domingo, 1 de julho de 2012

São Paulo, puro entretenimento

Minha última visita à São Paulo foi em 2009, portanto, fazia três anos que não passeava pela capital paulista. Por isso, foi muito bom ter participado do concurso da Casa Claudia Luxo, e ter ganho os convites para a Mostra Black. É sempre bom visitar São Paulo. E como bom carioca que sou, passo bem longe da histórica rivalidade Rio x SP. Cada cidade tem seu estilo e as duas juntas se completam.


Graças ao poder da internet, conheci uma paulistana sensacional e que se tornou uma grande amiga - Letícia Castro, jornalista e autora do Blog Babelpontocom.
Logo que cheguei ao Hotel Formule 1 - Paraíso, Letícia me telefonou e já passou uma dica: "Jô (ela só me chama assim...), vá ao Museu da Língua Portuguesa ver a Exposição sobre Jorge Amado". Nem pensei duas vezes e fui lá conferir. Do Hotel até à Estação Luz devo ter levado uns 15 minutos de metrô. E ao sair da estação do metrô avisto belo edifício da Pinacoteca de São Paulo.

Em 2009 visitei a Pinacoteca, cujo acervo é riquíssimo. Se você ainda não conhece, fica uma boa dica.

E coladinho à Estação Luz está o Museu da Língua Portuguesa, que também visitei em 2009, mas sempre vale a pena ir de novo, principalmente, por conta das exposições temporárias. Dessa vez Jorge Amado, célebre escritor bahiano.

A exposição faz parte das comemorações oficiais do centenário de nascimento do escritor. E está dividida em vários módulos. Neste post destaquei os espaços que mais apreciei.
Na primeira sala os principais livros e personagens de Jorge Amado. As bacias que parecem luminárias servem para o visitante "entrar na obra", explicando: ao se aproximar e ficar embaixo das bacias ouve-se explicações sobre determinada obra do autor, de acordo com os pequenos painéis que mostram slides.
 Momento "eu estive lá"

Gostei muito desse painel com fotos de Jorge Amado ao longo da vida, bem como de outro com fotos do autor e seus muitos amigos, como Dorival Caymi (foto abaixo).

 Uma outra sala que chama atenção é esta com manchetes de jornais.
E o famoso livro Gabriela - agora em evidência por conta da novela de mesmo nome. Este livro ganhou traduções em diversos idiomas. Além dos livros e fotos, o visitante assiste a vídeos com entrevistas e depoimentos.
Terminei a minha visita e fui rever o filme sobre as origens da Língua Portuguesa falada no Brasil. É um pequeno filme de 10 minutos, muito interessaante, com narração de Fernanda Montenegro. Em seguida, Praça da Língua: Espécie de “planetário da Língua”, composto por imagens projetadas e áudio. Uma antologia da literatura criada em Língua Portuguesa, com curadoria de José Miguel Wisnik e Arthur Nestrovski. Acredito que se voltar 10 vezes ao Museu, cumprirei esta programação. Assim que termina a apresentação, são projetadas na Praça muitas frases de autores diversos (fotos abaixo).
 
 Sempre um prazer visitar o Museu da Língua Portuguesa. Considero imperdível.

E na saída, o prédio da Estação da Luz todo iluminado, abaixo do céu com poucas nuvens e com tom meio azulado, dava um clima romântico ao início da noite paulistana.

Retornei ao Hotel para encontrar Letícia. Saímos para comer uma boa pizza, afinal estava em São Paulo! E a Letícia só me leva nos locais certos. Não poderia ter melhor cicerone! A noite foi ótima, mas ainda tínhamos um sábado inteirinho para aproveitar.

Sábado de manhã na Avenida Paulista. Tudo tranquilo, sem o volume de carros e ônibus dos dias de semana.

Brunch da Bella Paulista, uma padaria muito boa que fica aberta 24 horas.

