terça-feira, 25 de agosto de 2015

No meu quintal, o Marais

Eis-me aqui pedindo desculpas pelo sumiço, mas estou de volta para dar continuidade aos posts das férias de 2014.   E agora: Paris e arredores. Fiquei no Studio que alugo no Marais e cada vez mais gosto de ficar neste bairro. A oferta cultural é ótima, Ópera Bastille a poucos metros, museus e galerias de Arte, restaurantes, fromageries, mercados, enfim tudo de bom, sem contar a facilidade de locomoção, a pé, ônibus ou metrô e um ponto de táxi, tudo pertinho da Rue Saint-Paul.
Uma das imagens bonitas deste bairro é a igreja de Saint-Paul-Saint-Louis. A Igreja foi construída no século XVII era chamada de  Saint-Louis-des-Jésuites, o estilo é inspirado no barroco italiano. Durante a Revolução foi saqueada e muitas obras de arte desapareceram. Na reabertura, em 1802, adotou o nome Saint-Paul-Saint-Louis,  como lembrança da antiga Paróquia de Saint-Paul que ficava na rua de mesmo nome, destruída em 1799.
Entre 2011 e 2012 a Igreja passou por uma bela restauração e agora podemos admirar sua  bela fachada e algumas obras de grande valor histórico.

 Visão da nave central e do altar-mor

 

As duas imagens acima representam simbolicamente a obra missionária dos jesuítas. A da esquerda faz referência à religião, segurando a cruz (símbolo do Cristianismo) e catequizando um índio. À direita, a figura chamada de "O Zelo ou o Anjo da Religião castigando a idolatria", o anjo chicoteia um pagão que está agarrado a um ídolo e o apresenta ao evangelho.  
O belo órgão na Tribuna
Certamente, não é uma igreja muito visitada pelos turistas. Afinal, todos querem ver a  Notre Dame. Porém, numa visita ao Marais não custa nada entrar e apreciar... 
O movimento na Rue Saint-Antoine ... ao fundo a Tour Saint-Jacques
A poucos metros do Studio que alugo fica a simpática Place du Marché-Sainte-Catherine. Acho essa pracinha um charme, super aconchegante, arborizada e cercada por bistrôs. E é aqui que eu almoço. A oferta é grande, passo em cada restaurante para ver os menus,  escolho um  que me agrada e peço uma mesa, em seguida uma taça de vinho e o tempo passa...
Os menus ficam expostos na entrada dos restaurantes...

E é assim que curto as férias... sem pressa, espectador da vida e do tempo... 

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Últimas horas em Nice

E no dia 08 de setembro de 2014 disse "à bientôt, Côte d'Azur!"  Durante essas férias adquiri o hábito de acordar cedo e correr. Nice é o cenário ideal para uma boa corrida matinal.
Jardin Albert 1er sem viva alma... essa é a recompensa por madrugar.

Porém, o melhor da manhã foi ter essa visão privilegiada do sol nascendo na Baie des Anges.

Claro que não ia perder a chance de dar um mergulho e curtir as águas quase mornas do Mediterrâneo. Pensava que iria estar um gelo por ser tão cedo ... ledo engano ... uma maravilha a temperatura.
Com certeza, essa foi uma das melhores segundas-feira da minha vida... mas não  podia ficar mais e voltei para o Hotel. Café da manhã e fechar as malas...

Ainda tinha duas horas para deixar o hotel e aí resolvi voltar até a belíssima Place Massena para eternizar os bons momentos que passei em Nice.


Hora de voltar para casa... Paris me aguarda!
Adoro esses horários dos trens europeus. Nada de horas redondas, meu trem saiu pontualmente às 12h34 e chegou pontualmente às 18h14 em Paris - Gare de Lyon.
Foram quase 6 horas de viagem de Nice até Paris, com paradas em Avignon e Toulon. E assim fechei com chave de ouro a etapa 2 das férias de 2014, iniciadas em agosto na Turquia.

Fazendo parte do novo ritual de chegada das últimas viagens, uma passada na La Cidrerie du Marais para comer uma galette e beber Cidre Bretonne! 
Depois do jantar, uma caminhada até Place de la Bastille.
 
A noite estava perfeita, céu limpo e com belo luar. Nada mal para iniciar a etapa 3! Mais duas semanas em Paris.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Simplicidade e luxo em Mônaco

Faltam poucos dias para completar um ano para da viagem que fiz no ano passado.... e ainda estou aqui contando. Ainda bem que tenho leitores muito pacientes. Neste post, algumas lembranças da visita ao Principado de Mônaco. Essa visita foi realizada no dia 7 de setembro, Dia da Independência do Brasil, um belo domingo de muito sol.
Mônaco é luxuosa, mas ao mesmo tempo simples e aí reside o seu maior luxo: ser simples.
Deixei a Ferrari em Nice e cheguei em Mônaco de ônibus. É isso, simplicidade. A passagem custa 1,50 Euros. O ônibus - Menton via Mônaco -  sai a cada 20 minutos da Praça Garibaldi em Nice e a viagem dura uma hora.

Ao chegar na cidade, não sabia exatamente onde descer e segui até o Cassino de Monte Carlo, belíssima construção do período da Belle Époque. Só fiquei na recepção para dar um confere e não quis entrar para visitar, porque não estava disposto. A visita é paga - 10 Euros. Preferi o sol e a paisagem deslumbrante.
Atrás do Cassino há um belo jardim com obras de arte e vista para o mar azul.

Adão e Eva - obra de Fernando Botero
A vida é simples em Mônaco

Depois de rodar pelos arredores do Cassino em Monte Carlo, tomei um ônibus e me dirigi para a Monaco-Ville, onde fica o Palácio do Principado. Aqui o luxo dá lugar a casas simples, ruas estreitas e o comércio de souvenirs, além de alguns restaurantes simpáticos.

 Praça do Palácio - clique na foto para ver ampliado

O Palácio está aberto para visitação. Esperava um prédio imponente, mas achei a construção simplérrima... e o luxo, talvez, esteja no seu interior. Digo isso porque não entrei para visitar. 

 
Fiquei fascinado com a paisagem e com um dia tão lindo, não quis ficar preso em prédios. E é um luxo ter essa opção, apenas a contemplação.

 Port de FontVieille ... fiquei imaginando o preço dos "barquinhos"...

 Catedral de Nossa Senhora Imaculada - séc. XIX

A Catedral é belíssima e foi aqui que Grace Kelly se casou com o Príncipe Rainier em 1956. Hoje, descansam lado a lado, eternamente

 Jardin Saint Martin 

Imaginem um lugar muito tranquilo... é este jardim! Não sei se era o horário ou se era o dia - domingo -, mas estava bem silencioso. 
A alma estava satisfeita, mas o corpo precisava de alimento... e nas ruas estreitas de Monaco-Ville encontrei o L"Aurore, um restaurante familiar muito agradável.

Um ambiente, bom vinho e o plat du jour: longe de porc et frites. Não disse que a vida em Mônaco era simples?

Após o almoço, voltei ao jardim e buscando novos ângulos, avistei o  Museu Oceanográfico.
Aproveitei as últimas horas em Mônaco para ir até o bairro do Larvotto, onde encontrei uma praia para chamar de minha. Amei o astral do lugar. E lá ficaria.

E foi dessa maneira que festejei o 7 de setembro em 2014. Um dia bom em Mônaco. Precisa de mais?

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