo ao vivo para ter essa ideia.

Atravessei para o outro lado, desci para andar mais perto do rio e quando subi e  retornei à Ponte, vejam só quem eu encontrei:

Ela mesmo! Ilze Scamparini, repórter da Rede Globo, radicada em Roma há um bom tempo. Estava gravando uma matéria para o Jornal Nacional. É óbvio que eu não ia perder a oportunidade de falar com a jornalista. Ilze repetia diversas vezes o texto. É curioso os bastidores da televisão, no ar essa matéria não dura 2 minutos, mas até ficar tudo pronto leva tempo. A cada momento Ilze parava e recomeçava. Eu estava do outro lado observando tudo. As pessoas passavam e olhavam. Alguns turistas fotografavam e outros paravam próximo, tipo papagaio de pirata. Assim que tudo terminou me aproximei e me apresentei. Ilze foi super receptiva e me apresentou a sua equipe: a moça da foto (que é produtora e  cujo nome não lembro) e Maurizio della Constanza, o câmera. 

Por esse encontro eu, realmente, não esperava. Aprecio muito o trabalho da Ilze e a considero uma excelente profissional. E foi prazeroso poder elogiar o seu trabalho pessoalmente.


Fiquei um pouco mais pelo Castel Sant'Angelo - este é o cenário da cena final da ópera Tosca de Puccini (sempre ele no meu caminho). E como vocês podem observar o tempo mudou, as nuvens tomaram conta do céu e começou a ficar mais frio.

 Uma imagem vale mais que mil palavras...

Foi um dia extremamente agradável. A bateria da cãmera caiu de novo. Não lamentei, não precisava fotografar mais nada. Também não dá para registrar tudo o que passamos numa viagem. Até gostaria de ter feito uma  foto no Cafè Noir (Via di Ripetta, 256), local muito simpático, onde parei para tomar um Capuccino e atualizar o meu Diário de Viagem. Porém, está tudo registrado na mente. Lembro como se fosse agora da senhora americana que estava sentada na mesa atrás de mim, lia um livro e estava acompanhada com uma taça de vinho. Éramos os únicos naquele Café.  Retornei ao Hotel e depois saí para jantar, já eram quase 22 hs. Fui jantar mais uma vez  na Trattoria da Ugo al Gran Sasso (Via di Ripetta, 32) e jantei cordeiro com batatas, acompanhando uma taça de vinho e o Tiramissu de sempre, como sobremesa. O restaurante estava vazio, o que permitiu trocar umas palavras com o proprietário. Disse que estava retornando porque havia gostado. Ele sorriu e gentilmente me ofereceu um Limoncelo e disse que eu seria sempre bem-vindo ali. Bom, né? A noite estava fria, mas decidi  caminhar um pouco e desci a Via di Ripetta até a Ponte Cavour, quando avistei o Castel Sant'Angelo iluminado, disse: "Arrivederci Roma!"


No dia seguinte, acordei cedo para ajeitar as malas e logo que terminei o café fui dar minha última volta em Roma. Às 11hs deveria deixar o quarto e o meu trem para Firenze estava marcado para às 12h25. E para "variar": Piazza del Popolo. Acho essa Praça espetacular, principalmente por conta dessas duas igrejas gêmeas.

A Porta del Popolo na parte de dentro da Praça. Segui pela Via di Ripetta e fui andando sem rumo certo. Deixei a cidade me levar.


Não sei exatamente em que ponto estava e entrei na Via Antonio Canova, logo avistei esse prédio com partes de esculturas nas paredes. Fiquei observando as peças e li numa das placas que o edifício havia sido o estúdio do artista. E, nada mais correto e justo, que aquela rua se chamasse Antonio Canova!

E é dessa maneira que vamos descobrindo as coisas quando viajamos: caminhando.

Voltei ao Hotel Centrale, fechei a conta, bati um longo papo com Gian Pietro (o recepcionista que fala francês),  e fiquei aguardando o táxi - metrô de novo, nem pensar!

 Cheguei na estação com tempo e fiquei esperando o ...

... Frecciarossa que me levaria para Firenze

Confortável na minha poltrona e aguardando as emoções da Toscana...

