sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Nos jardins de Monet

Durante a viagem do ano passado tive a sorte de encontrar com alguns amigos aqui do Rio que estavam em Paris. Um desses encontros foi com a Lúcia e a Fabi. Graças ao Whatsapp planejamos uma visita aos Jardins de Monet. Para quem não sabe, Lúcia foi minha professora de História da Arte no Curso de Guia de Turismo. E depois de ser aluno da Lúcia, meu olhar mudou radicalmente nas visitas que faço às Igrejas, museus, monumentos, etc. Basta olhar uma casa que já fico analisando as janelas, os objetos decorativos... E foi a maior alegria quando nos encontramos em Paris.
Lúcia, Eu e Fabi na Gare Saint-Lazare embarcando para Giverny
Minha primeira visita a Giverny foi em Junho de 2005. Lembro que fui sozinho e durante o passeio encontrei um imortal... daqui a pouco vocês saberão.
Busto em homenagem a Claude Monet
Como de costume as informações práticas para chegar à Giverny: da Gare Saint-Lazare você compra o bilhete para Vernon. De Vernon você chega até o vilarejo de Giverny de ônibus.
 
Paisagem de Giverny
Ao entrar na propriedade e ver a casa de Monet não tive como não recordar o encontro com o imortal Arnaldo Niskier em 2005. 
Foi uma grande coincidência, estava admirando o jardim e, de repente, surge Arnaldo e a esposa. Logo fiz o comentário "o que faz um imortal nos jardins de Monet?". Eles riram e batemos um rápido papo e, claro, pedi para registrar o encontro.
Quase dez anos depois o retorno, com a mesma camiseta - como as roupas duram -, mas muitos quilos mais magro - ainda bem srrsrs

Logo que chegamos fomos explorar o jardim e fazer milhões de fotos imaginando o pintor estudando a paisagem e observando a luz...

É um festival de belas imagens e nem preciso dizer mais nada.... basta clicar, ampliar e observar...




 


Ponte Japonesa - Lúcia, Jorge e figurantes...

Depois da visita aos jardins hora de entrar na intimidade da casa do pintor, mas as fotos são proibidas... 
E para dizer que não falei de flores...


Quando dizem que o mundo é uma esquina a gente não acredita, mas saindo da casa de Monet encontro duas amigas da Academia, D. Ilze e Daniella. Uma dessas coincidências maravilhosas que adoramos!

De volta à Paris,  tudo terminou em Galette e crêpe no Breizh Café no Marais. 
Galette e Cidre bretonne, combinação perfeita!
E essa crêpe de sobremesa porque ninguém é de ferro...
E o dia terminou assim ... 

domingo, 30 de agosto de 2015

O Castelo de Fontainebleau


Há tempos fazia planos de visitar o Castelo de Fontainebleau. Para ser sincero, desde 2002. Afinal, a cidade está a 70 km de Paris, ou seja, uns 40 minutos de trem. Porém, tudo tem o seu tempo e o dia reservado pelo destino foi 10 de setembro de 2014, bela manhã de sol. Saí de Paris cedo com a temperatura agradável e figurino de verão total...
... chegando ao Castelo... o sol estava fraco, vento frio e sensação de 20 graus... o que é um gelo para um carioca.
Ir ao Castelo é muito fácil, começando pela compra do ticket para o trem, na máquina de qualquer estação de metrô ou trem. Basta escolher o ticket para zona 1-5 e escolher Fontainebleau-Avon. Na Gare de Lyon, embarcar no trem com destino à Montargis, descer em Fontainebleau-Avon. Ao sair da estação basta caminhar alguns metros até o ponto de ônibus que leva ao Castelo (Linha 1). Resumo da ópera: ideal para quem não dirige, como eu e adora viajar de trem.
Escadaria em forma de ferradura, foi encomendada por Louis XIII e dá acesso a diversas partes do Castelo
"Verdadeiro lar dos Reis" e "casa dos séculos", nas palavras de Napoleão o Castelo foi residência real e imperial, do século XII até a queda de Napoleão III em 1870! A residência de caça de Fontainebleau foi ampliada e reformada por François Ier no século XVI. É a partir daí que, segundo os  historiadores, há registros das obras realizadas no Castelo e nos jardins, fazendo de Fontainebleau o local preferido da realeza.  
O Castelo visto a partir dos jardins
A beleza discreta do Castelo e do jardim aguçam nossa curiosidade para descobrir o seu interior e entrar no túnel do tempo onde viveram os personagens que povoam nossa imaginação... uma viagem ao mundo dos Reis e Rainhas.
Apaixonado pelo Renascimento italiano, François Ier, deu ordens para a construção desta Galeria, que obviamente, leva seu nome. As obras são de autoria de autoria do artista italiano Rosso Fiorentino. São pinturas, revestimentos afrescos e estuques que contam histórias da mitologia greco-romana. Apesar de algumas mudanças ao longo dos séculos a Galeria é o conjunto decorativo mais bem preservado da primeira escola de Fontainebleau. 

