quinta-feira, 16 de junho de 2011

O Parque do Amor

O almoço tomou boa parte da tarde e assim que saí do restaurante fui dar um passeio pelo Parque do Amor. Certamente, este Parque é um dos pontos turísticos mais visitados de Lima. Com uma vista deslumbrante para o Oceano Pacífico e belos e bem cuidados jardins,  o parque, realmente, é um encanto.

Nada melhor do que no fim de tarde, com sol franco, se jogar um pouco na grama e fazer a sesta. Fiquei impressionado com a limpeza.

"El beso", escultura do artista Victor Delfin, está localizada no meio do parque. Na base mosaicos com trechos de versos de poetas peruanos.

No city tour, este trecho da cidade é chamado de "Lima Contemporânea", com suas grandes obras.

 Em todos os bancos, trechos de diversos poemas, que fazem um conjunto bonito aos olhos.

O Parque do Amor é um desses lugares que você chega, para e fica vendo o tempo passar...

terça-feira, 14 de junho de 2011

Surpresas no almoço

Seguindo a dica do Miguel, fui almoçar no Alfresco - localizado em Miraflores. Feriado de Sexta-feira Santa, o restaurante estava lotado. Todavia, depois de uns 15 minutos consegui uma mesa.

Devidamente instalado, não hesitei em pedir o meu novo drink preferido: Pisco Sour!

Logo em seguida chegou essa entradinha saborosa: causa. A "causa" é uma tortinha saborosa, massa leve feita com batata e recheada com peixe, que desmancha na boca.
E a surpresa? Foi um encontro de brasileiros, quase por acaso. Uma moça chegou sozinha e sentou-se na mesa ao lado da minha. Poucos minutos depois já estávamos de papo quando fomos interrompidos pela recepcionista do restaurante, perguntando à moça, que se chama Leila Kelly, se haveria problema deixar sentar outra moça que estava sozinha. Leila consentiu.

E aí está o resultado: resolvemos juntar as mesas e formar um grupo! Leila Kelly está ao meu lado e à sua frente Stephanie French - equatoriana/brasileira que mora em São Paulo. Foi um desses encontros que só acontecem em viagem. E a conversa rolou solta tarde adentro. Parecíamos velhos conhecidos. Tudo transcorreu de forma muito agradável, com direito a provas dos nossos pratos escolhidos.

 Tradicional Ceviche do Alfresco

Esse peixe - cujo nome não lembro - estava saboroso, com molho sobre legumes grelhados.

 Atum sobre aspargos frescos - muito bom.

Isla Negra - risoto de lula com camarões - saboroso!
O Alfresco foi uma ótima dica. O restaurante tem fachada discreta e, se passasse por ali, não iria perceber. Porém, o melhor de tudo foi encontrar essas meninas que são ótimo papo.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Tesoros del antiguo Perú

O papo rolou animado pelo caminho de San Isidro até o bairro de Pueblo Libre onde fica o Museo Larco Herrera. Miguel estava empolgado e enquanto dirigia foi falando sobre tudo o que eu iria ver no Museu, falava com grande conhecimento, aprecia um guia turístico - com tanto conhecimento, talvez seja até melhor que um guia. Depois de 15 minutos chegamos ao Museu. Uma grande mansão de muros brancos e cercada de flores. 

O Museu Rafael Larco Herrera foi fundado por Don Rafael Larco Hoyle em 1926, em homenagem a seu pai e abriga mais de 45000 peças, que estão distribuídas de maneira cronológica em diversas galerias, que mostram um panorama de 3000 anos de desenvolvimento da história do Peru  pré-colombiano.


Com apenas 25 anos de idade, Rafael Larco Hoyle fundou o Museu Larco.Ele é considerado o pai da arqueologia peruana e graças ao seu intenso trabalho de pesquisa, sua cronologia das culturas pré-colombianas é adotada até os dias de hoje pelos arqueólogos.
 
Na primeira sala painéis explicativos com as seis regiões do mundo de onde surgiram as primeiras civilizações e um mapa com a geografia do Peru.


Galeria das Culturas e sala têxtil 

Três salas com objetos rituais em cerâmica, pedra e madeira pertencentes às culturas do antigo Peru em sequências cronológicas e regionais: costa norte, costa central, costa sul e serra do Peru. 
 
El felino antropomorfo Cupisnique - Época formativa (1250 a.C - 1 d. C). Transformação do homem em felino.