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Descobrindo o bairro Flaminio

Foi através de uma reportagem no Caderno "Boa Viagem" do Jornal O Globo que tomei conhecimento do bairro Flaminio. Segundo a matéria "o bairro foi objeto de um projeto de reurbanização com o intuito  de valorizar as artes." Eu fiquei muito curioso para conhecer, até porque no bairro está o MAXXI - Museo Nazionale delle Arti del XXI Secolo. Um Museu dedicado à arte contemporânea. Depois de passar um dia e meio visitando a Arte Antiga, achei que essa quebra era fundamental. Depois de passar boa parte da manhã no Vaticano, retornei ao Hotel para apanhar a outra bateria da máquina que havia esquecido e segui em direção ao Flaminio. O acesso é fácil através do Tramway. Do Hotel Centrale caminhei até a Piazza del Popolo e atravessei a Porta del Popolo e na porta da praça onde fica a Piazzale Flaminio está a estação para pegar o Tram.


Eu perguntei ao condutor onde deveria descer e ele respondeu: "Capolinea", ou seja, "ponto final" e disse para eu entrar logo pois o tram já iria sair. É claro que no meu vasto vocabulário italiano "capolinea" e qualquer outra expressão era a mesma coisa. No trem eu perguntei se as pessoas conheciam e muita gente não sabia.  Um rapaz disse que deveria descer uma estação antes da última. e foi o que fiz. Só quando fui embora é que vi a estação final pertinho do MAXXI e aí que fui entender o significado de "Capolinea".


Mesmo descendo uma estação antes, não estava longe, o MAXXI estava a poucos metros. Nem parecia que estava em Roma. Ruas vazias, pouca gente e até um certo silêncio.  Flaminio é um bairro residencial, muito tranquilo. Mas com o Museu o bairro passou a atrair visitantes e o comércio local ganhou um novo impulso.


O MAXXI é a primeira instituição nacional dedicada à Arte Contemporânea. O prédio com projeto da arquiteta Zaha Hadid foi inaugurado em 2010 e abriga dois museus: MAXXI Arquitetura e MAXXI Arte.


As coleções permanentes dos dois museus são expostas em sistema de rodizio com outras mostras temporárias. Mas estão expostas em caráter permanente as instalações de artistas como Anish Kapoor, Sol Lewit, Maurizio Mochetti, Giuseppe Penone e Massimo Grimaldi.  Lamentavelmente as fotos estão proibidas. É possível fotografar apenas a parte externa e a recepção.


São amplos corredores e grandes passarelas e muitas escadas. Um projeto arrojado e de muito bom gosto.


Eu visitei as diversas galerias vi obras de diversos artistas como, Patrizio di Massimo, Adrian Paci, Luca Trevisan, Pieter Hugo e Doris Salcedo. Pelo menos duas instalações me chamaram atençao: a primeira reproduzia um Teatro Lírico com cadeiras confortáveis, eram vermelhas e um pequeno palco onde eram projetadas imagens de lugares e pessoas e o som era da ópera Turandot de Puccini (já preconizando um pouco da minha emoção em Lucca). A outra instalação mexia com os sentidos e não era recomendada para pessoas claustrofóbicas. Numa sala completamente escura, a recepcionista conduzia no máximo 6 pessoas. Um corrimão ajudava você a seguir o caminho. De repente, uma sensação de cair no vazio. Gelei e me grudei na parede. E aí num processo que não sei explicar direito,  imagens eram projetadas em tempo real dentro da sala. Tudo passava por uma pequena abertura e parece - não sei ao certo - que é uma técnica antiga de fotografia. Um trabalho originalíssimo


Eu recomendo essa visita para aqueles que visitarem a cidade pela segunda vez ou para aqueles que sejam amantes da Arte Contemporânea, pois vale muito mesmo conhecer.


Como eu já esperava o MAXXI estava vazio, muito vazio. Quinta-feira, horário de almoço não poderia ser diferente. E eu não podia perder o meu momento mamãe-estive-no-MAXXI.


Seguindo as dicas da reportagem fui até a Ponte Della Musica. A estrutura toda em aço branco, liga a área do complexo esportivo Foro Italico ao MAXXI, foi projetada pelo escritório inglês  Buro Happold, vencedor junto com  Powell-Williams Architects do Concurso organizado pela Comune di Roma em  2000. A execução do projeto coube à  Consta-Consorzio e custou 8 milhões de euros. Atualmente a ponte é só para pedestres,  mas um dia poderá receber carros e bondes.
 Vista do Rio Tevere sob a Ponte della Musica


Aproveitei que um morador passou e pedi para fazer esta foto. Fiquei uns 15 minutos esperando alguém passar. Sou ou não um cara paciente???


Achei a Ponte realmente linda, mas 8 milhões de Euros...