 
Detalhes da Galeria François Ier
 
 
Na próxima visita irei com figurino à altura do Rei. Clique na foto para ampliar e ver o detalhe da cadeira com a Salamandra (emblema de François Ier). 
Não bastasse toda a beleza da Galeria, na passagem entre um ambiente e outro encontramos obras decorativas, como esse belo vaso.
Os aposentos reais
 Era neste quarto que dormia e sonhava,  a Imperatriz Anne d'Autriche

Do final do século XVI até a queda do Segundo Império este foi o quarto ocupado por Rainhas e Imperatrizes. E no correr dos séculos modificações foram realizadas de acordo com o gosto das soberanas.

E finalmente o quarto do Imperador, finamente decorado no período de Napoleão.
E no meio da visita começo a achar o interior de Fontainebleau mais bonito que Versailles. Será? Visitei há tanto tempo... terei que voltar para fazer comparações...
 Salão das Tapeçarias

Não há nesse Castelo algo que possamos achar feio ou sem graça. E à medida que a visita avança vamos nos encantando cada vez mais...como esses salões abaixo:
 Salão Louis XIII
Salão do Trono 

E todo Castelo que se preza tem um Salão de Baile, o de Fontainebleau é espetacular! 
A construção do salão data do final do reinado de François Ier e é decorado com afrescos e algumas esculturas. 
Detalhe do teto
 Lareira do salão de baile e a riqueza da decoração 

Galeria de Diane - construída no reinado de Henri IV, sofreu modificações ao longo dos séculos e foi transformada em Biblioteca no Segundo Império, por Napoleão III.

E quando você já pensou que não havia mais nada a ser admirado, nada que pudesse te surpreender mais diante de tanta beleza...
... você entra na acolhedora Capela da Trindade que teve sua construção iniciada no século XVI, à época de François Ier e foi lindamente decorada ao longo dos séculos XVII e XVIII.
Entre tantos eventos que se passaram aqui, vale destacar o casamento de Louis XV em 1725 e o batizado do futuro Napoleão III em 1810.
 Tribuna Real da Capela - daqui os Reis assistiam a Missa.
Detalhe da decoração do teto - associação de pinturas e molduras em estuque seguindo a tradição nascida em Fontainebleau à época de François Ier.

O Castelo de Fontainebleau é considerado, pela UNESCO, Patrimônio Mundial da Humanidade. E para mantê-lo tão bem conservado tem recebido o apoio de grandes empresas e milionários, como pode ser  observado na foto acima.  
Fiz a visita com toda a calma possível. Diferentemente de Versailles, como podemos observar, o Castelo não atrai muitos visitantes. Por um lado é ótimo, nada de filas, nem falatório. Por outro, é uma pena, pois deixam de conhecer uma das poucas residências reais, totalmente preservadas da Europa. 

Pausa para o almoço no Café du Château - ou o papo estava bom ou a fome estava maior. O fato é que não vi foto desse almoço...
Todavia, a sobremesa foi o visual que cerca o Castelo... lagos tranquilos e muito verde.