O brunch estava perfeito e com uma bancada enorme cheia de pães, frios, bolos, frutas, crepes, sopas, etc etc e muito espumante! Fui discreto e não fotografei todas as delícias. Preferi comê-las....rs O brownie é um espetáculo!

Uma manhã/tarde excelente com minha amiga Letícia e a surpresa de encontrar...
 ... Renata Barão, que estava participando de um Congresso de Nutrição na cidade. Renata passou na Bella Paulista para tomar um café e nos encontramos. Foi uma grande alegria.
E depois do Brunch segui para a Mostra Black - e vocês já viram aqui.

E para fechar o sábado com chave de ouro, Letícia sugeriu que fôssemos assistir ao musical "Priscilla-  Rainha do Deserto", em cartaz no Teatro Bradesco.


Conseguimos comprar nossos ingressos na hora - uma sorte. Não havia programado nada para fazer no sábado à noite,por isso,  assistir esse musical foi fantástico. Uma produção maravilhosa, com excelentes atores/bailarinos.

Tudo que posso dizer sobre Priscilla é que nunca havia assitido um musical tão bem produzido, com ótimos números e coreografias muito bem dançadas. Todo elenco de ótimo nível e atuando com grande competência. Figurinos, luz e orquestra perfeitos. Enfim, a Broadway é aqui!

Imperdível. Quem está em São Paulo ou vai visitar a cidade  deve assistir. Eu diria até que é obrigatório, de tão bom!

E no dia seguinte, meu retorno para o Rio. Saí de São Paulo no domingo,  por volta de 13h30. Fazia muito tempo que não viajava de ônibus nesse trecho e curti muito. Viajarr durante o dia garante belas imagens para os olhos.

Mais uma vez agradeço à Letícia pela amizade, carinho e todo o tempo que dedicou a mim na cidade. Agora fico aguardando a visita dessa paulistana ao Rio de Janeiro.

domingo, 17 de junho de 2012

Veneza por Lucia Carneiro

Escrever um blog é um prazer muito grande. "Acabou o caviar?" agrega muitos assuntos e, atualmente, a minha viagem de férias tem dominado os posts. Essa viagem tem contagiado os leitores, muitos estão viajando dentro dessa viagem, como é o caso de Lucia Carneiro, amiga querida que conheci através do Blog Conexão Paris. Lucia tem aproveitado muito as postagens e faz comentários inspiradores e cheios de referências. Um dos últimos comentários dessa leitora foi no post "Veneza, uma paixão".  Eu gostei tanto desse comentário que pedi autorização à Lucia para poder públicá-lo aqui como um post, a fim de compartilhar com todos os leitores do Blog.  Espero que vocês, como eu, apreciem.



Veneza para mim é assim como uma miragem de esplendor mágico.
De dia, à noite, com chuva com sol, na neblina ou sob a neve, que é rara mas acontece. Descobre- se Veneza a pé e ao acaso no labirinto de seus sestieri.
Campi campielli, calli, calli longa calli large, salizada, rii, fondamenti, sotoporthegi, interstizo. Nos sotoporteghi muitas vezes passa-se agachado e aprendi que interstizio é um beco que pode ser pouco mais largo que meio metro.
 