Depois da agradável visita à Ponte Della Musica a fome apertou e retornei na direção do Museu.  Este prédio fica em frente à Estação do Tramway e fica atrás do MAXXI e aí está a Dolce Forno que vende Pizzas quentinhas, quaradinhas, cortadas com a tesoura. Eu pedi uma maravilhosa, um suco de frutas e comi na Praça que fica em frente. As fotos? Nem lembrei, estava com tanta fome... e aproveitei o solzinho para me aquecer. E depois do almoço a melhor parte: a sobremesa.


Essa foi uma dica sensacional da reportagem, que cita lojas e restaurantes próximos ao MAXXI, a Gelateria NEVE DI LATTE (gelateria naturale), simplesmente o melhor gelato de Roma. Só para começar é a Gelateria de um Chef, Ermanno Di Pomponio. Os ingredientes são de altíssima qualidade: leite biodinâmico da Alemanha, chocolate amargo e nozes especiais, nada de corantes e conservantes. Difícil foi escolher diante de tantas delícias.

 
Depois de provar alguns sabores, pedi stracciatella e pistache. Uma combinação e tanto! 


E agora pasmem: apenas 2,50 euros! Isso mesmo. Duas bolas num copinho pequeno.


Uma sala com uma grande mesa para você degustar tranquilamente o seu gelato. E quando terminei, conversei um pouco com a moça que atendia o balcão e pedi para provar o Cioccolato. Meu Deus!!!

 Pistache de um lado e do outro o insuperável Cioccolato.


Meu Cioccolato com um pouquinho de creme chantilly... 3 Euros. Isso mesmo, só 3 Euros e não foi porque eu pedi o Chantilly, foi só o tamanho do copinho que mudou. Dessa vez eu pedi um copinho médio.


Esse Cioccolato não tem como descrever, qualquer adjetivo não explicaria  a sensação que foi degustar essa preciosidade. Portanto, na sua próxima visita à Roma, não deixe de ir à NEVE DI LATTE. É obrigatório! Prove e você não vai querer outra coisa na vida!

Endereços:
MAXXI : Via Guido Reni, 4
NEVE DI LATTE: Via Luigi Poletti, 6

terça-feira, 15 de maio de 2012

Basílica de São Pedro


Apesar de ter dormido tarde, consegui acordar cedo e me preparar para rever o Vaticano. O objetivo era subir a Cúpula para poder ver a colunata da Piazza di San Pietro lá do alto. O dia estava lindo e pensei que chegando 08h30 iria encontrar tudo bem vazio. Que nada! Assim que saí do metrô vi os grupos com centenas de turistas. Porém, chegando lá até que estava tranquilo e nem havia fila. Parei para fazer a foto tradicional em frente à Basílica e fiquei admirando a Praça, projeto de Bernini.   

Uma curiosidade. Eu tinha lido no blog da Simone - Flashes da Viagem sobre esse ponto que fica na Piazza di San Pietro. A partir dessa marca é possível visualizar perfeitamente as camadas de colunas da praça. Observei e distraído não fotografei... São quatro camadas de coluna, mas desse ponto parece apenas uma.

A Guarda Suíça sempre de prontidão.

A Praça ainda estava com as flores e as cadeiras da Missa de Páscoa do último domingo. Começaram a desprodução no dia da minha visita. Eu fiquei distraído observando o cenário entrei na pequena fila para entrar na Basílica. Todos os visitantes devem passar pelo detector de metais e as bolsas,mochilas passam pelo criterioso Raio-X. O melhor é tirar o cinto, relógio, celular, moedas e chave do bolso e colocar tudo na mochila ou na sua bolsa. Tem gente que sempre esquece algo e volta umas trezentas vezes. E por conta das minhas observações eu fui direto para a Basílica ao invés de ir para a Cúpula. Mas tudo tem um porquê.


São Pedro, o patrono. Os pés do Santo estão mais claros de tanto ser alizado pelas maõs de milhões de fiéis. é um ritual, passa o fiel, coloca a mão no pé no Santo. Uns fazem o sinal da cruz, outros rezam. Porém, todos, to-dos tiram uma foto. Como eu já estava trabalhado na paciência, esperei o momento certo quando São Pedro estava sozinho.


Reparem bem esta foto da cúpula, vocês terão uma boa surpresa daqui a pouco.


A Basílica de São Pedro é a maior do mundo. Nenhuma outra a supera. Certamente é a mais luxuosa de todas as igrejas que já visitei. São muitas obras de arte, tabalhos delicados em mármore. Peças de prata e ouro. É fantástica, mas não me emociona. Eu pensei que numa segunda visita eu fosse mudar de opinião.


Este painel é bem interessante com o nome de todos os Papas que já governaram a Igreja desde São Pedro até Joao Paulo II. Como vocês podem observar a lista está na 4ª coluna. Ainda cabem ali mais ou menos uns quarenta Papas. E depois? Onde irão escrever?