Um passeio perfeito, tranquilo e com ótimo custo/benefício. Se você ainda não foi, inclua na próxima viagem. Se você ainda vai à França, se tiver oportunidade, não deixe de ir. 

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Paris é uma festa: 70 anos, Le Parisien

Quis o destino que eu estivesse em paris no dia 9 de setembro de 2014. Minha programação em Paris nunca é engessada, mas não poderia ser diferente, afinal  uma vez por ano visito esta cidade. E espero que a crise não atrapalhe meus planos futuros...oremos! 
Depois do meu almoço, peguei um ônibus e saí sem destino, acabei parando no Musée du Quai Branly. Este museu que foi inaugurado em 2006, tem belo projeto de Jean Nouvel e oferece uma bela vista  da cidade, tendo a Torre Eiffel ao lado, a partir do restaurante Les Ombres que fica no terraço. A proposta do museu é um diálogo com as culturas da África, Ásia, Oceania e Américas.
Estive no Museu em 2009 para ver uma exposição sobre a História do Jazz, mas ainda não conhecia sua coleção permanente e confesso que não gostei muito. Achei confuso. Talvez a culpa tenha sido dos muitos museus que havia visto recentemente na Turquia...
Cerâmica - Perú (1100 - 1450 D.C.)
Próximo ao  Quai Branly fica o Museu de Arte Moderna (Palais de Tokyo) que ainda não conheço, é uma construção imponente que chama atenção.

detalhe da escultura no Palaisde Tokyo
E nessa vadiagem cultural passei pelo Palais Galliera, o Museu da Moda de Paris, mas só para curtir o jardim, pois já estava fechado. No verão o sol se põe lá pelas 20hs...

Caminhando e sempre atento parei num ponto de ônibus para seguir para o próximo destino, ainda desconhecido. Essa é a graça do passeio, analiso os itinerários e vejo para onde posso ir. Das linhas que passavam ali decidi pela 92 e desci na Rue de Vaugirard e depois peguei o 96 até a Rue Bonaparte no 6º distrito. Logo avistei uma fila na porta da loja do Pierre Hermé. Na fila muitos turistas japoneses que saíam de lá com sacolas cheias, como se estivessem feito compras em supermercado. Para situar, Pierre Hermé é um chef pâtissier, dos mais renomados do mundo. Suas criações são verdadeiras obras de arte. Chocolates, macarons, doces e tudo o mais maravilhoso que você puder imaginar... uma grife de luxo, antes de tudo. Impossível passar na porta e não comprar nada. Entrei, mas a sacola era bem modesta... no final do post você vai ver.

Estava ao lado da Église Saint-Sulpice e aí meu amigo que nunca aparece nas fotos quis visitar a igreja, mas eu preferi ficar no Café de la Mairie que fica na Praça e pedi um Kyr. 



E lá fiquei assistindo o desfile de sacolas cheias de lojas de grifes que passavam nas mãos dos turistas orientais... enquanto aguardava meu amigo que fotografava a belíssima Igreja de Saint-Sulpice.


Depois de dois drinks, bate-papo, hora de ir embora... e aí a surpresa e o motivo deste post: a festa! Saí do Café e notei um burburinho nas ruas e, claro, fui conferir o que tava rolando.

Muita gente nos bares, restaurantes e nas ruas, muitas fechadas ao trânsito. Era a comemoração dos 70 anos do Jornal Le Parisien.



E se tem festa em Paris, vamos aproveitar... 
Jornalistas, editores, gente de diversas áreas e o povo...  entrei no clima de corpo e alma! 
 
 
Misses Plus Size foram prestigiar o evento

E se você chegou até aqui vai ficar com muita água na boca...lembra da sacolinha do Pierre Hermé? Veja nas fotos abaixo a delícia que eu provei...

Gâteau Ispahan (macaron de framboesa, framboesas e pétala de rosa)...muito, muito bom!

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