Peça da Época Formativa (1250 a. C - 1 d.C)

Ao contemplar essa túnica, muitos ficam admirados apenas com a beleza, mas desconhecem o valor que tiveram os tecidos nas sociedades pré-colombianas. Os tecidos podem ser comparados com o ouro e a prata. Além de cumprir a funçãod e vestimenta, também serviam para difundir ideias religiosas e levar mensagens ao além, ao serem usados para envolver os mortos. Também eram presentes para governantes e serviam para marcar diferenças sociais.

O Real valor do Ouro

O museu tem duas Galerias de Ouro e Jóias com duas salas onde estão expostos os recipientes cerimoniais, os vestidos e adornos dos governantes, coroas e diversos adornos.

O ouro e a prata tão cobiçado pelos colonizadores, para os povos pré-colombianos eram apenas a representação do sol e da lua, de seus descendentes e governantes. Os dois metais eram muito importantes para as culturas andinas, não necessariamente pelo seu valor econômico, mas pela capacidade de simbolizar o poder dos deuses e daqueles que desempenhavam um papel importante na ordem social.
Díficil fazer qualquer relato diante de tanta beleza, cuidado e conservação. É ver, admirar e agradecer a Deus por contemplar e, de certa forma, viver a História.
Dispensei a visita guiada e, preferi, no meu ritmo ir lendo os painéis, observando as peças, as cenas, e assim gastei quase duas horas na primeira parte do Museu..

Sala Erótica

No andar térreo está localizada uma pequena galeria com seleção de objetos arqueológicos com representações sexuais na arte pré-colombiana peruana, fruto de um intenso trabalho de estudos e pesquisa de Don Rafael Harco Hoyle que foi publicado no livro Checán (1966). A primeira vista, os "copos eróticos" podem dar origem a diversas interpretações, além de provocar um certo riso. Porém, essas representações são símbolos da fertilidade e procriação, bem como a união do mundo físico com o mundo espiritual.

Foi um sucesso! -  como diria um amigo. O Museu Larco Herrera merece a visita. Aí onde estou, nesse belo jardim, tem um Restaurante e, claro, uma lojinha. 
Vista parcial da Praça em frente ao Museu, onde está a estátua em homenagem a Don Rafel Larco Hoyle.

E aí está Miguel Sánchez e o seu táxi - nota 10! Miguel fez um excelente trabalho, além de ser muito simpático e conhecedor da cidade onde mora. Um cartão de visitas e tanto. Fica aqui registrado o meu agradecimento.
Saímos de Pueblo Libre e pedi ao Miguel para me deixar próximo ao Shopping Larco Mar, onde iria procurar um restaurante para almoçar...aí mais uma vez Miguel mostrou serviço e indicou um ótimo restaurante, onde tive um encontro surpreendente ...

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Plano B, por acaso

Quando viajo, se uma programação não dá certo, tento um  Plano B e procuro aproveitar o dia ... afinal estou passeando e curtindo a vida, não é mesmo? Ao encontrar o portão da Huaca Pucclana fechado, na hora pensei nas diversas possibilidades de programas que Lima me oferecia, mas esbarrei no feriado. Será que encontraria outro museu fechado? E como acontece nas novelas, havia um taxista parado próximo - acho que ele já sabia o que poderia acontecer - me dirigi até ele e comecei a conversar e perguntei se era comum algumas atrações fecharem no feriado. Ele disse que alguns museus estariam fechados, mas que havia alguns particulares que estariam abertos e que poderia me levar. Como já disse aqui,  os táxis em Lima não tem taxímetro e logo pensei que ia entrar numa roubada. Porém, o simpático motorista disse que me levaria até ao Museu Larco Herrera por apenas 25 Soles (mais ou menos uns 16 reais) - bem razoável. Conversamos um pouco mais e o taxista me disse que poderia parar um pouco em San Isidro para que eu fizesse umas fotos. Tudo acertado, partimos.

Em poucos minutos chegamos em San Isidro - bairro mais chic, mais verde e mais rico de Lima. O vaso enorme da foto acima é herança dos tempos de fabricação de azeite. San Isidro tem um grande bosque de oliveiras.

 Um outro equipamento usado na produção de azeite.