Mais uma obra-prima de Michelangelo: A Pietá. Esta escultura fica protegidíssima com vidro - que deve ser blindando, suponho.


Essa foto tem um significado muito especial. Não é nem pelo fato de ser na Basílica de São Pedro, tampouco por estar no altar. É porque foi um presente, um gesto de solidariedade. Explico: eu fiz várias fotos, muitas e quando pedi para um outro turista fazer uma foto em frente ao altar, a foto tinha ficado escura e a bateria começou a emitir sinal que estava acabando... O Sr Miocinovic, disse que iria fazer duas fotos e depois me enviaria por e-mail. Assim que fez as fotos, pegou o celular e  anotou o meu endereço. Dois dias depois enviou. Eu fiquei muito agradecido e, ao mesmo tempo, comovido com o gesto de gentileza. Num mundo tão hostil e cada vez mais individualista é raro ver pessoas com este tipo de atitude. Eu só pedia a Deus que a minha bateria durasse um pouco mais. Saí da Basílica e fui para a Cúpula.
Em 2010, por causa da chuva fina e do frio não subi a Cúpula da Basílica e falei "fica para a próxima". E a próxima vez chegou. confesso que estava um pouco tenso com a subida, sabia que depois de um tempo o caminho seria estreito e até um pouco inclinado. Fiquei com receio de até passar mal. Porém, segui em frente e comprei meu ingresso - 5 euros - para subir os 551 degraus. Há uma opção de subir de elevador - 7 euros -,  mas de qualquer jeito você tem que subir 321 degraus.
No começo tudo são flores. Há espaço e os degraus não chegam a cansar. Depois começa a estreitar e num certo momento você começa a ficar inclinado. é muito apertado. Talvez seja uma alusão para se chegar ao céu: o caminho é estreito.


Fiquei impressionado ao ver um casal de idosos na minha frente. Estavam ofegantes, claro, mas não desistiram. Mas vale a pena subir, pois quando você entra na Cúpula é maravilhoso ver os mosaicos tão próximos. E pensar que algumas horas antes você estava empenhadíssimo no zoom para fazer a melhor foto da Cúpula.


Literalmente, dentro da cúpula. Com a bateria fraquejando, tive que economizar nas fotos. A sensação de estar ali é incrível, algo fantástico! Valeu todo o sacrifício. Mas ainda restavam alguns degraus para chegar até o topo. E de lá começar a contemplar Roma em toda a sua beleza!

Os belos jardins do Vaticano

E a vista maravilhosa: Piazza di San Pietro com seu belíssimo conjunto de colunas, o obelisco e a visão da cidade. Ao fundo o Castel Sant'Angelo. 


Conseguir um lugar para fazer uma foto era complicadíssimo, sobretudo de frente para a Praça.


Na foto abaixo, o prédio à direita é o Museu do Vaticano, onde fica a Capela Sistina.

O lado menos concorrido e com espaço de sobra para fotografar...

Eu fiquei um bom tempo ali. Depois de tanto sufoco para chegar, não iria fazer 4 fotos e descer. Aliás, muita gente faz isso. Valeu a pena ficar contemplando a cidade. Fiquei dando voltas e todas as vezes que chegava na parte em frente à Praça era um sufoco. Por fim, chegou a hora de descer. E para baixo, todo santo ajuda! Observem como era estreito. Se estivesse um pouco mais gordo, acho que não passaria.

Finda a primeira parte da descida, chega-se ao ponto intermediário, onde podemos ver as cúpulas e todos os santos que ficam no topo da Basílica.



É um cenário e tanto e perfeito para descansar.

Realmente é imperdível. Portanto, se pretende ir à Roma faça um condicionamento físico para visitar a Cúpula da Basílica de São Pedro. Você não vai se arrepender.
Particularmente, acho preferível começar pela Cúpula, pois quando você desce, obrigatoriamente sairá dentro da Basílica.
Retornando à Roma, farei este passeio de novo!


E aí está mais um soldado da Guarda Suíça, impecável e compenetrado. Alguns não gostam de ser fotografados e até fecham os olhos. De fato, deve ser muito chato mesmo ficar ali imóvel e sendo clicado o dia inteiro. E ainda tem gente que pede para o soldado dar um sorriso. Eu nem acreditei quando ouvi umas brasileiras falando isso. E outra reclamando porque queria fazer a foto ao lado do soldado.
E assim foi a minha manhã na ensolarada Roma. Voltei ao Hotel para recarregar as baterias - da máquina -  e prosseguir para o meu próximo passeio.

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