Veneza fascina!
É como transpor a ordem do universo, sonhar acordado.
Belisque-se e deixe- se levar numa viagem de dimensão diferente onde sons, cores, aromas e sabores indicam o caminho.
Pense e observe através dos sentidos.
No vazio do silencio da noite perceba o bater de passos firmes no calçamento incerto das ruas. Ouça o silvo dos apitos de carabinieri que em dupla protegem o descanso da cidade. O som das águas que balançam as gôndolas e batem continuo e ritmado na mureta do casario. Ao longe notas da Serenata Rimpianto na voz de tenor de um gondoleiro tardio " ...come un sogno d'or scolpito è nel core...il ricordo ancor...di quel amoré che non esiste piu..." o lamento desliza até a janela aberta de meu quarto de hotel. Seguem-se os mugidos dos grandes navios que entram ao porto na neblina serrada. Amanhece e eu acordo para Veneza com o cantar dos sinos de Campanille na Piazza. Meu relato não é sonho!
Jorge! A culpa é sua e Veneza faz isto!
Pertinho do hotel atravessava-se para o Dorsoduro usando-se o tragheto o meio mais delicioso de andar de gôndola! Santa Maria del Giglio. Se sua alma for mesmo veneta você vai fazer a travessia em pé como fazem os de casa...e eu já fazia. É parte da aventura!
Desta vez foi o Hotel Barbarigo mas sempre fiquei mesmo por ali nos arredores de Calle Larga XXII de Marzo.
Deixa explicar melhor...são só 4 pontes sobre o Canal Grande e 7 pontos de tragheto que fazem a travessia por um "palanca" que hoje corresponde a uma moeda de 0.50€.
Acho que preciso reviver Veneza urgente!

 Lucia Carneiro

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Burano - a ilha da renda

De Murano para Burano não é muito longe, talvez uns 15 ou 20 minutos, se muito. E como acontece sempre, o trajeto é muito bonito. Vejam bem essas "casinhas" á beira da lagoa. Nada mal, para um final de semana, não é?


Do vaporetto um panorama da pequena e calma ilha de Burano.

Burano é conhecida como a ilha da renda, mas poderia ser chamada de "cidade das casas coloridas". Desde a saída da estação do Vaporetto é possível ver um agradável conjunto de casas geminadas com suas cores reluzentes. Nem preciso falar muito, basta que vocês observem as fotos abaixo.


E a surpresa que eu havia falado no post anterior? Estar sozinho numa viagem, não significa ficar solitário e nesta viagem, em particular, tive o prazer de conhecer muitas pessoas, como o casal que está comigo na foto abaixo.
Conheci Soare e Colette no dia anterior em Veneza, quando pedi ajuda para tirar uma foto. Aliás, tem sempre alguém pedindo para tirar uma foto. Foi um encontro rápido, fiz umas fotos perto da Ponte Paglia e depois, mais uma vez na Ponte dei Souspiri. E aí foi quando pude conversar um pouco e fiquei sabendo que eles eram da Romênia. E quando estava em Murano indo pegar o Vaporetto, quem eu encontro? O simpático casal. Achamos graça da coincidência. eles já tinham visitado Murano e, juntos, seguimos para Burano.

 Não bastasse o colorido das casa, ainda tem esses pequenos caprichos.

 E na rua principal da cidade o comércio de renda em toda parte.
 
Fiquei devendo uma visita ao Museo del Merletto (Museu da Renda). Quem tem o Veneza Museum Pass não precisa pagar.

Não é só a Torre de Pisa que é torta... a Torre da Igreja de San Martino também. Eu tirei a foto até duas vezes, mas aí concluí que a torre estava inclinada.

 Brindando o encontro Romênia e Brasil

A visita a Burano foi muito agradável e recomendo. De qual ilha gostei mais? Das duas. Cada uma com seu estilo. Se Murano é calma, Burano é tranquilíssima.
 Deixamos a ilha e retornamos para Veneza.

E navegando nas águas da laguna de Veneza esse enorme navio.
Foi um passeio formidável, longe das multidões e na companhia de novos amigos. Retornei ao Hotel, descansei um pouco, pois à noite iria assistir "La Traviata", eu não ia perder uma ópera em Veneza, não é mesmo?

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Murano - a ilha do vidro

Sábado é um bom dia pra se afastar do Centro de Veneza e fazer um passeio longe da multidão de turistas que chega para o final de semana. Reservei a parte da manhã para conhecer Murano, onde estão as fábricas de vidro que produzem verdadeiras obras de arte. Estava um dia muito bonito, sol, céu azul e um pouco de frio. Na Estação Ferrovia próxima ao Hotel Guerrini, peguei o Vaporetto 42 direto até Murano.