Foi um passeio bem agradável por San Isidro. Não ficamos mais tempo porque o táxi não podia ficar parado na rua, sob risco de sofrer uma multa.
Eu já estava bem satisfeito com tudo. Mas aí veio uma grande surpresa. A Huaca Huallamarca - outro sítio arqueológico - estava aberta e o falante Miguel Sánchez - o taxista - disse que poderia descer e visitar. 

 A Huaca Huallamarca é o sítio arqueológico mais importante de San Isidro.

Um rápido histórico para situar: O nome de Huallamarca deriva do vocábulo  quechua “marca” que significa, comarca ou povo e Hualla era o nome de uma tribo.Quando os Incas no século XV chegaram à costa, encontraram o vale de Lima povoado  por várias tribos, uma delas era os Huallas.Os Huallas utilizaram o lugar para enterrar seus mortos, depois, provavelmente, as terras de cultivo foram úteis para outros fins que não foram agrícolas. A estrutra da Huaca se assemelha a uma pequena colina, resultado conseguido através da superposição de tijolos de 20 x 20, aproximadamente, feitos à mão. É provável que tenha sido, em sua origem, um lugar cerimonial. Seu destino posterior começa com o abandono e desaparecimento dos seus donos por causas desconhecidas. (*)


 Máscaras e outras objetos estão expostos no pequeno Museu.

E até essa múmia de uma criança - provavelmente morta em ritual, como sacrifício aos deuses, prática muito comum dessas culturas.

A grande colina que leva ao topo da pirâmide da Huaca Huallamarca...

 ... de onde podemos avistar as ruas de San Isidro e os seus prédios modernos.
Um contraste interessante entre o passado e o futuro. Tudo muito bem preservado.
A visita não durou mais que 30 minutos. Miguel esperava tranquilamente para a nossa próxima parada: Museu Larco Herrera.

(*) Traduzido do site sanisidrolima.com

segunda-feira, 6 de junho de 2011

A caminho da Huaca Pucllana

No post anterior comentei que não havia sido possível visitar Huaca Pucllana - sítio arqueológico, local dos jogos sagrados - daí deixei para fazer a visita no dia seguinte. Era Sexta-feira Santa. O dia amanheceu lindo, céu azul e muito sol. Depois do farto café da manhã, peguei o mapa e resolvi ir a pé. Afinal, para conhecer bem uma cidade...é preciso caminhar.

Embora fosse uma longa caminhada, sabia que ia valer a pena. Olhando o mapa parecia muito longe, mas quando estamos apenas passeando, o tempo passa e a gente nem sente. Na Av. 28 de Julio, vi este edifício com ares antigos, mas logo observei o "puxadinho" que tirou um pouco o charme da construção.

Na Av. Alfredo Benavides, já próximo ao centro de Miraflores, fica este Cassino com duas cachoeiras artificiais nas laterais - nada mais cafona. Aliás, estou sendo redundante, pois nada mais cafona do que um cassino.

Enfim, cheguei à Av. Larco, onde estão vários restaurantes, hotéis, albergues, cassinos, lojas e bares. Aqui é o centro de Miraflores, onde tudo acontece.
O Parque Central de Miraflores é muito bem cuidado, além de tranquilo e tem belos jardins.
 Igreja da Virgem da Medalha Milagrosa
Depois de atravessar o Parque Central, chegamos à Avenida Arequipa, atravessando os bairros de Miraflores e San Isidro.
Quem dera ter uma ciclovia assim, tão bem cuidada. Dá vontade até de parar e sentar nos bancos para ficar vendo o movimento. Nota-se a limpeza total da cidade. É um passeio, no mínimo, agradável.

 Muitos prédios antigos pelo caminho

Faculdade de Engenharia - prédio simples, bem conservado e sem pichações.

Prédio da Aliança Francesa. Muito bonito. Acho que é uma das maiores escolas da AF na América Latina...ou será que estou "viajando"?
E logo depois de ver o prédio da Aliança, entrei na Av. Angamos Oeste e avistei a pirâmide da Huaca Pucllana.

Achei ótimo não ver ônibus nem vans de turismo, sinal de que faria uma visita tranquila...

Só que ao chegar na porta da Huaca tive uma boa surpresa. Estava fechada por conta do feriado. Nem havia pensado nessa possibilidade. O jeito seria fazer outro programa. Mas para onde ir? Começar o dia assim com um programa furado não é nada bom. Mas, sabe que às vezes nem tudo é como pensamos? Quer saber como terminou esse dia? Continue acompanhando...

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