A viagem durou mais ou menos uns 20 minutos e algumas surpresas, como a linha férrea sobre a lagoa.

 ... e o Cemitério de Veneza, que ocupa uma pequena ilha.

Ao chegar em Murano, devido ao horário, antes das 09hs, o movimento era nenhum. Comércio fechado, apenas alguns poucos bares começando a abrir. Achei ótimo.

Com meu guia na mão, iniciei um passeio que iria durar em torno de três horas. As Fábricas de Vidro e as demonstrações de todo o processo de fabricação não fizeram parte do meu roteiro. Não era minha prioridade, preferi andar e apreciar a pequena ilha.

Passei pelas lojas e fotografei algumas vitrines. Os trabalhos, de fato, são belíssimos e os preços, altíssimos. Mas, não é um trabalho qualquer. 


Nada mais tranquilo do que essa pequena praça,. Além de mim, um gato fazia o seu passeio matinal
E por toda a parte os belos trabalhos de artistas, enfeitando as ruas com seu colorido e formas diversas.
 

Em uma das ruas encontrei este obra "Giardino Italia", um presente das diversas fábricas para os moradores de Murano. Cliquem nas fotos para ampliar e ver os detalhes.

Uma outra obra que me chamou atenção foi esse boneco "dois em um":


Gostei muito da fachada desse prédio.

Obra da artista Simone Cenedese "natale de luce in una cometa di vetro".
Achei muito bom ter encontrado essas peças pela rua, um pequeno museu a céu aberto. Embora não tenha feito a visita às fábricas de vidro, achei mais interessante ter passeado, sem pressa, pelas ruas.

 Uma das poucas pontes de ferro que vi.
Reparem nessas grades, tão bom poder admirá-las dessa maneira, ver as formas. Por que estou falando isso. Por conta da onda de colocarem cadeados nas grades de algumas pontes. Particularmente, não gosto. Ao menos em Murano, por enquanto, essa onda não chegou.

Depois de curtir as ruas de Murano, fui visitar o Museu do Vidro que fica instalado no belo Palazzo Giustinian, antiga residência dos Bispos de Torcello. O Museu foi criado em 1861 e abriga fabulosos exemplos de objetos de vidro datados desde o século 1º a.C. Os objetos mais antigos ficam no primeiro andar, onde não consegui fotografar absolutamente nada. No segundo andar, estão os belíssimos lustres e uma exposição temporária de objetos recentes. Uma das surpresas dessa visita, foi ter conhecido Ediluza, brasileira de Salvador, que mora em Veneza há muitos anos e trabalha no Museu Del Vetro. Batemos um longo papo e fui apresentado à Susana a outra recepcionista do Museu. Foram muito gentis comigo. E daqui eu mando um bacione carinhoso para Ediluza e Susana.
Abaixo um pouco das peças do museu:
 
 Após visitar o Museu, segui em direção à Basílica dei Santi Maria e Donato.

Uma belíssima igreja, erguida em 999. Uma pequena jóia na ilha, com obrasd e Bellini e Veronese.
Havia proibição de fotografar, mas fiz cara de bobo e fiz essa foto. Queria guardar o registro. Um altar imponente e muito simples.
O meu passeio estava chegando ao fim, mas ainda tinha muito tempo para entrar nas lojas e quem sabe tentar comprar alguma coisa.


Murano é uma ilha pequena e muito agradável. Gostei imensamente de ter feito essa visita e até poderia ficar o dia inteiro ali. Há bons restaurantes e os lojistas são muito simpáticos. Pelo menos, os que conheci. Quem for à  Veneza e tiver um tempinho, deve visitar a Ilha.
E foi com essa bela vista que me despedi de Murano. E uma pequena surpresa me aguardava no caminho para a  Estação do Vaporetto.

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